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domingo, 7 de setembro de 2025

Entrevista com Josineide Félix, Atacante do Time de Futebol Guerreiras de Muriú

 

Josineide Félix da Silva, 35 anos de idade, atuando em campo na posição de atacante, faz parte do time Guerreiras de Muriú. Durante a entrevista, a jogadora falou sobre o Futebol feminino, ainda considerado um esporte masculino, carregado por desigualdades e preconceitos; como o esporte impactou sua vida, além de diversos assuntos.

Confira a entrevista da atacante na íntegra:

JORNAL CLARIM NATAL/RN - Nome completo JOSINEIDE FÉLIX - Josineide Félix da Silva 

JORNAL CLARIM NATAL/RN - Há quanto tempo você joga Futebol?

JOSINEIDE FÉLIX - Há 23 anos jogo Futebol 

JCN - Como surgiu o interesse pelo Futebol?

JOSINEIDE FÉLIX - Eu via os meninos jogar, tive interesse e comecei a jogar com eles.  Daí, o meu Futebol foi evoluindo mais e mais

JCN - Qual a sua posição em campo?

JOSINEIDE FÉLIX - Sou atacante 

JCN – O Futebol é um esporte ainda predominado geralmente por homens. Você acredita que o Futebol feminino ainda é um esporte masculino, carregado por desigualdades e preconceitos?

JOSINEIDE FÉLIX - Sim, ainda existe preconceito sim. O Futebol feminino precisa evoluir mais 

JCN – Quem é a pessoa modelo de inspiração para você no mundo do Futebol?

JOSINEIDE FÉLIX - A pessoa modelo de inspiração para mim é Messi  

JCN – Qual a sua maior vitória ou momento mais marcante no futebol? 

JOSINEIDE FÉLIX - O meu jogo mais marcante foi um torneio que fui jogar e ali eu joguei muito, recebi vários elogios e fiz um golaço de vôlei 

JCN – O Futebol impactou sua vida? Como?

JOSINEIDE FÉLIX - Sim. Eu comecei a jogar o meu Futebol e começou a fluir, então ali eu me sentia mais que importante.  Comecei a confiar em mim e fui jogar um estadual em Alagoas 

JCN – Quais seus sonhos como jogadora de Futebol?

JOSINEIDE FÉLIX – Meu sonho como jogadora de Futebol é chegar onde eu quero é tentar mostrar o meu Futebol em outras seleções 

JCN – Quais os principais aprendizados que você teve ou vem tendo com o Futebol?

JOSINEIDE FÉLIX - Eu venho aprendendo por cada treino e evolução a cada jogo, a cada treino eu aprendo passes e jogadas 

JCN – Que mensagem você deixa para outras jovens que querem seguir carreira no Futebol?

JOSINEIDE FÉLIX - Deixo a mensagem que elas (outras jovens) nunca desistam do sonho delas. Que vá em frente.

JCN – Qual o seu maior orgulho como jogadora de Futebol?

JOSINEIDE FÉLIX - Meu maior orgulho como jogadora de Futebol é saber hoje o que sei. Antes eu levava banco, hoje sou saída. Times me chamam para jogar, então eu tenho orgulho de mim, por hoje eu ser essa jogadora.

 

 

Palavras do Treinador de Futebol Feminino Ivanaldo Cruz: “Peço aos gestores e ao Secretário de Esportes de Ceará Mirim que olhem mais o Futebol Feminino e dê um pouco de atenção. Não falo só pela minha comunidade que se chama Muriú, mas por todas que fazem parte do Ceará Mirim”

Ivanaldo Pereira da Cruz, 30 anos, solteiro, natural de Muriú - Ceará-Mirim/RN. Em entrevista ao Jornal Clarim Natal/RN ele fala sobre os pré-requisitos para ser um treinador, bem como o maior desafio enfrentado por um treinador de Futebol Feminino.

Entre os diversos assuntos voltados para o Futebol Feminino descreve um pouco da sua rotina nesta área como treinador.

