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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Robinson destaca ações para alavancar economia na 17ª Convenção do Comércio

Fotos: Ivanízio Ramos


O governador Robinson Faria ressaltou as ações de sua gestão para incrementar a economia, durante a abertura da 17ª Convenção do Comércio e Serviços do RN, realizada na tarde desta segunda-feira (30), pela Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas (FCDL/RN) em parceria com a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal).
 Só na redução dos gastos públicos, somam-se cerca de 300 milhões. “Mas não foram só corte de gastos que fizemos. Além disso, tomamos medidas arrojadas, inéditas, inclusive para o incentivo do Turismo, como a redução do ICMS sobre o querosene de aviação que teve um impacto muito positivo no setor”, ressaltou o governador, apontando que foram ações como estas que incluíram o estado na disputa do RN para receber o hub da Latam no Nordeste.
Durante o discurso, o governador destacou trecho no hino da nação lojista, executado no início do evento. “O futuro é a gente quem faz. Esta é a razão deste encontro. Estou aqui com muita franqueza e transparência, passados dez meses como governador do estado, e num momento em que no Brasil só se fala de crise. Mas é nos nestes momentos que se encontraram oportunidades, e crise não é para esperar passar, é para ser enfrentada como estamos fazendo aqui no Rio Grande do Norte.”
Robinson ainda realçou que toda a equipe convidada para conduzir o governo foi escolhida por critérios técnicos. Ao final, o governador fez um pedido público ao empresário Flavio Rocha, presidente do grupo Riachuelo e um dos palestrantes do evento, para que trouxesse a sede geral de sua loja para o Rio Grande do Norte, o que impulsionaria a economia potiguar. 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Desemprego no Brasil é o menor da série histórica iniciada em 2003


A taxa de desemprego ficou em 4,3% em dezembro de 2013


A taxa de desemprego no Brasil recuou a 4,3% em dezembro, fechando 2013 com taxa média de 5,4%, menores níveis históricos. A renda da população, por sua vez, apresentou um leve recuo no mês passado. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quinta-feira, em novembro, o desemprego já havia recuado a 4,6%, quando igualou a mínima histórica até então registrada em dezembro de 2012.


Pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters mostrou que, pela mediana das previsões, a taxa cairia a 4,3% no mês passado. Ainda segundo o IBGE, em dezembro o rendimento foi a R$ 1.966,90, queda real de 0,7% sobre novembro mas, em comparação com dezembro de 2012, houve alta de 3,2%. Em 2013 fechado, a média anual do rendimento subiu 1,8%.


A população ocupada cresceu 0,2% em dezembro na comparação com novembro e recuou 0,5% ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 23,330 milhões de pessoas. Já a população desocupada chegou a 1,061 milhão de pessoas, queda de 6,2% ante novembro, e queda de 6,6% sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.


Baixos níveis de desemprego foram vistos ao longo do ano passado apesar da fraqueza da economia, favorecendo o desempenho do consumo no país e o setor de serviços. A PME, que leva em consideração dados levantados em apenas seis regiões metropolitanas do país, está com os dias contados porque o IBGE passará a publicar uma pesquisa sobre emprego mais ampla, denominada Pnad Contínua e que terá periodicidade trimestral. Por essa nova metodologia, a taxa média de desemprego do país estava em 7,4% no segundo trimestre de 2013, dado mais recente conhecido.


Dado histórico

Ainda segundo cálculos do IBGE, a taxa de desocupação caiu sete pontos percentuais de 2003 a 2013. O instituto apresentou a retrospectiva dos 11 anos da Pesquisa Mensal do Emprego, que teve sua metodologia atualizada em março de 2002. Enquanto em 2013 a média aritmética do desemprego alcançou 5,4%, em 2003, primeiro ano em que a metodologia anual foi aplicada nos 12 meses, a taxa chegou a 12,4%.


