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terça-feira, 1 de julho de 2025

Ex-jogador alvirrubro fala sobre o Clube do Centro Desportivo Gramoré que tem como objetivos centrais tirar jovens da rua, usando a prática do Futebol

 

Em entrevista ao Clarim Natal/RN Carlos Mota fala sobre planos para a categoria de Base, estilo de jogo, identidade do time e o que o torcedor local pode esperar do clube nos próximos anos.



O Clube do Centro Desportivo Gramoré fundado em janeiro de 2025, nascido do coração de um ex-jogador de Futebol Carlos Mota e um Assistente Social Paulo Cesar Pereira, tem como objetivos centrais tirar jovens da rua, usando a prática do Futebol, ajudando e oportunizando jovens a vencerem na vida, seja no âmbito esportivo como em sua vida social.

Carlos Mota é carioca radicado no Passo da Pátria, onde deu seus primeiros passos antes de se tornar ídolo do América FC e ter feito o gol que muda toda história do clube.

Carlos Mota após parar de jogar futebol em 2009 pela equipe do Macau, tornou-se um ex-atleta totalmente dedicado ao futebol de Base e trabalho social,

Mota passa a se destacar em sua caminhada como educador e técnico da categoria de Base com o Clube CDF, onde se destacou conseguindo seu primeiro Título na categoria de Base, desbancando gigantes como ABC FC, América FC, levantando a Taça de Campeão Potiguar 2009.

Nesta edição, o Clarim Natal/RN trás esse ídolo americano para nos falar como surgiu essa ideia de fazer um Clube de Futebol.

Confira a entrevista na íntegra.

 

MARCOS SOUZA (JORNAL CLARIM NATAL/RN) - O que motivou a criação do clube?

CARLOS MOTA - Ser diferente e criar uma oportunidade para atletas e alguns amigos que sofrem no futebol, sendo enganados.

MARCOS SOUZA (JORNAL CLARIM NATAL/RN) - Quais são os principais desafios enfrentados até agora?

CARLOS MOTA - Lutar contra os enganadores do futebol, pensam penas neles.

Carlos Mota e Paulo Enfermeiro

MARCOS SOUZA (JORNAL CLARIM NATAL/RN) - Quais são os planos de curto e longo prazo para o clube?

CARLOS MOTA - Criar uma sustentabilidade, onde cresça o futebol profissional, e o nosso social aumente diariamente.

MARCOS SOUZA (JORNAL CLARIM NATAL/RN) - Como o clube pretende atrair torcedores e patrocinadores?

CARLOS MOTA - Com campanhas, buscando a qualificação necessária para sempre estar apto a buscar recursos oriundos da Lei do Incentivo Esporte mais laser, e sendo um clube que vai ser vitorioso.

MARCOS SOUZA (JORNAL CLARIM NATAL/RN) - Há planos para a categoria de Base. Qual será o estilo de jogo e a identidade do time?

CARLOS MOTA - Buscar Atletas diferentes, extremamente inteligente, e que queiram aproveitar essa oportunidade de jogar futebol.

MARCOS SOUZA (JORNAL CLARIM NATAL/RN) - O que o torcedor local pode esperar do clube nos próximos anos?

CARLOS MOTA - Crescimento a cada dia buscando sempre o amadurecimento e ser extremamente profissional e atrativo aos moradores.

MARCOS SOUZA (JORNAL CLARIM NATAL/RN) - Gostaria de deixar uma mensagem final?

CARLOS MOTA - Minha eterna gratidão ao SENHOR JESUS CRISTO por tudo, aos que moram no Conjunto Gramoré e todos do Conjunto Salesiano e adjacentes. Meu muito obrigado por acreditar no que estava sendo implantado, estamos caminhando para valorização do Bairro e de toda Zona Norte.

 




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Entrevistas Esportivas com Marcos Souza retornam ao Clarim Natal/RN


Marciano da Silva




  
Marcos Souza
Treinador de Goleiro
EX-atleta

Marcos Souza está de volta com a página esportiva Clarim Esporte no Jornal Clarim Natal/RN com diversas entrevistas voltadas para o mundo do esporte.

Confira na íntegra a entrevista.

Marciano da Silva, 47 anos, nasceu em 1977, natural da Cidade de Ceará Mirim/RN, ex-atleta profissional, atuou na posição de Lateral esquerdo, onde passou por diversas equipes como: ABC FC, CEARÁ, POTIGUAR, GREMIO/RS, AMÉRICA/RN, AMÉRICA/MG, PARANÁ, CRB, CSA, BOTAFOGO/PB, SANTA CRUZ/RN, EST- AMADORA (PORTUGAL), ALECRIM/RN, CENTRAL DE CARUARU.

