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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Escritor de 10 anos é destaque na Literatura Infantil



Em comemoração aos 17anos do Jornal Clarim Natal, quem ganha o presente é você, nosso leitor. Estamos trazendo o quadro ESCITORES ZN.COM, com o objetivo de trazer em cada edição um convidado especial com informações saudáveis e construtivas por meio de escritores, editores, cordelistas, poetas, repentistas e poetisas e todos que desempenham seus trabalhos em defesa da literatura e da arte literária.

Neste primeiro momento, vamos trazer o escritor PEDRO HENRIQUE LOURENÇO RODRIGUES, com 10 anos de idade, destaque na literatura infantil.
Pedro Henrique é integrante do CLUBE DO LIVRO INFANTIL CRISTO REI, integrado a ASCECREI (Associação Cultural e Educativa CRISTO REI), de editores, escritores, poetas e cordelistas da Zona Norte, situada na Rua Salto Veloso, 2906, conjunto Santa Catarina. Contato: 9 9103 3751

JORNAL CLARM NATAL - Pedro Henrique, estamos aqui para um momento especial, com todos os cuidados de distanciamento, e muita atenção, por você e por mim. Você se assusta quando participa destes momentos? Fica nervoso? Ansioso? Como você se sente? PEDRO HENRIQUE: Bem, gostaria de agradecer a oportunidade de divulgar o meu trabalho e parabenizar o Jornal Clarim Natal pelos 17 anos, trazendo a informação na Zona Norte. Quanto as indagações, eu não me assusto mais, no início ficava nervoso, mas se passaram muito tempo e sempre estou nas escolas divulgando o meu livro, conversando com as crianças e professores, já passou o nervosismo.

JORNAL CLARIM NATAL - Parece que você começou muito cedo, por que?
PEDRO HENRIQUE - As pessoas pensam assim, porque o meu primeiro livro idealizei aos seis anos de idade, porque senti a necessidade de abordar nas escolas o assunto da inclusão com as professoras, para elas atender melhor as crianças.

JORNAL CLARIM NATAL – Pedro, isso é muito interessante, mas você se inspirou em quem? E o que levou você a pensar em escrever um livro com este assunto?
PEDRO HENRIQUE - Bem, na verdade minha inspiração será sempre minha vó Lu, (Marilu Lourenço). Ela é escritora, já tem mais de 10 livros escritos e sempre presenciei ela escrevendo. Agora a ideia sobre o assunto do livro, foi eu mesmo. Eu iniciei o curso de inglês com três anos de idade e tive que mudar para outra escola de idiomas. No primeiro dia de aula vi uma professora tratando com indiferença uma criança que tinha deficiência física e nem era tão grave. Quando cheguei em casa falei com vovó Lu, que queria escrever um livro para as professoras aprender a tratar bem as crianças. Minha vó riu muito, mas disse: eu ajudo, você escreve o que quer passar e eu organizo o livro. Daí surgiu o livro A Galinha de Angola e a Raposa Pipa.

JORNAL CLARIM NATAL - Você tem vendido muito este livro?
PEDRO HENRIQUE - Sim. Embora seja muito difícil, mas no primeiro ano vendi 1000 exemplares; já está na segunda edição, tenho apoio das escolas que me convidam para conversar com os alunos e professoras, por se tratar de um assunto sobre a inclusão.


JORNAL CLARIM NATAL - Você é muito esperto, prático, se expressa bem. O que mais você faz?
PEDRO HENRIQUE - Estou no quinto ano do ensino fundamental, estudo inglês no SENAC, faço o curso de desenho e bateria e tenho o meu canal DivertiDaMente no YouTube. Queria convidar a todos para se inscrever no meu canal.