Confira a entrevista da atacante na íntegra:

JORNAL CLARIM NATAL/RN - Nome completo IVANALDO DA CRUZ – Ivanaldo Pereira da Cruz

JORNAL CLARIM NATAL/RN – Como surgiu a ideia de ser treinador de Futebol?

IVANALDO DA CRUZ - A ideia de ser treinador de futebol surgiu em um jogo que fui como torcedor da equipe das Guerreiras e vi muita dificuldade de algumas meninas em quadra, daí surgiu o convite por parte da Gisele para ajudá-la a desenvolver mais a equipe e as atletas

JCN - Qual é a principal virtude que um treinador deve ter?

IVANALDO DA CRUZ - A principal virtude que um treinador de futebol deve ter é a liderança. Um bom treinador precisa inspirar muita confiança em sua equipe. É um passo fundamental para ter uma boa equipe dentro dos gramados 

JCN – Você tem alguém por referência como treinador?

IVANALDO DA CRUZ - Sempre temos, mas procuro ser sempre minha própria referência com minhas ideias 

JCN – Qual ou quais os pré-requisitos para ser um treinador?

IVANALDO DA CRUZ - Para se tornar um treinador de futebol é preciso ter uma boa combinação de formação educacional, uma boa experiência e estar sempre praticando o que mais gosta. Assim, cada vez mais vai adquirindo mais ainda experiência durante a jornada que não é fácil 

 JCN – Qual o maior desafio enfrentado por um treinador de Futebol Feminino?

IVANALDO DA CRUZ - Com certeza a falta de apoio sem investimentos fica muito difícil fazer acontecer. O futebol feminino tem muita dificuldade nessa parte, é preciso a gente ralar muito no dia a dia, mas com muita batalha a gente consegue levar a diante 




JCN – Como é sua rotina durante os treinos?

IVANALDO DA CRUZ - Nossa rotina durante os treinos é bem corrida, mas é gratificante. Nós, eu e a Gisele sempre procuramos fazer o que há de melhor para nossa equipe, sempre subir de nível passando boas energias e um bom treinamento. 

JCN – Em sua opinião, o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil continua atrasado, sofre preconceitos? Como?

IVANALDO DA CRUZ - Sim, o Futebol Feminino precisa de mais apoio. Nosso Nordeste tem muitas meninas boas, não só aqui, mas no Brasil todo. Porém, infelizmente tem seu lado preconceituoso, por isso a dificuldade. Acredito assim.


JCN – O Futebol é um esporte ainda predominado geralmente por homens. Você acredita que o futebol feminino ainda é um esporte masculino, carregado por desigualdades e preconceitos?

IVANALDO DA CRUZ - Sim, o Futebol Masculino domina, tem mais apoio.  O Futebol Feminino sempre é deixado de lado, é muito desigual. O preconceito sempre teve e tá difícil de acabar, mas vamos lutar e mostrar que o Futebol Feminino também tem seu espaço e precisa ser respeitado.


JCN – Em sua opinião, como o Futebol Feminino é visto pelos torcedores?

IVANALDO DA CRUZ - Não vou falar por todos, até porque a gente vê muitos torcendo a favor do Futebol Feminino, mas boa parte acha que o futebol não foi feito para mulher, mas eu digo que estão completamente errados 

JCN – Deixe uma mensagem

IVANALDO DA CRUZ - Gostaria muito que o Futebol Feminino na minha comunidade e região fosse visto com bons olhos. Ele precisa de mais investimento nessa modalidade, até porque tem muitas equipes femininas nessas regiões próximas. Então, peço aos gestores e ao Secretário de Esportes de Ceará Mirim que olhem mais o Futebol Feminino e dê um pouco de atenção.  Não falo só pela minha comunidade que se chama Muriú, mas por todas que fazem parte do Ceará Mirim

 

 

 

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Jogador do Parnamirim Scorpions (Futebol Americano) concede entrevista ao Clarim Natal/RN e fala sobre o esporte

 

Alípio Neto, 35 anos, jogador do Futebol Americano que atua na posição de LineBacker (Zagueiro) pelo Parnamirim Scorpions, onde joga a mais de oito anos.