 

MARCOS SOUZA - Dentre muitas equipes por onde você passou, qual delas mais lhe marcou?

MARCIANO - O Alecrim foi meu primeiro time que fiz o teste, mas não passei. Quis Deus que eu rodasse o Brasil e quando vim jogar em Natal o técnico Diá me chamou para fazer parte do Alecrim e a gente subiu o Alecrim pra série C. O Alecrim também está no meu coração. Mas todos os times citados anteriormente são importantes na minha carreira.

Entre estes times que joguei não posso dizer que fui melhor em um que outro, porque joguei em todos. Então, acho que fui muito bem.

Mas, todo mundo sabe que a minha história no ABC foi muito linda. Foram 14 anos saindo e voltando. Minha maior passagem foi pelo ABC. Eu era sempre emprestado. Por isso digo que o ABC é um time marcante na minha história como atleta.

Dois times que também adorei ter jogado foi o Paraná e o Atlético Mineiro.

 


MARCOS SOUZA - Quem ou o que te inspirou a começar?

MARCIANO - A minha inspiração pra ser jogador de futebol vem de dentro de casa, da minha família, meu pai e meus tios foram jogadores e eu sonhava em ser como eles que eram bons jogadores. 

 

MARCOS SOUZA - Qual foi o momento mais memorável da sua carreira?

MARCIANO - Eu comecei minha carreira no ABC, quando joguei minha primeira partida como profissional me senti realizado, o sonho de chegar até o ABC e fazer o que eu fiz ali durante 14 anos, mostrar meu futebol, sempre jogando bem, sempre agradando a torcida do ABC.

 

MARCOS SOUZA - Você tem uma história bonita dentro do ABC Futebol Clube, qual jogo mais importante que você atuou pela equipe?

MARCIANO - O jogo mais importante na minha história no ABC eu considero o título de 2005 no Machadão. A gente estava jogando o fino da bola.

 

MARCOS SOUZA - Para a gente fechar essa entrevista, o que o ABC FC representa para você?

MARCIANO - O ABC faz parte da minha história, da minha vida. Hoje, sou reconhecido no Rio Grande do Norte, no Brasil inteiro por conta do ABC, que faz parte da minha história.

Se eu viver cem anos vai ser cem anos falando do ABC. Ficar velhinho falando da minha história dentro do ABC. Então o que o ABC representa pra mim é a minha história. Graças a Deus uma história linda. Só tem é que agradecer àqueles que me ajudaram muito, o presidente Judas Tadeu, Leonardo Arruda, Jailson Santana, foram os presidentes que encontrei ali. Então, só tenho que agradecer a ele.

 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Aniversário da Família ABC RAGGAE

 







No último dia 24 (domingo) foi realizado o sexto aniversário da Associação FAMILIA ABC REGGAE, onde tivemos muitas energias positivas na participação de vários representantes do reggae potiguar e culturas em geral. 

O evento faz parte da arrecadação para a construção da sede social da nossa família.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Final do Campeonato do Nova República: Taça Joga Fácil

 


Na noite do dia 15 de janeiro aconteceu no bairro Nova República a 5° final do Campeonato Fut 7 da Taça Joga Fácil.

Marcones Soares “Cocão”, idealizador de projetos de Futebol Amador e de Base, com seu trabalho no Clube Castelo Branco percebeu que sua comunidade merecia mais esporte em todas as categorias, visionando atletas com idades infantil, juvenil, adultos e máster.

Acreditando no esporte e apostando na sua comunidade Marcones Soares junto com Cássio Siqueira e apoiadores montaram esse Campeonato que vem dando certo, e hoje já está na quinta edição.

Numa noite especial aconteceu o jogo tão esperado por todos da comunidade do Nova República, entre as equipes do CRUZEIRO X PONTE PRETA, protagonista desta grande final.

MARCOS SOUZA – O que se esperar deste jogo, vários jogos se passaram até chegar no jogo da final, e você Marcones Soares como idealizador, o que você espera do jogo? 

MARCONES SOARES - É um grande campeonato, começou com 16 equipes, está terminando com as duas melhores, que é o Cruzeiro a Base do América Fut 7, e a equipe da Ponte Preta que vem a muitos anos jogando Futsal Amador. Na edição passada ela foi a vice campeã e mais uma vez chega na final, e tem tudo para ser um bom jogo. Todos apostam no Cruzeiro, mas futebol se decide dentro. Acredito que será um grande jogo e será uma grande final.