JORNAL CLARIM NATAL - Você tem mais alguma coisa para nos dizer?
PEDRO HENRIQUE - Apenas agradecer e convidar todos para comprar meu livro na Livraria Câmara Cascudo e Livraria Independência, que se inscrevam no meu canal. Muito obrigado a todos.



domingo, 8 de janeiro de 2017

Queima da Lapinha no Pátio de São Pedro

Recife/PE
Foto: Inaldo Menezes/ArquivoPCR
Festividade encerra oficialmente o Ciclo Natalino do Recife e é aberta ao público 
O Ciclo Natalino do Recife foi encerrado na sexta-feira, dia 6 de janeiro, com a realização da Queima da Lapinha. A festividade que marca o Dia de Reis aconteceu no Pátio de São Pedro, no centro do Recife e contou com a presença de 14 pastoris, de Mendes e sua Orquestra, além de grupos de reisado e guerreiro. A festa iniciou com concentração do cortejo do Pátio do Carmo. A realização foi da Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife. 
Todos os grupos concentrados no Pátio do Carmo seguiram, acompanhados da orquestra, cantando as jornadas até o Pátio de São Pedro e conduzindo a lapinha com a imagem do Menino Jesus. Participaram do cortejo os pastoris: Lindas Ciganas, Estrela do Mar, Infanto juvenil da Tia Nininha, Infanto Juvenil Giselly Andrade, Infanto Juvenil Estrela Brilhante de Água Fria, Infanto Juvenil da UR-3 Ibura, Rosa Mística dos Torrões, Estrela Guia do Recife, Estrela Dalva, Viver a Vida, Sonho de Uma Adolescente, Campinas Alegres, Jardim da Alegria, Tia Nininha da Terceira Idade, além do Reisado Imperial e o Guerreiro do Sol Nascente.
A lapinha é feita de folhagens secas e incensos. Antes da solenidade da queima, é feita a retirada da imagem do Menino Jesus para que ela seja entregue de presente a um homenageado. Feito isso, a lapinha é queimada, enquanto o público presente joga seus pedidos no fogo, na esperança de que eles sejam atendidos ao longo do ano. 

Concluída a cerimônia quem assumiu o palco do Pátio de São Pedro é o Guerreiro do Sol Nascente, de Água Fria. Criado há mais de 20 anos pelos pesquisadores Ubiracy Ferreira e Antonia Batista, ele se apresenta com loas e saudações ao nascimento do Menino Jesus e à Maria.
História – A Queima da Lapinha é uma manifestação religiosa oriunda do século 19 e que foi trazida pelos jesuítas para o Brasil. A lapinha simboliza a manjedoura onde nasceu o Menino Jesus. Além de ser um rito de despedida do Ciclo Natalino, a Queima da Lapinha antecipa o novo período festivo, abrindo caminho para o Carnaval. De acordo com o assessor técnico da Fundação de Cultura Cidade do Recife e coordenador do evento, Marcelo Varella, foi no Nordeste que a manifestação, que tinha um caráter “evangelizador”, ganhou novos elementos. “Com o passar do tempo foram agregadas à tradição religiosa as manifestações populares do Reisado e o Pastoril”, explica.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Encerramento do Flin contou com grandes nomes das letras brasileira

Fotos: Alex Régis
Cerca de duas mil pessoas lotaram a Praça Augusto Severo, na Ribeira, na note deste sábado (17), no encerramento do 4º Festival Literário de Natal, com show do compositor e cantor Zeca Baleiro e banda. A programação da noite começou por volta das 18h, com bate-papos, também com a participação de Zeca Baleiro, do poeta pernambucano Marcus Acioly e com o espetáculo de Ignácio de Loyola Brandão e, sua filha, Rita Gullo, “Solidão no fundo da agulha”, homônimo do livro do escritor. 