Nesse período, o contingente de desocupados caiu 49,5%, de 2,6 milhões para 1,3 milhões, e a população ocupada subiu 24,8%. Dentro da alta, destaca-se a evolução do percentual de trabalhadores com carteira assinada do setor privado, que avançou 11,6 pontos percentuais, de 39,7% para 50,6%. Em termos de contingente, a população ocupada com carteira assinada no setor privado subiu 58,2%, com as mais fortes altas em Recife (89,4%) e Salvador (78,3%), e a menor no Rio de Janeiro (41,1%).


De 2010 a 2013, no entanto, houve uma acentuada queda no ritmo de retração da população desocupada. Enquanto de 2009 para 2010 o contingente caiu 15%, de 2012 para 2013, a queda foi dez vezes menor, de 1,5%, inclusive com registro de alta de 7,3% em Recife e de 17,9% em Salvador. O rendimento médio real habitual foi outro indicador que aumentou de 2003 a 2013, avançando de R$ 1.488,48 para R$ 1.966,90. A evolução representa um ganho de 29,6% no poder de compra.


A renda medida pelo IBGE mostra também algumas mudanças regionais: em 2003, a de São Paulo era 13% maior que a média geral, vantagem que caiu para 6% em 2013. Já Belo Horizonte, que era 12% menor em 2003, fechou 2013 3% menor que a renda geral.

Tal mudança é reflexo da variação registrada no período: enquanto São Paulo teve aumento de 22,2% da renda, o menor entre as seis regiões metropolitanas, Belo Horizonte teve o maior, de 43,6%. Depois da região mineira, o Rio de Janeiro teve a maior alta, de 40,6%, seguido por Porto Alegre (35,4%), Recife (31,3%) e Salvador (25,4%).
Correio do Brasil

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Mais oportunidades no ano da Copa

Andrielle Mendes
repórter

O Rio Grande do Norte encerrou 2013 com o pior desempenho na geração de empregos dos últimos três anos. Só a indústria de transformação, capitaneada pela indústria têxtil e de confecções, fechou 5.108 postos de trabalho com carteira assinada de 2010 até agora. Ainda assim, o RN conseguiu abrir mais de 10 mil vagas e elevar em 1,65% o número de pessoas empregadas formalmente, segundo cálculos da Federação do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio/RN).

                       Foto: Divulgação/Tribuna do Norte

 Comércio e serviços de hospedagem esperam maior número de contratações de empregados para atender demanda da Copa
 
O ano de 2014, entretanto, será mais favorável. Haverá vagas. E muitas, garante Marcelo Queiroz, presidente da  Fecomércio/RN. Copa, obras públicas, operacionalização do Aeroporto Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante. Tudo isso deverá aquecer o mercado de trabalho e reaquecer a economia local. “A Copa vai gerar oportunidades em diversos segmentos. Além disso, investimentos públicos estão sendo retomados, em função do Mundial, o que faz circular dinheiro novo na economia”, pontua Queiroz. As oportunidades deverão se concentrar em três setores: construção civil, comércio e serviços - os dois últimos foram responsáveis por mais de 90% de todas as vagas abertas no último ano.

O setor da construção civil, que encerrou 2013 demitindo mais do que contratando, vai abrir um número maior de postos de trabalho este ano, preveem Ana Adalgisa, diretora executiva do Sindicato da Indústria da Construção Civil do estado (Sinduscon/RN), e Larissa Dantas, vice-presidente.

O ritmo mais lento de contratações e o aumento do número de imóveis em estoque, segundo elas, não sinalizam uma retração do setor. “Ainda temos muitas obras pela frente. É por isso que digo que vamos ter um ano bom para a construção civil”, afirma Ana Adalgisa.

Na contramão do crescimento, seguirá a indústria de transformação e a agropecuária, que, a exemplo do setor industrial, não deverá gerar tantas oportunidades de emprego. Nem a fruticultura irrigada terá um bom ano, se não chover, alerta José Vieira, presidente da Federação da Agropecuária no RN (Faern).