MARCOS SOUZA – A arbitragem ficou por conta do árbitro experiente Paulo Jorge e sua auxiliar Mariany. Perguntado o que a arbitragem esperava do jogo, Paulo Jorge respondeu com o mesmo profissionalismo e seriedade que aplica em suas arbitragens.

PAULO JORGE -  Primeiramente pedi a Deus que nos abençoe, que a gente possa fazer um belo trabalho, que a arbitragem seja exemplar, a gente tá aqui para acertar os lances, aplicar a regra. Que as duas equipes venham para fazer um bom jogo, jogar um futebol limpo, que é isso que o público espera. Não existe favorito. Ambas as equipes chegaram aqui com grandes méritos deixando muitas equipes para atrás. Desejo boa sorte às equipes e que vença a melhor, e que seja um jogo muito bonito e um forte abraço á todos.

 

 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

“Somos um time de amigos, onde todos se dedicam ao máximo no tempo que tem, para poder ajudar o clube”, falou o Presidente do Atlético Baixada

 




É assim que iremos começar mais uma edição esportiva do jornal CLARIM NATAL, dando seguimento ao tema categoria de Base. Para falar um pouco mais dessa dificuldade da Base, o presidente de um Clube Amador Jailton Breno Campelo, que disputa um Campeonato profissional estadual, Potiguar Fut7 e sua equipe é o Atlético Baixada, vindo de bons resultados com dois jogos e 4 pontos.

 

Encontramos um assunto que pode falar um pouco mais do que queremos “Time grande Base forte”.

Vimos na edição passada com Moura do ABC, falando da maior dificuldade da base, citamos treinadores que vêm de fora para o profissional, que não dão o devido valor à categoria de Base local, sempre trazendo os seus atletas, ditos de confiança.

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Jailton Breno Lemos Campelo, 23 anos, jogador e presidente do Clube Atlético Baixada, localizado na Zona Norte de Natal. Desde muito novo sua paixão foi o Futebol, mas teve que interromper sua carreira para trabalhar e desde seus 14 anos dedicou-se ao estudo e ao trabalho. Atualmente, serve às Forças Armadas Brasileiras, conciliando seu tempo em servir à Pátria e ao seu Clube de Futebol, fundado por ele e seus amigos.

Jailton Breno concede entrevista ao JORNAL CLARIM NATAL e fala sobre suas perspectivas e planos para o Esporte Amador, e também a respeito de seu projeto para a categoria de Base. .

MARCOS SOUZA: Como nasceu o clube Atlético Baixada?

JAILTON BRENO - Nosso clube Atlético nasceu entre amigos, para apenas jogos amistosos, “peladas”. Mas, aí chegamos à conclusão que teríamos um time muito bom que poderíamos competir em campeonatos. Então, juntamos os amigos organizando o time para a disputa do primeiro campeonato, que foi a copa Asanorte,  onde ficamos em terceiro colocado.

Resumindo, somos um time de amigos, onde todos se dedicam ao máximo no tempo que tem, para poder ajudar o clube e o nosso projeto.

MARCOS SOUZA - Nos conte sobre esse trabalho que você desenvolve com o esporte na sua comunidade?

JAILTON BRENO - A gente desenvolve um trabalho, agora com os profissionais, mas a gente já está preparando um projeto para a categoria de base, sub 19 para poder disputar o estadual. No momento, disputamos apenas dois campeonatos, que é o estadual Fut7, e há Lampiões, que é um dos campeonatos mais conhecido. O nosso projeto é a longo prazo. Hoje, nós só estamos com a equipe do profissional do Fut7, mas a ideia é agente colocar uma equipe sub-19, sub-17, sub-15, visando ajudar os jovens da minha comunidade.

MARCOS SOUZA - Qual a maior dificuldade de se fazer o Esporte Amador?

JAILTON BRENO - A maior dificuldade de se fazer um Esporte Amador é financeira, trago como exemplo a minha experiência aqui no Atlético Baixada. Pesa muito essa parte, pois alguns jovens que faziam o time junto comigo a dois anos atrás, muitos ainda não trabalhava, e hoje esses jovens já estão com 20, 21 anos e já trabalham, porém muitas vezes não tem tempo. Então, a dificuldade é imensa nesse sentido, financeira e tempo.

 

MARCOS SOUZA - Você concorda com Moura do ABC, quando ele fala dos treinadores de fora que trazem seus atletas e esquecem os da casa?
JAILTON BRENO – Concordo. Eu tenho exemplo de jogador que estava aqui no grupo e foi contratado para um Clube profissional de campo, o mesmo tem um potencial imenso e não está sendo aproveitado, por essa dificuldade, de esbarrar com treinadores que visam mais jogadores que vêm de fora, e com qualidades talvez inferiores do que nossos atletas que são prata da casa.

