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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
domingo, 13 de dezembro de 2015
Festas de fim de ano nem sempre são motivo de alegria
Nesta época de confraternização, as famílias costumam se reunir, comemorar as vitórias e começar a planejar o ano que virá. Mas, esse momento de alegria não é unânime e algumas pessoas, ao fazer um balanço de conquistas e perdas, podem sentir frustração, desânimo e, até mesmo, desencadear um quadro de tristeza profunda que pode culminar em uma fase depressiva.
“O que ocorre é que algumas pessoas podem observar a passagem do ano e sentem-se tristes ou insatisfeitas com o progresso e ganhos durante o ano. Essa insatisfação pode ser vista pelo sujeito como um ‘fracasso’, gerando baixa autoestima e, junto a isso, o surgimento de uma depressão. É importante lembrar que não se pode considerar qualquer tristeza como depressão. A tristeza é um sentimento normal para qualquer pessoa, e a depressão é um transtorno de humor, que gera prejuízos ao psíquico e ao comportamento do indivíduo”, esclarece o psicólogo do Hapvida Saúde, André Assunção.
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério da Saúde, cerca de 11 milhões de pessoas no Brasil têm depressão, e, deste total, 5% estão no Nordeste. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa é a segunda doença mais incapacitante do mundo e, até 2020, será a primeira. Ao todo, mais de 340 milhões de pessoas sofrem do transtorno psicológico e, por ano, 850 mil pessoas com depressão em seu estágio mais grave cometem suicídio.
O psicólogo explica que quando há, na família, no ciclo de amigos, alguém passando por situação semelhante, é preciso ajudar e não a procura por tratamento, mas apresentar as alternativas para a melhora. “Estar ao lado e não abandonar se torna a melhor forma de ajudar quem passa por tal momento. A depressão causa isolamento e, por isso, acaba sendo comum que a pessoa se afaste dos amigos e da família, mantenha-se longe ou fique pelos cantos da casa. Por isso, é importante que amigos e familiares tenham paciência, estejam por perto e saibam compreender os limites da pessoa em questão”, orienta.
Mas, para quem perdeu um parente recentemente ou, por algum outro motivo, terá de passar esse período sem a presença do familiar, o momento pode se transformar em uma tristeza maior. Embora as pessoas associem o luto diretamente à morte, para a psicologia, ele é desencadeado por qualquer ruptura emocional forte, seja a perda de alguém querido, um divórcio ou um amigo que foi morar longe. O processo é dividido em cinco fases e todas as pessoas irão apresentar pelo menos duas delas: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação.
A terapia exerce o papel fundamental, no qual oferece suporte e auxílio para o paciente superar a dor, mostrando-se como uma ferramenta de reorganização psicológica. Com ela é possível encontrar sua própria maneira de lidar com os sentimentos, muitas vezes novos e conflitantes e compreender que não há certo ou errado na maneira em como se vive ou expressa a dor.
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