A seca reduziu o nível dos poços e reservatórios e inviabilizou várias culturas, entre elas a do caju, a do mel de abelha e até a da cana de açúcar.  Algumas usinas, como a Vale Verde, em Baía Formosa, registraram no ano passado o pior resultado de sua história. Em função da queda na receita,  deverão contratar menos pessoas para o plantio e colheita.

Os industriais também enfrentam dificuldades. O caminho percorrido por eles no estado e no país está repleto de obstáculos e pelo menos nesse momento será difícil acelerar o passo, admite Amaro Sales, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern). “Não se pode descartar que a crise mundial continua e que há gargalos estruturais que ainda não foram vencidos no país, atrapalhando assim a geração de postos de trabalho”, analisa William Pereira, doutor em Ciências Sociais, professor do departamento de Economia e coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Espaço, Trabalho, Inovação e Sustentabilidade da UFRN.

Desaceleração na indústria provoca efeito dominó
A desaceleração da indústria se faz visível no fechamento de postos de trabalho e provoca efeitos em toda a cadeia produtiva, analisa William Pereira, doutor em Ciências Sociais, professor do departamento de Economia e coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Espaço, Trabalho, Inovação e Sustentabilidade da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“Quando a produção cai, a oferta de insumos diminui e os preços ficam mais elevados, prejudicando os setores que dependem desses insumos. O desemprego na indústria, por sua vez, aumenta a oferta de trabalhadores em outros setores, aumentando a concorrência, e favorecendo a estagnação ou redução dos rendimentos da categoria”, esclarece o economista.

E não é só isso. Toda a economia passa a girar de forma  mais lenta, quando a indústria desacelera, acrescenta Amaro Sales, presidente da Fiern. “A indústria é, por si só, um centro de muitos negócios para seus fornecedores de bens e serviços. É por isso que quando a indústria vai mal, o país vai mal”, afirma.

Amaro defende a adoção de uma série de medidas para devolver à indústria a competitividade que ela precisa para voltar a crescer com mais velocidade. “Precisamos criar um ambiente de negócios que estimule a produção, dotar o país de infraestrutura e logística, de uma reforma trabalhista e previdenciária que possibilite a diminuição do custo do emprego formal, além de crédito mais barato e acessível”.

Mercado local se ressente de qualificação
“Há vagas”. Mesmo em meio a desaceleração da economia, tem sempre alguém contratando. O problema é que às vezes o que falta é qualificação. Matéria publicada pela TRIBUNA DO NORTE no dia 10 de novembro de 2013 já evidenciava esse descompasso. No Midway Mall, shopping que costuma abrir quase mil vagas temporárias no final do ano, cerca de 80% dos currículos que chegam são descartados. A situação é semelhante em outros shoppings da cidade. “Falta qualificação técnica e competência comportamental por parte dos candidatos”, aponta Lígia Silva, gerente de diretrizes educacionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial no Rio Grande do Norte (Senac/RN).

Para Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio/RN, entidade que representa os setores que mais contratam no estado, a falta de qualificação ainda é o grande nó do país. “Por anos a fio o Brasil deixou o investimento em educação em segundo plano. É por isso que falta base para muitas pessoas”, observa.

O economista William Pereira, professor da UFRN, acrescenta que o “nó” está também no fato de que muitos trabalhadores negligenciam a qualificação. “Eles acreditam que basta ter o certificado que o emprego está garantido. Na verdade, o certificado só é válido, quando ele representa realmente o conhecimento. Conhecimento que exige estudo, “trabalho” árduo sobre os livros e nas aulas”.

O economista Marcus Guedes pensa parecido. “Os profissionais, de um modo em geral, têm de estar em contínuo aprendizado. E preparados para mudanças de rumo. O mundo do trabalho se traduz na razão da sobrevivência do cidadão. É preciso estar em contínua vigilância. Estar preparado para enfrentar novos desafios, em novas empresas, novos cargos e encargos”.

Para que um número maior de vagas seja preenchido e os trabalhadores dispensados pela indústria ou qualquer outro setor consigam atuar nos setores do comércio e serviços, o Senac tem oferecido uma série de cursos, ressalta Marcelo Queiroz. Alguns deles gratuitos.