Eu tenho um planejamento de formar um time profissional dentro de dois anos, e pode ter certeza como dois mais dois são quatro que eu vou utilizar todos os jogadores da casa, que conseguiram chegar no profissional ou até que não deixaram o profissional, e vou utilizar todos eles. Se eu chegar, montar esse projeto não vou trazer ninguém de fora. O meu intuito é dar oportunidade para esses caras que não tiveram oportunidade, mas que tem potencial.



domingo, 27 de setembro de 2020

Manoel Moura, um abnegado, um incansável... “já dizia Jota Gomes”


O jornal CLARIM NATAL abre espaço nesta segunda edição de setembro para falar de categoria de base, mostrando a importância da base para um Clube de Futebol nos dias atuais.

Vemos com mais frequência jogadores de base sendo negociados sem ao menos passarem no profissional dos nossos clubes potiguares, os nossos exemplos com evidência mais recente são: Gabriel Veron, atleta profissional do Palmeiras FC, hoje com 18 anos de idade, fazendo a diferença no seu Clube; Ricardo Potiguar com passagem pelo Atlético Paranaense, revelado por Carlos Mota, entre outros.

Trouxemos o treinador técnico de futebol de base, e olheiro do ABC FC, Manoel Moura, dono de um projeto junto com investidores na Cidade de Ceará Mirim, Rio Grande do Norte, “Garotos do Vale”. Um abnegado incansável...

Moura como atleta teve passagens por clubes cariocas, Cabofriense, Botafogo, Olaria. Em Natal/ RN começou no Palmeiras das Rocas, e fez história no ABC Futebol Clube como treinador desde 1991.

Em seu currículo tem vários títulos nas divisões de base, é reconhecido como olho clínico do futebol, ”olho de águia“. Entre eles podemos citar: Edson, Pedrinho(meia), Pedrinho(lateral), Jonathas, wallysson, Airton, Lucas, Leozinho, Pirang, Richardson, Renato, Hudson, Arez, Nego, Neném, Joao Paulo, Erivelto, Gravatá, Ivan, Madureira e outros.

Durante entrevista ele fala tudo sobre categoria de base, revelou um pouco da sua história no cenário futebolístico potiguar, e nos contou também sobre seu projeto que treina para a disputa da Copa Carpina no estado do Pernambuco.

Confira a entrevista na íntegra.

 

MARCOS SOUZA - Nos conte um pouco da sua história no âmbito futebolístico, no cenário potiguar.

MANOEL MOURA - Sou da Rocas com maior prazer, comecei no futebol no Palmeiras da Rocas, passei nas bases do ABC, depois fui embora para o Rio de Janeiro. Peguei uma carona braba de dez dias no caminhão. Cheguei no Rio fui para o Olaria Atlético Clube, nesse período tinha Dell, Alfinete, Joel Santana, Miguel, esse era o time do juvenil. Depois fui para o Vasco onde não fiquei, daí fui para o Botafogo, onde dei sorte, fiquei um tempo. Tive no Cabofriense, tive também a oportunidade de ir para o Misto do Mato Grosso, não fui. Tive problemas no meu joelho, fratura na perna quando garoto e depois apareceu o problema no joelho, deu derrame, tratei e encerrei a carreira. Parei em 1978, entrei na LBA, onde só tinha craques do futebol, Nilton Santos, Garrincha, Amoroso, Vavá, Índio, Amarildo, Lula daqui de Natal, Silva Batuta, Jairzinho, Altair “Bi Campeão do Mundo”. Garrincha era o nosso coordenador e passei a jogar na LBA. Fiquei como empregado federal, eu e essa rapaziada toda, Denílson, Alcir Portela “o capeta” como irmão para mim. Esse time jogava toda semana “Seleção Brasileira da LBA” e eu fazia parte desse time, não por ter jogado na Seleção Brasileira, mas estava no meio dos caras lá. Eu era o titular, passei a ser Zagueiro, a zaga era eu e Ilo Santos. A gente jogava muito em Santa Catarina, Paraná por aí e dava aulas. Nesse tempo tinha tantos jogadores, Barbosinha, meu amigão o Índio Tri Campeão pelo Flamengo. Então resolvi voltar para Natal em 1991, onde fui para o ABC treinar o infantil, e Wacil o juvenil, depois passei para o juvenil, Wacil foi auxiliar de Baltazar no profissional. Treinei todas as categorias, tive passagens no profissional sendo auxiliar de cavalheiro e de Esmar Tavares, mas o meu negócio sempre foi a base. Hoje em dia estou no ABC a quase 30 anos. Hoje como observador técnico viajo todo Brasil e faço parte da Associação de Observadores Técnicos do Brasil.

