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domingo, 7 de setembro de 2025

No Ritmo das Bandas Marciais

 

O Jornal Clarim Natal/RN prossegue nesta edição apresentando entrevistas com maestros de Bandas Marciais, Fanfarras e Orquestras.

Confira a entrevista com a Maestrina Gabrielly Cristinny da Banda de Música da Escola Agrícola de Jundiaí

Gabrielly Cristinny Bezerra de Lima (Gabrielly Bezerra), 21 anos de idade, solteira, nasceu em Natal e mora atualmente em Macaíba. 

Além de regente da Banda de Música da Escola Agrícola de Jundiaí há 3 anos, é aluna da graduação de Engenharia Florestal da UFRN; é cantora, “cantei em alguns casamentos e gravo para Internet covers de música”, falou. Ao mesmo tempo que é regente de banda, também é integrante de banda, a Banda Marcial Doutor Severiano.

JORNAL CLARIM NATAL/RN - Como chegou a ser Regente?

MAESTRINA GABRIELLY BEZERRA - Desde 2019 eu sou ligada a bandas, fui integrante na escola onde concluí meu Ensino Médio, toquei no bumbo em meu primeiro ano de banda e fiquei apaixonada de cara, e bem em relação à banda que estou hoje. 

Eu já conhecia a BMEAJ, antes mesmo de ser regente da mesma. Desde criança, quando eu via a Escola Agrícola desfilando, sentia vontade de entrar na instituição para fazer parte da banda, até que em 2022 entrei na EAJ/UFRN. 

E em 2022, iniciou minha caminhada como regente e eu nem sabia, pois o regente da época estava bem ocupado com sua vida pessoal e trabalho, então sempre que ele faltava eu já tomava a frente para não perder os dias de ensaio, mas eu não era oficialmente a regente. 

Então, no ano de 2023 saí do Tarol e comecei a aprender Clarinete sozinha pois, sempre achei o naipe o mais interessante e no mesmo ano virei sub-regente. 

Até chegar nos dias de hoje como regente da BMEAJ. Tive o apoio desde sempre de amigos, principalmente da Ana Maria, minha melhor amiga e da minha Coordenadora Professora Viviane.

JORNAL CLARIM NATAL/RN - A Banda de Música da Escola Agrícola de Jundiaí (BMEAJ) possui coreógrafo(a)?

MAESTRINA GABRIELLY BEZERRA - Não temos coreógrafo

JORNAL CLARIM NATAL/RN – Qual a importância de estar à frente de uma Banda Marcial como Maestrina?

MAESTRINA GABRIELLY BEZERRA – Desde 2019 sempre estive ligada com o mundo das bandas. Desde aquele tempo, eu sinto que já estava sendo moldada para o papel, mesmo sem nem sequer pensar em ser. E é muito importante no meu caso, pois é uma banda que eu sempre admirei desde criança. A BMEAJ sempre foi referência para mim. 

Então, é muito gratificante estar à frente da banda que eu tanto sonhei em estar e dessa forma conseguindo mudar vidas através da música.

JCN - Quantos anos tem a Banda de Música da Escola Agrícola de Jundiaí (BMEAJ)?

MAESTRINA GABRIELLY BEZERRA - A BMEAJ tem mais de 40 anos de existência, ativa desde de os anos 60, porém só oficializaram a BMEAJ como projeto de extensão no ano de 2012 e em 2014 a coordenação da banda foi assumida pela professora Viviane Medeiros, que continua sendo a atual coordenadora geral.

JCN - A Banda Marcial já ganhou premiações? Quais?

MAESTRINA GABRIELLY BEZERRA - Apenas premiação de participação 

JCN - A Escola Agrícola de Jundiaí (BMEAJ) é composta por quantos componentes?

MAESTRINA GABRIELLY BEZERRA - Atualmente temos 50 componentes, mas em seus anos de glória a BMEAJ já chegou a ter 120 componentes.

JCN - Qual o diferencial da Banda de Música da Escola Agrícola de Jundiaí (BMEAJ)?

MAESTRINA GABRIELLY BEZERRA - O nosso diferencial além dos sopros e liras, desde que conheço, antes mesmo de ser regente, nós somos uma banda de música. Então não somos limitados, apenas a apresentações de forma marcial em desfiles. Temos grupos de concerto com pessoas com talentos, além dos instrumentos de bandas marciais e fanfarras.

JCN - Qual é a sua grande vitória como regente? 

MAESTRINA GABRIELLY BEZERRA – A minha grande vitória é ter conseguido ser a PRIMEIRA REGENTE FEMININA da BMEAJ.

Nunca houve uma liderança feminina à frente da banda, isso foi marco histórico na banda e um marco histórico na minha vida também. 