“Em 2013, através do Senac, apacitamos e qualificamos cerca de 45 mil pessoas. Deste total, nada menos que 27 mil foram vagas gratuitas, em quase uma centena de municípios potiguares, em projetos como o Pronatec e o Programa Senac de Gratuidade, executado com recursos exclusivamente do Senac, ou seja, recursos dos empresários do Comércio e dos Serviços. Para 2014, devemos qualificar 60 mil pessoas, sendo 40 mil em vagas gratuitas.”RN (Fecomércio/RN).
Tribuna do Norte

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Letônia entra na zona do euro após experiência de austeridade

Por Redação, com Reuters - de Riga



A Letônia se juntou à zona do euro nesta quarta-feira, apostando na sua experiência com políticas de austeridade traga benefícios numa união monetária onde outras economias tiveram dificuldades.

O país báltico de apenas dois milhões de habitantes se tornou o décimo oitavo membro da zona do euro na virada do ano, se distanciando ainda mais da sombra da vizinha Rússia, uma década depois de se juntar à União Europeia (UE) e à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

O primeiro-ministro em exercício Valdis Dombrovskis, que comandou a Letônia durante a pior crise econômica desde que o país deixou a ex-União Soviética, afirmou que a adoção do euro é uma oportunidade, mas não uma garantia de riqueza, e que a Letônia não deve afrouxar a política fiscal.

- Isso não é uma desculpa para não buscarmos uma política macroeconômica e fiscal responsável – disse ele, após sacar, depois da meia-noite, a primeira nota de euro de um caixa eletrônico em Riga.

A cerimônia da mudança para o euro se deu no lugar onde a crise da Letônia começou, na antiga sede do falido banco Parex, agora sede do banco estatal Citatele, que emergiu do que restou do Parex.

O Parex, então um dos maiores bancos do país, faliu no fim de 2008, forçando a Letônia a buscar socorro internacional para manter o seu câmbio atrelado ao euro.

A economia encolheu em um quarto entre 2008 e 2010, mas então cresceu de novo, no ritmo mais acelerado dentro da UE, aumentando em 5,6 por cento em 2012, depois que o governo cortou gastos e aumentou impostos num dos programas de austeridade mais duros da Europa.

O esforço letão ganhou elogios da UE e foi apontado várias vezes como um exemplo de que a austeridade pode funcionar.

- Graças a esses esforços a Letônia vai entrar mais forte do que nunca na zona do euro, enviando assim uma mensagem encorajadora para outros países que enfrentam um difícil ajuste econômico – declarou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, nesta terça-feira.

Ainda assim, há algumas preocupações. O Banco Central Europeu alertou a Letônia que o alto grau de depósitos estrangeiros, a maior parte da Rússia, nos bancos do país, é um fator de risco, como no caso do Chipre.

A Letônia também entra na zona do euro sem um governo permanente, já que Dombrovskis renunciou em dezembro, assumindo a responsabilidade política pelo desabamento de um supermercado que matou 54 pessoas.

As pesquisas de opinião mostram que os letões estão divididos em relação ao euro. Muitos se preocupam que a nova moeda possa virar uma desculpa para um aumento de preços.
Correio do Brasil

domingo, 29 de dezembro de 2013

Inflação resiste aos juros e índice que corrige aluguéis volta a subir



Analistas de instituições financeiras consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) esperam por elevação de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros




O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,29% em novembro para 0,60% em dezembro, segundo pesquisa divulgada, nesta sexta-feira, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados por agências financeiras, entre 0,57% e 0,75%, e abaixo da mediana de 0,63%. A variação acumulada do IGP-M em 2013 foi de 5,51%, também dentro do intervalo das estimativas dos analistas, entre 5,48% e 5,68%, e abaixo da mediana de 5,55%. Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o IPA-M subiu 0,63% em dezembro ante 0,17% em novembro. O IPC-M avançou 0,69% em dezembro ante 0,65% em novembro. Já o INCC-M teve alta de 0,22% em dezembro ante 0,27% em novembro. O resultado acumulado do IGP-M é usado no cálculo de reajuste nos preços dos aluguéis.