MARCOS SOUZA - A que você atribui tantas revelações, entre elas jogadores de nível nacional?

MANOEL MOURA - A primeira coisa que precisa ser dito é que para olheiro não tem curso, eu vejo nego com tanto curso, curso para isso, curso para aquilo. Olheiro é olho meu amigo, “botou o olho e ter confiança” e também dar confiança na comissão técnica. Quando eu indico um atleta para Tustão, Gilmar, eles aceitam. Eu posso dar uma opinião eles acatam. Agora tem olheiro que pega o jogador e engana; a mãe, o pai gastam dinheiro pagando passagens, fazem empréstimo e o jogador nem treina. Eu cansei de levar jogador para o Botafogo, mas iam lá e treinavam, eu acompanhava o dia a dia do atleta. Repito não tem essa de fazer curso, pode ser educação física, pode ser, mas olheiro não tem essa não. Eu estava um dia na Copa São Paulo, tinha um menino lá do Cruzeiro e queria ser um olheiro lá do Cruzeiro, e perguntou a Gilmar: “professor queria ser olheiro de futebol o que que eu faço?” Gilmar respondeu: “tá vendo aquele coroa lá, ai ele apontou para mim, e disse: “fique perto dele, lá que você aprende”. Eu nunca mais esqueci, portanto, e olho meu amigo e sorte, eu pego o jogador para treinar, é só ele pegar na bola eu já sei se ele dá para jogador.

MARCOS SOUZA – Por que ou se preferir por qual motivo perdemos jogadores precocemente sem ao menos passarem por clubes profissionais do nosso estado?

MANOEL MOURA - Tem treinadores ai falando bonito, vem de fora. aqui tem treinadores bons. Diá dando exemplo e é da casa. Aqui a gente fala “oxente, oxi ” e acompanhamos a base. Diá sabe tudo sobre a categoria de base e quando o mesmo assumiu eu mostrei 3 meninos para Diá, Alysson, Jordam, Silas da categoria sub 17 e quando ele viu se agradou muito. Airton Lucas nunca jogou profissional no ABC, ficava no banco e nenhum treinador chegou a botar para jogar porque os treinadores trás jogadores deles para botar os que eles querem. Eu sempre disse “a base do ABC é uma base boa, olhem lá”, não quero dizer que a base do ABC é a ideal, mas é a melhor de Natal, e olha lá se não for a melhor do Nordeste. Temos tudo na base, tem o Fred um baluarte, a diretoria dando todo apoio junto ao presidente Bira e o próprio Tadeu.

MARCOS SOUZA - Fale um pouco do seu projeto GV Garotos do Vale e sua participação na copa Carpina.

MANOEL MOURA - Sempre tive vontade de fazer um projeto e a dois anos atrás eu e Edinho, o responsável pela a Liga de Ceará Mirim, começamos um projeto devagar, pedindo a um e a outro, e hoje em dia estamos bem formados. Em dois anos já ganhamos uns 8 títulos e por incrível que pareça, o meu time está invicto até hoje e jogando. Mas, é claro que um dia vamos perder, mas até agora não perdemos e jogando contra ABC, Globo, Alecrim. O objetivo aqui não é ganhar dinheiro e sim formar atletas e bons cidadãos. Temos o apoio de Edson que é empresário do segmento de camarão, foi um atleta meu. E vamos levar o time para Carpina/PE, não vou dizer para ser campeão, mas para fazer bonito e revelar jogador porque eles merecem, Passo sempre para eles que futebol é renúncia, hoje não é mais só jogador de futebol, é um atleta. Sempre digo, eu fui jogador de futebol, mas hoje tem que ser atleta, se não, não joga mais futebol, não rende. E eu vou confiante para Carpina.

 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Diá: “Com Trabalho e Dedicação vencemos a Rejeição”

 

O jornal CLARIM NATAL trás nesta 1ª edição de setembro um entrevistado pra lá de ilustre, um campeão por onde passou, de muitas glórias passadas e presente. Estamos falando do queridinho da torcida alvinegra, campeão potiguar 2020, Técnico da equipe do ABC Futebol Clube Francisco de Assis Ciríaco dos Santos, mais conhecido como  
Diá,

Nasceu em 1955, hoje com 64 anos, natural de Natal/RN acumula passagens por diversas equipes como Treinador Técnico profissional: Força e Luz , ABC , Penapolense, São Gonçalo, Alecrim, Baraúnas, Santa Cruz, América de Natal, Mogi Mirim, Botafogo PB, Icasa, Grêmio Barueri, Nacional AM, Oeste, Asa, Campinense, Altos PI, Sampaio Correa, entre outras. Seu clube atual é o ABC FC.