Equipes por onde passou - Iniciou no Bulls Potiguares e uma breve passagem pelo Mossoró Petroleiros.

 

Confira na íntegra a entrevista.

MARCOS SOUZA (JORNAL CLARIM NATAL/RN) - Antes de tudo, obrigado por aceitar conversar conosco. Para começar, poderia se apresentar e falar um pouco sobre como começou no Futebol Americano?

ALÍPIO NETO - O Futebol Americano surgiu no mundo no final do século XIX. O primeiro jogo foi disputado em 6 de novembro de 1869, entre as universidades de Rutgers e Princeton. Desde pequeno eu assistia filmes que falava do Futebol Americano, achava interessantes os homens grandes, fortes com aqueles equipamentos e toda aquela estratégia do jogo. Isso me chamava atenção. Até que um dia, na praia eu vi um jogo de Futebol Americano na areia mesmo, inclusive na Iemanjá na Praia do Meio.

O pessoal marcava o campo e marcava os pontos finais da arena com coco. Como eu gostava muito de ir na praia, morava ali perto da praia em um dia atípico, sem saber de nada, presenciei um jogo Americano pela primeira vez. Na época, era Bulls Potiguares contra João Pessoa Espectro que é muito conhecido na Paraíba com seus títulos.

Então foi aí que eu me encantei pelo esporte.

Perguntei sobre os treinos e o pessoal já estava com um projeto de fortalecer o esporte aqui em Natal. Foi quando ingressei no time, comecei a seguir o pessoal, que por sinal trata os atletas como se fosse da família, e foi aí que tudo começou.

 

MARCOS SOUZA (JCN) - Quais foram os maiores desafios que você enfrentou ao longo da sua carreira?

ALÍPIO NETO - O nosso maior desafio, ainda é a falta de patrocinadores, como o esporte ainda é amador no Brasil, os atletas arcam com valores, para uniforme, alimentação e viagens. Então essas dificuldades que sofremos é o esporte sofre, por não termos patrocinadores. Esses são nossos maiores desafios.

MARCOS SOUZA (JCN) - Como é sua rotina de treinos durante a temporada e fora dela?

ALÍPIO NETO - Nossa rotina de treino durante a temporada o time marca dois dias na semana pra fazer os treinos, um tático e outro físico. Normalmente durante a semana seria quarta (físico) e domingo (tático).

E na rotina fora da temporada academia com treinos específicos de hipertrofia e resistência, bem como o cárdio, mantendo o corpo em dia pra que a gente possa suportar pancadas, evitar lesão e a duração do jogo em si, que normalmente é em torno de 3 - 4 horas, podendo até durar mais, caso o jogo prolongue pela prorrogação.

 

MARCOS SOUZA (JCN) - Quais são seus planos para o futuro no esporte?

ALÍPIO NETO - Meus planos para o futuro do esporte é colaborar cada vez mais com a evolução do esporte aqui no Brasil, que um dia seja reconhecido, para que nossos filhos possam estar jogando em alto nível profissional.

E dar esse pessoal o poder de ser captado para fora do país para jogar nos Estados Unidos, como já temos brasileiro que é o caso do Carlos Santos e o filho de Vitor Belfort, que é uma promessa para o futuro dentro do esporte lá nos Estados Unidos. Então meus planos são esses de poder plantar essa semente para que, nossos filhos, nossos netos possam colher no futuro.

MARCOS SOUZA (JCN) - Tem algum momento da sua carreira que você considera inesquecível?

ALÍPIO NETO - Existem vários momentos inesquecíveis no Futebol Americano, principalmente para quem deu os primeiros passos aqui no Brasil. Um deles que nunca irei esquecer na minha vida, foi quando fizemos o primeiro jogo de Futebol Americano na Arena das Dunas, estádio de nível internacional da Federação Brasileira. Então foi um momento inesquecível da minha vida.