Um bate-papo com o poeta e contador de causos assuense Paulo Varela abriu a programação da noite. O público presente à tenda Moacy Cirne, conferiu os causos sobre o sertanejo e sua terra, com dose de humor e originalidade. O poeta afirmou que trabalhos como Flin têm ajudado a disseminar a cultura popular, por meio do cordel, que vem ganhando cada vez mais espaço na programação.  ­­
Poeta Paulo Varela
Na tenda principal, um dos destaques da programação foi a mesa com o compositor e cantor maranhense Zeca Baleiro e o secretário Municipal de Cultura, Dácio Galvão, “Poesia, Crônicas e Canções”, abordando o tema principal do evento, a palavra escrita e cantada. Zeca Baleiro, apesar de seis livros publicados, afirmou que não se considera escritor, e que essas publicações são encaradas como experiências, sendo sua profissão primeira a composição de músicas. Apesar dessa ressalva que faz questão de fazer quando chamado também de escritor, ele lembra que seu primeiro contato cultural direto, ainda em sua infância no Maranhão, foi com as letras. A leitura era obrigatória em sua casa, numa família de classe média. Zeca Baleiro já musicou poemas de Alice Ruiz, Paulo Leminski, Murilo Mendes e Hilda Hilst, entre outros.

Em seu show, na Praça Augusto Severo, além das suas composições mais conhecidas, ele cantou para o público que o acompanhou, traduzir-se, poema de Ferreira Gullar e musicado por Raimundo Fagner. Ferreira Gullar, morto no início deste mês, foi um dos homenageados do Flin neste ano, ao lado de Bob Dylan, compositor e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura deste ano.

“A Literatura Nordestinada”, foi tema de mesa do poeta pernambucano e integrante Movimento Armorial, Marcus Accioly, com mediação do poeta Diógenes da Cunha Lima. Para um público ávido por poesia, Accioly declamou dois de seus poemas, entre eles Roçado, de seu primeiro livro (ele tem 14 publicados) e um que compõe o livro Nordestinados. Ambos, falando da aridez da vida do sertanejo. 

Na sequência, o público pôde conferir o espetáculo “Solidão no fundo da agulha”, homônimo da obra de Ignácio de Loyola Brandão. A apresentação, sendo esta de Natal a 150ª, tem a participação de Rita Gullo, filha do escritor, que canta as canções em que o escritor remete a fatos passados em sua vida, desde a infância em sua cidade do interior de São Paulo, Araraquara, até fatos relacionados já à sua carreira como autor. A tenda dos autores ficou lotada e pode conferir a importância dada pelo escritor ao Festival Literário de Natal, considerando-o “um resistente” em meio à crise financeira enfrentada pelo país e tendo sido cancelados vários eventos como este, parabenizando o prefeito Carlos Eduardo que acompanhou toda a programação.

O fim da noite e do evento foi marcado pela grande apresentação de Zeca Baleiro, no palco externo, para um público aproximado de duas mil pessoas. No repertório, sucessos de sua carreira de 20 anos, como Flor da Pele (num mix de Vapor Barato, de Waly Salomão), Telegrama, Toca Raul, entre outras músicas, conhecidas do grande público. 

O Flin é uma realização da Prefeitura do Natal, através da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Capitania das Artes, junto com o Ministério da Cultura, via Lei Rouanet, com patrocínio da Cosern e apoio da Fecomércio. 

sábado, 3 de dezembro de 2016

“Nossa proposta é invadir a Zona Norte com a Cultura Popular”, palavras de Ricardo Buyu, coordenador da Casa das Palavras

Edward Rocha, Ricardo Buyu e Jeferson Andrade
No dia 07 de Novembro (segunda-feira) o Programa das Comunidades na rádio 87.9 FM Litoral Norte contou com a participação do coordenador de Articulação das Escolas do Projeto A Casa das Palavras Ricardo Buyu.

A Casa das Palavras

A Casa das Palavras é um projeto itinerante e navegante em sonhos culturais, que percorre os municípios do RN, levando arte e encantamento as pessoas.

O projeto iniciou em 2014, sendo realizado nas cidades de Assú e Pau dos Ferros.