Diá tem em sua carreira diversos títulos que falam bem como foi sua passagem pelos os clubes por onde passou.

Em conversa com o Jornal CLARIN NATAL o Técnico Diá falou sobre a reta final do campeonato potiguar, onde foi campeão em cima da equipe do América, maior rival do seu grupo, dentro e fora de campo.

Confira na íntegra a entrevista.

MARCOS SOUZA - Seja bem-vindo Diá ao Jornal Clarim Natal! Parabéns pela conquista do campeonato estadual 2020 em cima da equipe do América Futebol Clube. Como é para você voltar para sua cidade e de cara já ser campeão potiguar?

DIÁ - Para mim, esse feito é muito gratificante. Primeiro eu quero agradecer a Deus, era um sonho do meu pai. que faleceu em 2006, quando eu chegava naquele momento nas divisões de base, e hoje no profissional, quando cheguei com um índice de rejeição muito alto. Trabalhamos, eu com minha equipe, claro que ninguém ganha nada sozinho, como também ninguém perde sozinho “as vezes o treinador perde”, mas junto com a minha comissão técnica, a sua maioria da casa, conseguimos o objetivo. Com Trabalho e Dedicação vencemos a Rejeição. Então Isso é muito gratificante.


MARCOS SOUZA - Você chegou no ABC com um nome que poderia fazer a diferença num momento tão difícil enfrentado pelo o clube. Esse título mostra claramente que o trabalho está no caminho certo, mas para o Brasileiro da Série D, o caminho é esse mesmo? Ou pensa em mais reforços?

DIÁ - É verdade, agora eu quero falar para o Jornal CLARIM NATAL o seguinte: As equipes do qual eu trabalhei que conseguimos o objetivo, sempre que fazíamos boas campanhas no campeonato estadual, nós temos que manter uma base. Essa base aqui foi desmontada, mas obviamente que vamos procurar jogadores com a características desta competição para buscar mais uma vez o objetivo, que é importante para todos nós, que é o acesso


MARCOS SOUZA - Já entrando no assunto da Série D, para você Diá, o ABC, é um dos favoritos para o acesso?

DIÁ - O Brasileiro da Série D é uma competição que é muito relativa, muitas vezes as equipes mais fortes de nome, não conseguem o seu objetivo. É uma competição que eu comparo com diferença das outras, por exemplo: eu tive um acesso aqui pelo o Clube Alecrim FC em 2009, onde ninguém acreditava. Tem o próprio nosso rival, o América que está a 4 anos, o Fortaleza ficou muito tempo. É uma competição cheia de obstáculos. Por isso, a preocupação de procurar jogadores com essas características, claro, que se tivemos uma base, veríamos muito mais forte, mas eu não considero nenhum clube a ser o favorito.



quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Entrevista Exclusiva com ídolo da torcida americana Carlos Mota


O Jornal CLARIM NATAL, através de sua coluna esportiva, nesta segunda edição de agosto entrevista o eterno capitão e ídolo da torcida americana Carlos Mota, ex-jogador do América Futebol Clube.

Durante conversa exclusiva para a nossa coluna esportiva Carlos Mota fala sobre diversos assuntos, entre eles suas expectativas a respeito do possível acesso do seu time alvirrubro dentro do Campeonato Brasileiro da série D.

Mota revela sua emoção, agora fora das quatro linhas e explica o significado do 12º jogador.
Confira a entrevista na íntegra:


MARCOS SOUZA – Mota, qual é a emoção que você tem com o clube, nesse momento vivido pelo o América, que é a busca por esse tão sonhado acesso?
CARLOS MOTA - A falta da torcida mais presente, é o que faz a diferença, comparado àquele ano vivido. Momento de extrema dificuldade por não ter presente o diferencial na vida do clube, seu torcedor.