A gente vem de campo de areia, em pouco tempo a gente chega num estádio desse, ver o estádio cheio, se comparando a pouca popularidade do esporte aqui no Nordeste e fazer um jogo extraordinário, saindo com a vitória, isso foi um momento muito inesquecível.

Mesmo voltando de recesso, mas, voltamos com força total, inclusive   no ano seguinte fomos campeões na série "B" da Confederação Nordeste e conquistamos o acesso para a séria "A", em 2017 que foi outro momento inesquecível, toda família assistindo a nossa conquista, minha filha tinha nascido nesse mesmo ano e levantar a taça.

Outro momento inesquecível foi a parceira que fizemos com o ABC, onde mandamos os nossos jogos no Frasqueirão e era aquela festa.

 



MARCOS SOUZA (JCN) - O que você diria que é o aspecto mais importante para ser um bom jogador de Futebol Americano?

ALÍPIO NETO - O aspecto mais importante no Futebol Americano é a inteligência, manter a cabeça fria e ser calculista para conseguir executar e furar a barreira adversária. Não é só o aspecto físico, até porque o Futebol Americano abrange todos tipos de físicos, alto, baixo, magro, gordo e forte.  Eu creio que a inteligência seria o aspecto mais importante do Futebol Americano, porque sem a inteligência você não consegue jogar, sua cabeça tem que está preparada para naquele momento, além do estresse, momento de tensão, manter a calma, inteligência para executar o que é pedido e solicitado. Muito importante é dominar as regras do esporte, que eu vejo como um jogo de xadrez, importante a questão do estudo, fundamental estudar o adversário.

Entrevista com Rafaella: A jogadora de futebol que faz parte do time de futebol feminino do CDCG

 




Atuando em campo na posição de atacante, assim como sua referência Marta, a jogadora de futebol feminino que faz parte do time do Centro Desportivo do Conjunto Gramoré Rafaella Alexandre fala em entrevista ao jornal Clarim Natal/RN como surgiu o seu interesse pelo futebol, entre outros assuntos.

 Confira a entrevista da atacante na íntegra:

 

JORNAL CLARIM NATAL/RN - Nome completo 

RAFAELLA ALEXANDRE - Rafaella Alexandre da Silva 

JORNAL CLARIM NATAL/RN - Idade

RAFAELLA ALEXANDRE - 25 anos

JCN - Há quanto tempo você joga futebol?

RAFAELLA ALEXANDRE - Jogo futebol desde dos 7 anos de idade 

 



JCN - Como surgiu o interesse pelo futebol?

RAFAELLA ALEXANDRE - O meu interesse pelo futebol surgiu desde cedo, sempre gostei de assistir jogo, principalmente da nossa principal referência que é a jogadora MARTA

JCN - Qual a sua posição em campo?

RAFAELLA ALEXANDRE - Minha posição em campo é atacante

JCN – Quem é a pessoa modelo de inspiração para você no mundo do futebol?

RAFAELLA ALEXANDRE - Pra mim, o modelo de inspiração no futebol é Marta



JCN – Qual a sua maior vitória ou momento mais marcante no futebol?

RAFAELLA ALEXANDRE - Minha maior vitória no futebol é quando estou jogando na minha melhor fase; o momento marcante é quando estou fazendo gols e ajudando minha equipe



JCN – Que mensagem você deixa para outras jovens que querem seguir carreira no futebol?

RAFAELLA ALEXANDRE – Por mais difícil que seja, nunca desista do seu sonho de ser jogadora 

JCN – Qual o seu maior orgulho como jogadora de futebol?