A Casa das Palavras oferece à população uma programação lúdica voltada para a cultura potiguar, com oficinas de coral, xilogravura, cordel, contação de histórias, mamulengo, teatro, além de encontros e palestras com autores, lançamento de livros e apresentações artísticas. A ideia é integrar as pessoas e as várias manifestações.

Morador do Sítio Pajuçara há quatro anos Ricardo Buyu tem sua origem em Mãe Luiza, onde possui toda uma história cultural, através do teatro, recreação, sempre dentro da área educativa e da leitura. É responsável pela Casa das Palavras “que é um projeto coordenado da Lei de Cultura do Município e Estado, patrocinado pela Cosern, Arena das Dunas, Unimed e Oi, que é um projeto de incentivo à Cultura Djalma Maranhão e da Lei Câmara Cascudo. Nesse ano de 2016 veio a proposta: Como implantar esse projeto na Zona Norte?”, falou Buyu.

Confira a entrevista na íntegra:


Ricardo Buyu – O projeto A Casa das Palavras é plantar uma casa, que não é para morar, mas que abra, tire um livro, leve e deixe outro. É uma troca, um escambo cultural.

Jeferson Andrade – A Casa das Palavras é um projeto itinerante que percorre os municípios do RN, levando arte e encantamento às pessoas. Qual o objetivo da Casa das Palavras e como funciona o projeto?

Ricardo Buyu – No RN o projeto foi feito, fazendo uma caravana cultural. Chegava no município fazia as atividades culturais, dança, teatro, música, tudo o que tinha na comunidade, oficinas e plantávamos uma casa. Em Natal hoje a casa existe em Neópolis, Cidade da Criança e Parque das Dunas (Bosque dos Namorados), parques estaduais. Mas vamos ter a partir deste mês de Dezembro no Conjunto Parque das Dunas na Zona Norte, na Escola Maria Alexandrina Sampaio. O projeto não tinha ainda em Natal. Ele era um projeto a nível estadual.

Jeferson Andrade - Desde quando existe a Casa das Palavras?

Buyu – Desde 2015. Entrei em 2016. A gente vai articular o projeto em 10 comunidades em Natal. Dez Casas em dez comunidades.

Jeferson Andrade - Por quantas cidades do Rio Grande do Norte o projeto já passou?

Buyu – Foram 14 cidades do Rio Grande do Norte

Edward Andrade – Casa das Palavras, luz, cultura, movimento. É um projeto navegante que percorre os municípios do RN: Macaíba, Ceará Mirim, Natal, São Paulo do Potengi, Currais Novos e Angicos. “Pegue um livro e deixe outro”. É uma troca de sabedoria, de interesses, de que?

Buyu – É escambo (intercâmbio) mesmo. Lá nas antigas,“Se escambo é troca eu também quero trocar...O teatro é popular... Eu troco aqui tu troca lá... ” (música). A proposta da Casa é a gente trocar o livro, eu deixo um livro e levo outro. A casa é aberta para a comunidade.

Jeferson Andrade - Na Zona Norte a Casa das Palavras já visitou a Escola Professora Maria Alexandrina Sampaio no Parque das Dunas. Como as crianças receberam a chegada do projeto?

Buyu – Também na Nossa Senhora dos Navegantes. Entregamos trinta exemplares de livros dos autores potiguares. Estaremos levando agora os autores. Nesse primeiro momento a escola recebe esse material dentro da sua biblioteca e vão ter seis autores para as crianças pesquisarem. Virá agora, dia 09, Antônio Francisco (autor) estará na escola Nossa Senhora dos Navegantes conversando com as crianças. Temos a Roda de Autores. Não é só livro, é o autor. Porque antigamente tinha, Machado de Assis; quem danado é Machado de Assis? Morreu e nem conheço ele. A nossa proposta é diferente. É o autor potiguar.
Edward Andrade – E essa troca de livros não deixa de ser uma troca de conhecimentos, saber quem é quem.