MARCOS SOUZA - Falar de acesso, é está falando com a pessoa certa; você foi o protagonista principal do AMÉRICA naquele ano do acesso, fez o gol do acesso, e subiu o time para série A. Quais são suas expectativas para o acesso do AMÉRICA esse ano?
Você vê algum jogador em destaque que possa te representar dentro de campo?
CARLOS MOTA - Falar do acesso é falar de dificuldade. Todos os atletas que participaram da temporada de 1996, de janeiro até dezembro sabem da dificuldade que nós tínhamos. E acontecer isso comigo foi propósito de Deus, você fazer o que fez e nunca ser reconhecido pelo clube. com exceção de alguns dirigentes, que nós tínhamos o maior carinho do mundo, como por exemplo o Dr Jussier Santos. Isso aí nos deixa tranquilo, sabedor do dever cumprido. Mas, a dificuldade foi GIGANTESCA no ano de 1996. Para se ter esse tão sonhado acesso, viemos de um estadual com muita dificuldade, perdemos o primeiro turno, ganharmos o segundo, e com 5 a 6 contradições conseguimos o acesso. Um feito histórico do futebol do Rio Grande do Norte e eu fico feliz pelo o gol que fiz. Muito feliz. Eu só queria parabenizar o torcedor, que na minha visão, o torcedor sempre foi o 12° jogador. Por isso que eu digo que essa pode ser a maior dificuldade que o América pode ter, o seu 12° (décimo segundo) jogador em campo “o torcedor “.

MARCOS SOUZA – Qual atleta no elenco atual do América você vê que pode ser o destaque nesse Brasileiro?
CARLOS MOTA - Everton goleiro. Trabalhamos juntos no sub 19, atleta hoje no clube que deverá honrar sua camisa pela sua identificação com o clube. Estamos ausentes dos gramados, mas o América tem um histórico de acesso. Ser protagonista do gol de acesso em 1996 foi e será uma marca na minha vida, não reconhecida pelo clube, mas reconhecida pelo maior patrimônio do clube “TORCEDOR". Isso me deixa tranquilo quanto ao construímos na vida do América.

MARCOS SOUZA - Deixe sua mensagem para essa torcida apaixonada que sonha por esse acesso.

CARLOS MOTA -  Desde que comecei a jogar futebol que eu tenho o torcedor como o 12° jogador dentro de campo. Desde 1990 porque os 4 anos que joguei foi na base e de 1990 a 2002 foi no profissional.  O torcedor do América sempre foi o 12° jogador e nos contagiava de fora para dentro. Hoje somos reconhecido pelo torcedor americano e esse reconhecimento a gente é grato até hoje, quer seja ele novo ou velho, rico ou pobre, negro ou branco. Porém, todos eles reconhecem o grande feito por nós dentro do clube. Deixamos um legado e o torcedor reconhece isso. A gente fica feliz por isso.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Marcos Souza estreia Coluna Esportiva com Entrevista ao Treinador de Goleiros Tinho Lucena



Marcos Souza
Treinador de Goleiro
Ex-atleta

O Clarim Natal traz em primeira mão a falar aqui no jornal, o Treinador de Goleiros do ABC Futebol Clube, o ex-goleiro profissional Walter Silva de Lucena, mais conhecido como Tinho Lucena que tem várias passagens por clubes de futebol do Nordeste e atuou por 19 anos na carreira.

Tinho Lucena teve passagem pela Bahia, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Ceará, Pará e no seu último clube foi o nacional de Manaus. Já no Rio grande do Norte teve passagem pelos os três grandes clubes da capital, ABC FC, América FC, e o Alecrim FC; jogou em Mossoró, em Santa Cruz e Parnamirim. Essa foi sua trajetória como atleta.
Hoje, como treinador de goleiros desde 2018, desempenhando esta função, onde se consagrou campeão no mesmo ano na sua chegada no AMERICA FC na Base, onde já fazia um período que o América não era campeão.

Dando seguimento a carreira foi transferido para a equipe do Força e Luz, onde no ano seguinte conquistou o título da segunda divisão; na sequência foi transferido para a equipe do Campinense do professor Diá, onde obteve o vice campeonato paraibano, e com o destaque do seu arqueiro como melhor do campeonato no ano de 2019. Atualmente se faz presente na equipe do ABC.
Confira a entrevista completa!

JORNAL CLARIM NATAL - Bem vindo Tinho Lucena ao Jornal Clarim Natal. A equipe do ABC Futebol Clube montou alguma metodologia de trabalho para esse período de afastamento social? 
TINHO LUCENA - Foi feito uma trabalho com a fisiologia do clube juntamente com preparação física, com um trabalho online com todos os atletas. Com os goleiros não foi diferente. Passamos o trabalho para o Rafael, para os demais goleiros do clube, o Passareli e o Artur; Os goleiros mantiveram o trabalho correndo, fazendo trabalho em casa pra não chegar no clube totalmente com se diz no futebol: ”zero de tudo”, muscular, de força, de potência. Recebemos os goleiros com satisfação e vimos que eles fizeram tudo que pedimos. Não só eu, mas a parte da fisiologia e a preparação física iniciamos o trabalho aqui em Natal a cerca de 15 a 20 dias para a volta da Copa do Nordeste.
iniciamos o trabalho e não podíamos fazer um trabalho de pré-temporada forte porque teríamos jogos em sequência. Estamos adaptando a forma de jogo do jeito que o professor Diá gosta de jogar, com situações de jogo, e na medida do possível vamos dando continuidade ao nosso trabalho sempre fazendo situações de jogo, coisas que o goleiro faz no jogo.
Não podemos colocar trabalho com muita força, muita potência para não travar os goleiros.