JCN - As Bandas Marciais e Bandas de Música são espaços de inclusão social? Por quê?

MAESTRINA GABRIELLY BEZERRA – Porque nas bandas conseguimos ser nós mesmos, é nas bandas que são formados grandes laços de amizades e laços fortes no geral; é onde sentimos que pertencemos a um lugar, que somos aceitos e acolhidos mesmo com nossas diferenças.

JCN - Na realidade, qual o papel social das Bandas, Fanfarras e Orquestras?

MAESTRINA GABRIELLY BEZERRA – O papel das Banda de forma social é incluir, abranger todos os tipos de pessoas, é ajudar pessoas através da música, sejam elas negras, pobres, de diferentes orientações sexuais, de algum nível do Espectro Autismo, tirar elas da ansiedade, da depressão, evolução da coordenação motora, aprender de fato a mudança que a música faz na vida de uma pessoa.

JCN - Qual a atual situação das Bandas Marciais, de Música, Fanfarras e Filarmônicas com relação ao apoio do poder público?

MAESTRINA GABRIELLY BEZERRA – Felizmente a nossa arte, ela a mais pedida é conhecida em meio público/político, mas infelizmente não é tão valorizada quanto gostaríamos que fosse. Algumas bandas são extremamente apoiadas pelos seus estados, suas cidades, enquanto outras precisam praticamente suplicar para conseguirem o básico.

JCN - Você acha que onde existe o trabalho com jovens envolvidos com Bandas Marciais o cenário se transforma? Por que?

MAESTRINA GABRIELLY BEZERRA – Sim, os jovens são a vida do nosso futuro, a banda transforma jovens que estão na monotonia da vida para jovens ativos e com um objetivo, e que por onde passam abrilhantam o lugar.

JCN - Quais os principais desafios para colocar uma Banda na rua, através de desfiles cívicos?

MAESTRINA GABRIELLY BEZERRA – Um dos principais desafios, no meu caso, é a falta de apoio que mal vem da instituição. Não recebemos verba para materiais, para instrumentos novos, nossa forma de manutenção é muito baixa, tiramos do nosso próprio bolso para conseguirmos fazer o mínimo e ter o mínimo, sem contar que o transporte tem ficado cada vez mais complicado a cada ano que passa. Acho que as pessoas de fora que sempre olham para a BMEAJ pensam: "eles devem ganhar tudo da UFRN", mas para falar a verdade é a nossa coordenadora Viviane, os bolsistas e alguns colaboradores e amigos envolvidos como Artur Dantas (regente da BMDS), que dão quase a vida para que o projeto continue, mesmo em meio a adversidade.

JCN - Algumas Bandas Marciais vêm desaparecendo. Você acredita que o motivo seria um reflexo da desvalorização da cultura local, bem como a ausência de atividades regulares de arte nas escolas, que inclui ensaios permanentes?

MAESTRINA GABRIELLY BEZERRA – Sim acredito, pois como falei, a nossa arte é muito solicitada, mas pouco apoiada, a música em si nas escolas tem sido deixada de lado, e então acredito que as bandas, músicas, marciais, fanfarras e filarmônicas, seja uma forma de resistência, porque afinal, o que seria de nós sem a música para embalar os nossos dias? 

Seríamos como sacos vazios e corações pesados, somos a arte que preenche vidas e abrilhanta avenidas.

 

 

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

No Ritmo das Bandas Marciais

Prosseguindo nesta edição de junho o Clarim Natal apresenta a entrevista com mais um Maestro, desta vez o regente da Banda Marcial Absoluto.


Confira a entrevista com o Maestro da Banda Marcial Absoluto Fernando dos Reis Alves (Fernando Acupe),

Fernando dos Reis Alves (Fernando Acupe) 45 anos, nasceu em Santo Amaro da Purificação/BA, estado civil União Estável (Casado). Além de regente da Banda Marcial Absoluto, há 18 anos, é Professor de Música em sala de aula no Colégio e Curso Absoluto (Pajuçara) e no Didart na cidade de Extremoz /RN; “além de ser um grande atleta no Futebol RSS”, frisou Fernando.

Também atua na noite, tocando como freelance e diversos grupos musicais e também com gravações de áudio e vídeo, além de seu projeto infantil Bandinha Alegria em Festa e o adulto Orquestra Frevo do Acupe.


JORNAL CLARIM NATAL/RN - Como chegou a ser Regente?

MAESTRO FERNANDO ACUPE - Desde pequeno meu pai VIVALDO AL VES nos inseriu na Banda Filarmônica 19 de Março da Vila de Acupe sobre a regência do Mestre ADEMAR CRUZ, responsável pelo sucesso de grandes músicos na Bahia. Daí fui incentivado e tomei gosto pela coisa (música) minha paixão. Aos 16 anos, já tomava conta da Banda Marcial da Escola BAMAC, onde estudei. Aqui em Natal, tive diversas experiências com bandas marciais em meu comando.