Buyu – Essa troca é “Conversando com o Autor”.

Jeferson Andrade - As comunidades podem solicitar o projeto ou apenas vocês visitam escolas?

Buyu – A princípio, no projeto escolhemos a Zona Norte, porque tinha que ser dez escolas do município; são 146. Você tem um projeto contemplado com 146, a gente escolheu duas escolas da Zona Norte: Nossa Senhora dos Navegantes, já tinha uma história de atividade literária há mais de dez anos. São dez escolas em Natal.

Jeferson Andrade - Quais outros locais em Natal projeto itinerante já passou?

Buyu – Estamos com quatro. Escola Antônio Campos, Santos Reis, Maria Alexandrina Sampaio e Nossa Senhora dos Navegantes. São as quatro primeiras e Francisco Ferreira no quilômetro 6. Depois vamos para Ponta Negra, Planalto, Cidade da Esperança. Em 2017 a proposta é está em todos os municípios de Natal.

Edward Rocha – O projeto A Casa das Palavras tem a ver com a brinquedoteca?

Buyu – A Casa das Palavras faz parte do projeto FLIQ – Feira de Livros e Quadrinhos de Natal. Sentimos a necessidade porque só vinham autores de fora e não tinha nada do RN, a valorização da nossa terra. Trabalhamos na Casa com 16 autores potiguares que visitam as escolas.

Edward Rocha – Esse projeto, alguém pode solicitar para uma comunidade?

Buyu - Pode sim. Quem tiver interesse pode ligar para o número 3611-5304 e nas redes sociais facebook.com/casadaspalavras ou Ricardo Buyu também no facebook

Jeferson Andrade – Esse projeto é só nas escolas públicas?

Buyu – Nesse momento o projeto é para as escolas municipais. A editora tem um trabalho com as escolas particulares e esse projeto nosso é só com a rede pública porque é um trabalho totalmente social patrocinado pelo governo estadual e municipal.
Nossa proposta é invadir a Zona Norte com a Cultura Popular e a Cultura de Raiz.

Edward Rocha – Como é o projeto da Binquedoteca?

Buyu -  Binquedoteca, biblioteca, é muito parecido; É um local de organizar um espaço lúdico. A gente via a necessidade, no caso da minha comunidade, Sítio Pajuçara, as crianças estudam, mas não tinham espaço de brincar e a gente tinha uma brinquedoteca itinerante, e a gente levava atividade de recreação pra todos os locais. Então a gente montou um espaço, levava filme, onde a criança vai pegar seu brinquedo e vai brincar. Então hoje é um espaço onde você vai, brinca, pega o brinquedo e leva pra casa. Não doamos brinquedo. Nosso intuito é emprestar.

Edward Rocha – A criança vai, assiste o filme, brinca, vai pra casa e escolhe um brinquedo e pode levar pra casa, deixando ciente que no dia seguinte ela tem que levar o 
brinquedo de volta.

Buyu – O brinquedo não vai ser meu, ele é nosso, é de compartilhar, recreação, lúdico. É o compartilhamento do brincar. A brinquedoteca é a biblioteca também. É você trocar o livro por outro livro.
Edward Rocha – Como funciona a brinquedoteca?

Buyu – Estávamos na Cidade da Criança e estamos voltando com as atividades agora em Dezembro. Todos os sábados, e a cada sábado um filme.

Edward Rocha – A brinquedoteca é para todos da comunidade, ou de comunidades vizinhas? Tem um agendamento? Uma escola que queira levar uma turma para conhecer a brinquedoteca?

Buyu – Não fechamos com escolas por causa dos nossos horários. Em 2017 pensamos uma comunidade mais ativa.

Jeferson Andrade – Quem mais, além de você integra o projeto A Casa das Palavras?

Buyu – É coordenado por Rilder Medeiros, Osni Damásio (coordenador inicial), e na coordenação e articulação eu Buyu, que tem como apoios técnicos Ademilde Gonzaga e Diego Ventura.