RAFAELLA ALEXANDRE - Meu maior orgulho como jogadora de futebol é ter conquistado espaço no futebol feminino, mesmo sendo amadora.




quinta-feira, 14 de agosto de 2025

“São meninas sonhadoras que hoje enxergam o futebol feminino atrativo e muito participativo”, falou o presidente do CDCG Carlos Mota

Carlos Mota - Presidente do CDCG e ex-jogador de Futebol



O futebol feminino vem conquistando espaço e admiração dos brasileiros. 188 países possuem seleção feminina e campeonatos de futebol profissionais e amadores para mulheres, mesmo apesar de em alguns países o futebol ser predominantemente praticado por homens.

 Os centros desportivos ultimamente vêm trabalhando o futebol feminino, promovendo o desenvolvimento e a prática desta modalidade para meninas e mulheres. E o Centro Desportivo do Conjunto Gramoré (CDCG) também vem trabalhando o desenvolvimento da modalidade feminina para as jovens que sonham se tornar atletas.

Confira a entrevista do presidente do CDCG, o ex-jogador de futebol Carlos Mota


JORNAL CLARIM NATAL/RN - Quantas meninas participam do futebol feminino no Centro Desportivo do Conjunto Gramoré e qual a idade?

CARLOS MOTA - São 30 meninas entre 10 e 40 anos

JORNAL CLARIM NATAL/RN - Qual o objetivo do futebol feminino no CDCG?

CARLOS MOTA - O objetivo do futebol feminino no CDCG é fomentar o esporte através do futebol feminino também. 

JCN - Como ex-jogador de futebol e presidente do CDCG, como você avalia a atuação das atletas?

Início do Futebol Feminino no CDCG

                                       


CARLOS MOTA - São meninas sonhadoras que hoje enxergam o futebol feminino atrativo e muito participativo nos dias atuais

JCN - Em sua opinião, o Brasil ainda engatinha quando o assunto é futebol feminino?

CARLOS MOTA - Realmente o futebol feminino ainda engatinha para uma projeção profissional 

JCN - Atualmente, quais são os desafios enfrentados pelo futebol feminino?

CARLOS MOTA - Desafiador você fomentar o futebol feminino. Ainda tem um desagrado gigante ao futebol feminino, hoje através das autoridades brasileiras. Já se olha diferente as meninas inseridas no futebol feminino, mas já houve uma evolução gigantesca.

 


segunda-feira, 21 de julho de 2025

Audiência pública debate fortalecimento do esporte amador em Natal

                                                 Fotos: Francisco de Assis


A Câmara Municipal de Natal promoveu no dia 06 de junho, uma audiência pública para discutir políticas de incentivo ao esporte amador na capital potiguar. A iniciativa foi do vereador Preto Aquino (Podemos) e reuniu representantes do poder público, lideranças comunitárias, dirigentes esportivos e atletas.

Durante a abertura da audiência, o propositor destacou a importância da integração entre as secretarias municipais, o setor produtivo e as comunidades. “Nosso objetivo é aproximar os órgãos públicos das comunidades e mostrar que o esporte amador precisa ser tratado como prioridade. Faltam informação, diálogo e projetos técnicos bem elaborados. Precisamos conscientizar o comércio local de que pode ser parceiro em iniciativas sociais com base em incentivos fiscais”, disse Preto Aquino.

O presidente da Associação de Centros Esportivos de Natal, Naelson Borja, reforçou a necessidade de tirar do papel a Lei de Incentivo ao Esporte e o Fundo Municipal de Esporte. “Essas medidas vão impulsionar o futebol amador e outras práticas esportivas”, afirmou.

Representando o Governo do Estado, o subsecretário de Esporte e Lazer do RN, Júlio César Nunes, detalhou investimentos previstos para a capital. Entre eles, destacou a revitalização do CAIC de Lagoa Nova, que será transformado em um centro de treinamento com estrutura para diversas modalidades. “O espaço conta com pista de atletismo, piscina olímpica, ginásios e alojamentos, beneficiando atletas da base ao alto rendimento”, explicou. Ele também citou a reforma do Ginásio Poliesportivo do Soledade II, viabilizada por emenda parlamentar da deputada federal Natália Bonavides (PT).