JORNAL CLARIM NATAL/RN - A Banda Marcial Absoluto possui coreógrafo(a)?

MAESTRO FERNANDO ACUPE – Não

JCN - A Banda Marcial Absoluto é composta por quantos membros?

MAESTRO FERNANDO ACUPE - Atualmente estamos em formação, variando entre 70 e 100 componentes



JCN - Qual o diferencial da Banda Marcial Absoluto? 

MAESTRO FERNANDO ACUPE - Com toda certeza a imponência, arranjos e simplicidade, cativando o público com seu jeito de ser absoluto

JCN - Qual é a sua grande vitória como regente? 

MAESTRO FERNAN DO ACUPE - Com certeza ver a felicidade de todos, nossa diretora DENISE MOURA, famílias, componentes e público

JCN - As Bandas Marciais e Bandas de Música são espaços de inclusão social? Por quê?

MAESTRO FERNANDO ACUPE - Com toda certeza, a música trabalha a linguagem, disciplina, inclusão, autoestima, trabalha as possibilidades, motricidade, raciocínio lógico, dentre outros

JCN - Na realidade, qual o papel social das Bandas, Fanfarras e Orquestras?

MAESTRO FERNANDO ACUPE - Todos os citados anteriormente, como disciplina, inclusão, autoestima, trabalha as possibilidades, motricidade, raciocínio lógico, junto à participação social

JCN - Qual a atual situação das Bandas Marciais, de Música, Fanfarras e Filarmônicas com relação ao apoio do poder público?

MAESTRO FERNANDO ACUPE - Escasso, lamentavelmente


JCN - Você acha que onde existe o trabalho com jovens envolvidos com Bandas Marciais o cenário se transforma? Por que?

MAESTRO FERNANDO ACUPE - Com certeza. Porque é notório o comportamento e vontade de retribuir com alegria e reproduzir

JCN - Quais os principais desafios para colocar uma Banda na rua, através de desfiles cívicos?

MAESTRO FERNANDO ACUPE - Estrutura física, instrumental, para que todas as bandas possam ter um poder de atração para a população junto com a mídia

JCN - Algumas Bandas Marciais vêm desapare cendo. Você acredita que o motivo seria um reflexo da desvalorização da cultura local, bem como a ausência de atividades regulares de arte nas escolas, que inclui ensaios permanentes?

MAESTRO FERNAN DO ACUPE - Perfeitamente, a pergunta já res ponde e na oportunidade venho agradecer a este nobre jornal CLARIM NATAL/RN na pessoa de carinhosamente WAL, por prestar este serviço de utilidade social com excelência. Gratidão e longevidade a este jornal que representa o Rio Grande do Norte

No Ritmo das Bandas Marciais

 







No Ritmo das Bandas Marciais

 


O Jornal Clarim Natal prossegue nesta edição apresentando entrevistas com maestros de Bandas Marciais, Fanfarras e Orquestras.

Você irá conhecer as diversas Bandas, como espaços de inclusão social e aprendizagem da juventude, tanto musical quanto cidadã, seus regentes, e desafios.

Confira a entrevista com o Maestro Kaio Kennedy da Silva da Banda Marcial Onze de Abril da Cidade de Catolé do Rocha/Paraíba.


 Kaio Kennedy Vieira da Silva, 34 anos, nasceu em Catolé do Rocha/Paraíba, casado. Além de regente da Banda Marcial Onze de Abril da Cidade de Catolé do Rocha/Paraíba há 4 anos, é professor de música no Colégio Normal Francisca Mendes, escola, banda faz parte e também, professor de madeiras no Programa de Inclusão através da Música e das Artes - PRIMA.

 JORNAL CLARIM NATAL/RN - Como chegou a ser Regente?

MAESTRO KAIO KENNEDY - No ano de 2019, iniciei minhas atividades como professor de música no Colégio Normal Francisca Mendes. Posteriormente, em 2022, recebi o convite para assumir a direção da banda.

JORNAL CLARIM NATAL/RN - Qual a importância de estar à frente de uma Banda Marcial como Maestro?

MAESTRO KAIO KENNEDY - Ao assumir a banda, compreendi que o trabalho vai além da dimensão musical. Trabalhar com crianças, jovens e adolescentes exige promover valores a sua formação, como a ética, responsabilidade e cidadania.

 

JCN - A Banda Marcial Onze de Abril da Cidade de Catolé do Rocha/Paraíba possui coreógrafo?