Jeferson Andrade – Se alguém quiser doar livros, a Casa das Palavras recebe doação de livros?

Buyu – A partir da implantação da Casa as escolas vão fazer essa parte, porque não nosso processo. É das escolas junto com a articulação com a comunidade.

Direção e Produção: Jornalista Waldilene Farias


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

3ª edição fotográfica Mulheres de Peito foi lançada no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel


Na última terça-feira (18), no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel, a fotógrafa Kalina Veloso realizaou o lançamento da 3ª edição fotográfica no mês de ações para prevenção do câncer de mama, o Outubro Rosa. A exposição "Um concerto para Rosas" contou com a participação da banda da Policia Militar do RN e do ator Duda da Boneca real.

O ensaio fotográfico  foi realizado na Pinacoteca Potiguar, antiga sede do  Palácio do Governo e contou com  o apoio de uma equipe de voluntários na produção das participantes.  Kalina  reuniu diversas artes da cultura (fotografia, história, música e teatro) para homenagear 14 mulheres guerreiras que passaram pelo diagnóstico  do câncer de mama e outras que ainda se encontram em tratamento.


sábado, 21 de novembro de 2015

Ribeira recebe projeto cultural “Se essa rua fosse minha...”

Foto: Assessoria de Imprensa/Semurb


No domingo, dia 29 de novembro, estreia na Ribeira - reduto histórico e boêmio de Natal - o projeto cultural “Se essa rua fosse minha...”. A proposta da Prefeitura do Natal é a interdição de ruas do bairro, um domingo por mês, para a promoção do lazer ao natalense. O projeto-piloto idealizado pela secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e pelo Grupo para Projetos Estruturantes da Ribeira e Entorno (Coopere) busca fortalecer os vínculos com a Ribeira e movimentá-la com ações coletivas junto à comunidade.


A primeira edição do “Se essa rua fosse minha...” será realizada numa das faixas da Av. Duque de Caixas, entre o Teatro Alberto Maranhão e a Av. Gustavo Cordeiro de Farias. O quadrilátero lateral do teatro será bloqueado para a passagem de carros, a partir das 15h até às 21h, para a prática de caminhada, patinação, ciclismo e skatismo.



Além disso, o público presente poderá participar de minicircuito histórico, apreciar a mostra fotográfica Natal Cidade Memória e uma exposição de carros antigos. E ainda se deliciar com a gastronomia dos foodtrucks, na praça de alimentação que será montada na Praça Augusto Severo. Outras ações previstas são apresentações artísticas e culturais, serviços de saúde, oficinas de beleza da Mary Kay, feirinha de artesanato, corte de cabelo masculino, avaliação física (massa e estatura corporal), ginástica laboral, aulas de zumba e outros ritmos.



De acordo com a secretaria adjunta de Planejamento da Semurb, Floresia Pessoa, a ideia do “Se essa rua fosse minha...” é dar visibilidade à Ribeira, despertando novamente nos natalenses o sentimento de pertencimento, e assim fortalecer os vínculos com o bairro e sua história. “Esperamos que a população natalense se identifique com o projeto, que busca essa reaproximação com a história da cidade, resgatando suas raízes”, diz.



Ainda segundo a secretaria para o lançamento foi escolhida a Av. Duque de Caxias como foco das ações por acolher ao longo de sua extensão prédios históricos e de relevância cultural, o que vai permitir a execução das atividades do projeto. Ela revela também que a equipe de técnicos da Semurb vai estar no local com um canal de comunicação, onde a população será ouvida com sugestões visando o processo de reabilitação do bairro.