Já o secretário municipal de Esporte e Lazer, Hermes Câmara, enfatizou as ações em andamento pela Prefeitura, como a entrega de quadras cobertas, reforma de espaços esportivos e atração de competições nacionais. “Estamos reformando mais de 20% das quadras da cidade e queremos retomar a posição de Natal no cenário esportivo nacional, o que também fomenta o turismo e a economia local”, destacou.

Os vereadores Daniel Santiago (PP) e Pedro Henrique (PP) também participaram da audiência.

Esporte amador do RN revela talentos, enfrenta barreiras e clama por visibilidade e apoio

Apesar do elevado número de praticantes e do crescimento notável da modalidade, o basquete potiguar encontra enormes dificuldades para se consolidar como um celeiro esportivo de referência.


O esporte amador do Rio Grande do Norte pulsa com força, mas o basquete destaca-se como uma das modalidades mais praticadas, especialmente entre os jovens. Em Natal, as quadras escolares — sobretudo das instituições privadas — tornaram-se arenas de disputas intensas, com campeonatos escolares super acirrados que alimentam rivalidades esportivas e revelam talentos a cada temporada.

Apesar do elevado número de praticantes e do crescimento notável da modalidade, o basquete potiguar encontra enormes dificuldades para se consolidar como um celeiro esportivo de referência. Estruturas inadequadas, falta de apoio financeiro, ausência de políticas públicas consistentes e quase nenhuma visibilidade na imprensa local tornam o cenário desafiador.

 O domínio das escolas privadas e a desigualdade estrutural



As escolas particulares lideram as competições e concentram a maioria das oportunidades da prática a formação técnica e tática. Porém, o talento brota também nas quadras improvisadas das escolas públicas, nos bairros periféricos e nos poucos projetos sociais existentes, onde jovens apaixonados pela bola vermelha enfrentam condições precárias para treinar.

Em muitas dessas quadras, nem sequer há tabelas de basquete regulamentares, seus pisos são impróprios, não possuem iluminação e a prática ocorre de forma improvisada ou precariamente limitada. Esse déficit estrutural alimenta a desigualdade e afasta jovens promissores da prática regular e segura do esporte.

                                    O êxodo silencioso: talentos que deixam o RN

O resultado desse abandono institucional é visível, muitos atletas potiguares, com enorme potencial, acabam deixando o estado em busca de melhores condições para desenvolver suas carreiras. São jovens que poderiam fortalecer equipes locais, inspirar novas gerações e consolidar o RN como uma potência esportiva, mas que migram por uma oportunidade para representar times regionais ou nacionais que oferecem melhor estrutura e visibilidade. Por outro lado, muitos talentos são desperdiçados e abandonam o esporte prematuramente, sem acesso a apoio ou perspectivas de profissionalização.

                          A resistência dos clubes e profissionais apaixonados

Entre os poucos exemplos de resistência está o clube Desportivo Rio Grande, que com muita dificuldade e apoio que merece, consegue garantir aos seus atletas a participação em competições nacionais e regionais, mantendo o basquete potiguar vivo no cenário esportivo brasileiro. Essa resistência só é possível graças a sua equipe técnica dedicada e comprometida, composto por treinadores, professores, árbitros e voluntários que se desdobram para garantir que o basquete não desapareça das quadras potiguares. 