A resiliência dos preços diante do remédio adotado pela equipe econômica do governo Dilma Rousseff, no entanto, levou os juros brasileiros a um novo patamar. O Brasil conseguiu atingir a marca, em 2013, de vice-campeão mundial dos juros altos. Relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado na véspera, mostra que o país ficou em segundo lugar entre os países que mais elevaram os juros, em 2013.

Entre 90 países, o Banco Central (BC) brasileiro perdeu apenas para a República de Gâmbia, um dos menores países da África, com 1,6 milhão de habitantes, fronteira com o Senegal. A alta da taxa básica de juros no Brasil (Selic) foi de 2,75 pontos porcentuais, fechando o ano em 10% ao ano. Gâmbia, o primeiro lugar do ranking, elevou seus juros em 6 pontos porcentuais, encerrando 2013 com 18% ao ano. A Indonésia, que também enfrenta inflação alta, completa o pódio, em terceiro lugar, após elevar os juros em 1,75 ponto porcentual, para 7,5%.

A alta dos juros, porém, não afetou o Índice de Confiança de Serviços (ICS), que subiu 2,6% em dezembro na comparação com novembro, ao passar a 118,9 pontos, interrompendo três meses seguidos de queda, informou a Fundação Getulio Vargas nesta sexta-feira. No mês passado, o indicador havia recuado 0,2%. O Índice da Situação Atual (ISA-S) registrou alta de 0,6% em dezembro, contra alta de 1,2% no mês anterior. Por sua vez, o Índice de Expectativas (IE-S) mostrou avanço de 4,1% no período, ante queda de 1,3% de novembro.
Inadimplência

Tamanha confiança no setor de serviços, no entanto, não impediu que a inadimplência das pessoas jurídicas crescesse 6,7% em novembro ante o mesmo mês do ano passado, e avançasse 2,3% ante outubro, informou também nesta sexta-feira a Serasa Experian. No acumulado de janeiro a novembro, o indicador teve alta de 1,9% ante o mesmo intervalo de 2012. Segundo economistas da Serasa Experian, as recentes altas das taxas de juros, as oscilações da taxa de câmbio e o atual cenário de desaceleração da economia estão contribuindo para o aumento da inadimplência das empresas brasileiras no último trimestre de 2014.

As turbulências na hora de receber o que foi vendido, segundo analistas, influencia também no Índice de Confiança do Comércio (Icom), que caiu 3% na média do trimestre concluído em dezembro frente ao mesmo período do ano passado, mostrando uma evolução favorável por conta das festas de final de ano, segundo o relatório da FGV divulgado nesta manhã. No resultado anterior, referente ao período de três meses findos em novembro em comparação com igual trimestre de 2012, a confiança havia recuado 5,2%.

O indicador que mede a percepção do setor em relação à demanda no momento atual – o Índice de Situação Atual (ISA-COM) médio – subiu 2,9% no período, na melhor comparação interanual mensal desde fevereiro de 2013 (7,9%). A FGV divulgou ainda que o indicador trimestral do Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 0,3%. O setor varejista iniciou este trimestre tropeçando, com suas vendas avançando 0,2% em outubro, marcando o oitavo mês seguido de expansão mas voltando a desacelerar, segundo informou neste mês o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dívida

As contas do governo central (Governo federal, Banco Central e Previdência), no entanto, serão pagas em dia. Segundo o Tesouro Nacional, o superávit primário registrado em novembro foi recorde de R$ 28,849 bilhões. Nos onze primeiros meses do ano, a economia feita para o pagamento de juros acumula saldo positivo de R$ 62,418 bilhões. Já a Previdência Social apresentou, no mês passado, déficit de R$ 4,984 bilhões, ainda segundo dados do Tesouro.
 Correio do Brasil