Participam do projeto as secretarias municipais de Saúde (SMS), de Mobilidade Urbana (STTU), de Serviços Urbanos (Semsur), de Assistência Social (Semtas), de Administração (Semad), de Turismo (Setur), de Governo (SMG) e de Projetos Estruturantes (Seharpe). Além da Urbana, Funcarte e Guarda Municipal. E apoiam a realização do projeto o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-RN), Associação Comercial, Clube de Carros Antigos do RN, Núcleo de Avaliação Física (NARF) da UnP, Sindicato da Indústrias da Construção Civil do RN (SINDUSCON) e Grupo Reviver.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Festival Literário de Natal 2015 deve trazer Gilberto Gil e Maria Bethânia


A terceira edição do Festival Literário de Natal (FLIN), que ocorre de 6 a 8 de novembro, promete ser das mais concorridas dos últimos anos. Dentre seus destaques, a edição deste ano deverá contar com participações dos cantores Gilberto Gil e Maria Bethânia. O prefeito Carlos Eduardo esteve nesta quinta-feira (21) no Rio de Janeiro, onde manteve contatos com o jornalista e escritor Zuenir Ventura, agora membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), e com o também escritor Eucanaã Ferraz para ouvir sugestões de nomes, temas e organização do evento. "Tanto Zuenir como Eucanaã já participaram anteriormente dos nossos eventos literários e se tornaram uma espécie de consultores informais do FLIN, ao lado do jornalista potiguar Woden Madruga, nos ajudando com sugestões e contatos para a formatação do festival", diz Carlos Eduardo.


Além dos dois escritores, o prefeito foi recebido junto com o secretário de Cultura, Dácio Galvão, pela escritora Nélida Piñon, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ela foi convidada para fazer a abertura do FLIN. Embora não tenha dado uma resposta definitiva, devido a um compromisso que tem no final de outubro em Portugal e na Espanha, relativo ao prêmio Príncipe das Astúrias, do qual é presidente do júri, Nélida se mostrou entusiasmada a voltar a Natal.

Também está sendo montada uma mesa com os biógrafos, reunindo alguns dos nomes que mais tem se destacado nesse gênero literário nos últimos anos, com contatos feitos com nomes como os de Lira Neto (autor de recente trilogia sobre Getúlio Vargas), Rodrigo Lacerda (neto e biógrafo de Carlos Lacerda) e Fernando Morais (autor de biografias como a de Assis Chateaubriand e Olga Benário).


Também estão adiantados os entendimentos para a participação da cantora Maria Bethânia no FLIN. Ela deve falar sobre a experiência dela com a poesia e também fazer algumas declamações. Para o encerramento do evento, no dia 8, está sendo fechada a participação do cantor e compositor Gilberto Gil, que participa de uma mesa de debates e em seguida fará um show na praça Augusto Severo, na Ribeira, ao lado da tenda montada para o FLIN, a exemplo da participação de Caetano Veloso em 2013. "Embora ainda não tenhamos contratos firmados, os contatos estão adiantados para definir as participações deles no FLIN 2015", afirma Dácio Galvão, secretário de Cultura.
Foto: Marcelo Gandra Agecom

"Estamos começando cedo a nos organizar para garantir o sucesso do FLIN, de modo a reservar a agenda dos convidados, ao mesmo tempo que estamos trabalhando na busca de patrocínios para o Natal em Natal" , citou o prefeito.

Artes plásticas

Além do Festival Literário, o prefeito Carlos Eduardo também foi com o diretor da Sala Natal, Franklin Jorge, fazer um convite ao artista plástico Rossini Perez para fazer uma exposição em Natal no final do ano.



Nascido em Macaíba, Rossini Perez é gravador e pintor com importantes obras em museus nacionais e internacionais. Ele é considerado pela crítica uma figura exponencial das artes contemporâneas, tendo sido enviado pelo Itamaraty e missões culturais pelo mundo.

A proposta é conseguir levar a Natal o acervo dele exposto no Museu Nacional de Belas artes do Rio de Janeiro.

MOVARTE comemora Dia das Mães no Nossa Senhora da Apresentação

Fotos: Jornal e Blog Clarim Natal