JORNAL CLARIM NATAL - Quanto tempo leva para condicionar os atletas, em especial os goleiros nesse retorno do futebol?
TINHO LUCENA - Sobre esse tempo de trabalho, nós tivemos um tempo no começo da temporada de 45 dias. Esse é o tempo ideal em torno de 40 a 45 dias para que possamos ter nosso elenco em forma.
Mas como a situação do estado e do país vem com essa pandemia, estamos correndo contra o tempo para que possamos deixar nossos atletas em forma para a sequência do campeonato estadual.
Esperamos com o trabalho que está sendo feito em coordenação com a fisiologia e possamos fazer um bom retorno, já que estamos a um passo para mais um título que é tão importante para o ABC.
Temos a grata surpresa desde que começamos no ABC que não temos nenhum atleta lesionado, já que estamos há 8 meses a frente com o trabalho com os goleiros, e temos a grata surpresa de não termos nenhuma lesão com os goleiros, sinal que o trabalho está sendo bem feito, que as cargas que estão sendo dadas aos atletas estão sendo bem feitas.
Esperamos dar continuidade e possamos consagrar-se campeão, que é o intuito da nossa Comissão Técnica.



JORNAL CLARIM NATAL - No geral com sua experiência no futebol, poucos treinos e muitos jogos, você acredita que o nível das partidas é afetado?
TINHO LUCENA - Pelo que nós temos acompanhado os jogos estão sendo. Vamos falar pela Copa Nordeste - Tivemos só 10 a 12 dias de trabalho para a estreia que aconteceu a pouco tempo na Copa Nordeste;  e o CSA vinha com 60 dias de treino, isso ai foi um fator primordial na nossa baixa apresentação lá no estado da Bahia, pois o tempo de treino faz a diferença na volta do futebol.
Tem equipes que se reapresentaram a pouco tempo, e outras equipes a mais tempo, isso aí fez a diferença, aonde disputamos os jogos da Copa Nordeste e não fomos bem, mas por causa do tempo de trabalho que é muito importante, não só para os atletas de campo, e especialmente para os Goleiros, que requer tempo, jogos amistosos, jogo treino, e goleiro precisa jogar, precisa ter ritmo e minutagem de jogo.
Esperamos com a volta do estadual a nossa equipe se porte melhor, e possamos da continuidade ao nosso trabalho. Sabemos que haverá cinco substituições que é muito importante, essa normal que a CBF colocou no futebol brasileiro, e esperamos que a nossa equipe possa se consagrar campeão. Estamos vindo de um trabalho bastante forte, trabalho físico, e com bola.



quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Saindo do Tradicionalismo - Colégio e Curso Absoluto, primeira escola do RN a praticar o rapel


Em época de final de ano, com a correria e o estresse de aulas e provas o Colégio e Curso Absoluto, saiu do tradicional e das aulas teóricas na educação física para levar alunos a praticarem o esporte radical “rapel”, na Ponte Newton Navarro, que liga Zona Norte a Sul de Natal, no dia 30 de novembro (sexta-feira). 


Sob a supervisão e acompanhamento da coordenadora de esportes da escola, a professora Carla Diniz, dos professores Nazareno Júnior, Priscila e Cleiton, o psicólogo Welbert, além do instrutor de rapel Jackson Cassimiro, 28 alunos participaram da aula prática de educação física e desceram uma altura de 15 metros.
A checagem do equipamento de segurança e as instruções teve uma atenção redobrada antes da descida. No entanto, antes da aula de campo, os alunos tiveram aula teórica sobre o esporte.

De acordo com os alunos, a aula serviu também para desestressar e relaxar, devido a tensão na maratona de provas do IF e de testes escolares de encerramento do ano.
O Colégio e Curso Absoluto foi a primeira escola a inovar com proposta diferenciada desenvolvida na aula de educação física, praticando o esporte de aventura com segurança e acompanhamento profissional.

Rapel
rapel é uma técnica de descida derivada do alpinismo, praticado com uso de cordas e outros equipamentos, usada na exploração de grutas e cavernas e em resgates. Cada vez mais vem sendo praticado como esporte radical, seja em paredes especialmente desenvolvidas para o esporte, na modalidade chamada indoor, seja em cachoeiras, grutas e paredões.