                            Depoimento: a luta diária de quem acredita no basquete

O esforço para manter a prática esportiva, mesmo sem apoio, é um desafio constante para famílias e atletas. Nilberto Galvão, pai de atleta que representa a seleção do Rio Grande do Norte, o clube Desportivo Rio Grande e uma Escola privada, descreve bem essa realidade: “O basquete transformou a vida do meu filho. Ele encontrou disciplina, amigos, oportunidades e sonhos. Mas, ao mesmo tempo, sentimos na pele as dificuldades. Faltam quadras adequadas, falta apoio para viajar, competir e crescer no esporte. Aqui em Parnamirim, onde residimos por exemplo, as dificuldades são maiores ainda, as quadras de esporte existentes não possuem sequer tabelas de basquete, e para que ele possa continuar treinando, precisamos se deslocar três dias da semana no período da noite até Ponta Negra, em Natal, onde há uma quadra com tabela. É desgastante, cansativo, dispendioso, mas é a única maneira. A gente vê meninos e meninas talentosos que desistem porque não têm condições de continuar praticando o basquete. Como pai, meu maior desejo é que as autoridades enxerguem o potencial dessas crianças e do que esse esporte pode ser capaz de trazer para o estado; e ofereçam as condições necessárias para que elas não precisem sair do estado para ter um futuro no basquete”, falou o pai do atleta.

O relato de Nilberto sintetiza o drama de muitas famílias potiguares que, apesar das dificuldades, seguem investindo tempo e recursos para manter viva a chama do esporte.

 

 


sábado, 12 de julho de 2025

Judô Nagashima em destaque na XIX Copa Natal de Judô

                                          

Maria Ivanira – Coordenadora 
do Projeto Social Galerinha do Sol

O projeto Judô Nagashima, que funciona no Conselho Comunitário Cidade do Sol, está em festa. A equipe conquistou medalhas na XIX Copa Natal de Judô, mostrando disciplina, garra e muito talento.

As aulas acontecem todas as terças e quintas, de forma totalmente gratuita, sob a orientação dos professores Elijerdson Souza – Faixa Preta 1º Dan e Pablo Henrique Oliveira – Faixa Preta 1º Dan.

O projeto Judô Nagashima tem como padrinho o Coronel Hélio.

O projeto vem transformando vidas por meio do esporte e da cultura, como o futsal, basquete, voleibol, dança de rua, bleik e até a quadrilha junina.

Parabéns aos nossos judocas e a todos que fazem parte dessa história de superação e inclusão.










Projeto Social Galerinha do Sol: Formando Atletas e Cidadãos para o Futuro


 



Maria Ivanira – Coordenadora 

do Projeto Social Galerinha do Sol


O Projeto Social Galerinha do Sol, localizado no Conjunto Cidade do Sol, Bairro Igapó e que tem como coordenadora Maria Ivanira da Silva, conhecida como Dida tem o objetivo de promover o desenvolvimento integral das crianças, proporcionando a prática de futebol e aulas de cidadania, buscando não apenas formar atletas, novos talentos do esporte, bem como cidadãos conscientes e responsáveis para o futuro.

Homenagem no Albatroz 

No dia 24 de maio no Albatroz, a presidente do Projeto Galerinha do Sol, Maria Ivanira, mais conhecida como Dida foi homenageada, durante a Cerimônia de Destaque dos Comunitários 2024. 

“Agradeço a Deus por essa honra. Sinto que estou cumprindo minha missão: me dedicar incansavelmente para levar conhecimento, esporte, lazer, cultura e segurança às comunidades de Natal”, falou Dida.

E prosseguiu emocionada: “Gratidão a todos que caminham ao meu lado e acreditam nesse propósito. Seguimos firmes, sempre buscando o melhor para a nossa gente”, concluiu.

Homenagem na Assembleia Legislativa do RN 




No dia 30 de maio, mais uma vez a presidente do Projeto Galerinha do Sol, Maria Ivanira, foi homenageada, desta vez na Assembleia Legislativa do RN, pelo trabalho de valorização e preservação da cultura nordestina, especialmente através do Arraiá Sol do Norte e da Quadrilha Estilizada Sol do Norte.

“Gratidão à deputada estadual Eudiane Macedo pelo reconhecimento. Seguimos firmes na missão de manter vivas as tradições juninas”, disse Maria Ivanira.

Recepção ao ex-presidente da República Jair Bolsonaro

No último dia 12 de junho o Projeto Social Galerinha do Sol participou da recepção no aeroporto ao ex-presidente da República Jair Bolsonaro.