MAESTRO KAIO KENNEDY - Sim, nossa corporação possuí uma coreógrafa, Júlia Santos.

 

Coreógrafa, Júlia Santos

JCN - A Banda Marcial Onze de Abril de Catolé do Rocha/Paraíba é composta por quantos membros? 

MAESTRO KAIO KENNEDY - A Banda Marcial Onze de Abril é conduzida por 3 membros: O regente (maestro), a coreografa e a coordenação escolar, possuindo 60 componentes.

 

JCN - Qual o diferencial da Banda Marcial Onze de Abril?

MAESTRO KAIO KENNEDY - A Banda Marcial Onze de Abril preza pela musicalização, pela disciplina cívica e pelo compromisso social. Firmamos nossa identidade enraizada na cultura local, promovendo a inclusão de jovens por meio da música, da expressão corporal e da vivência em grupo.

 



JCN - A Banda Marcial Onze de Abril já ganhou premiações? Quais?

MAESTRO KAIO KENNEDY - Não. Até o presente momento, não participamos de campeonatos ou competições que haja premiações.

 JCN -- Qual é a sua grande vitória como regente? 

MAESTRO KAIO KENNEDY - Diante desta pequena trajetória enquanto regente da banda, uma vitória que tenho conquistado, é que através da música posso trazer diversos conhecimentos aos meus alunos da banda e assim conquistar o respeito e o reconhecimento de cada um deles.

 


JCN - As Bandas Marciais e Bandas de Música são espaços de inclusão social? Por quê? 

MAESTRO KAIO KENNEDY - Com certeza as bandas são espaços de inclusão social. Ao serem integrados na banda, os participantes passam a ser partes de um grupo coletivo, onde através das atividades musicais e de dança, os componentes desenvolveram não apenas habilidades técnicas, mas competências sociais, como o trabalho em equipe, disciplina e respeito.

JCN - Na realidade, qual o papel social das Bandas, Fanfarras e Orquestras?

MAESTRO KAIO KENNEDY - Acredito que ao ofertamos o acesso ao ensino artístico coletivo, as bandas podem promover o desenvolvimento humano integral dos participantes, contribuindo com valores como disciplina, cooperação, empatia, senso de responsabilidade e respeito à diversidade.

 


JCN - Qual a atual situação das Bandas Marciais, de Música, Fanfarras e Filarmônicas com relação ao apoio do poder público?

MAESTRO KAIO KENNEDY - Com relação ao apoio do poder público é um pouco contrastante, onde, alguns estados ou municípios não dispõem de iniciativas para a manutenção das corporações. Nossa banda, por exemplo, faz parte de uma escola de ensino privado, que conseguiu recursos através da PNAB para ajudar na manutenção da nossa corporação.

JCN - Você acha que onde existe o trabalho com jovens envolvidos com Bandas Marciais o cenário se transforma? Por que? 

MAESTRO KAIO KENNEDY - Com certeza. As Bandas Marciais, quando bem estruturadas e orientadas por uma proposta pedagógica sólida, tornam-se potentes agentes de mudança social, principalmente quando envolvem a juventude.

 





JCN - Quais os principais desafios para colocar uma Banda na rua, através de desfiles cívicos? 

MAESTRO KAIO KENNEDY - Acredito que um dos principais desafios enfrentados pelas bandas, está relacionado à estrutura e material, que de uma forma direta, está relacionado aos poucos recursos direcionado à cultura.

JCN - Algumas Bandas Marciais vêm desaparecendo. Você acredita que o motivo seria um reflexo da desvalorização da cultura local, bem como a ausência de atividades regulares de arte nas escolas, que inclui ensaios permanentes?

MAESTRO KAIO KENNEDY - Acredito que sim. Esses grupos sempre estiveram ligados ao ambiente escolar e, com a redução do espaço dedicado às artes, juntamente com a falta de incentivo à cultura regional, muitos jovens deixam de ter acesso a essas atividades.

Em Catolé do Rocha-PB, somos privilegiados por contar com uma bela tradição de bandas marciais, onde há uma grande procura por parte dos jovens. Dessa forma, conseguimos, apesar das nossas realidades, manter as bandas ativas. Atualmente, as bandas enfrentam algumas dificuldades, mas o fato de a maioria delas estar vinculada às escolas torna possível sua manutenção, pois não faltam eventos, e, considerando as condições financeiras de cada instituição, há viabilidade para sua continuidade.

 

 

terça-feira, 1 de julho de 2025

No Ritmo das Bandas Marciais

 O Jornal Clarim Natal prossegue nesta edição apresentando entrevistas com maestros de Bandas Marciais, Fanfarras e Orquestras.

Você irá conhecer as diversas Bandas, como espaços de inclusão social e aprendizagem da juventude, tanto musical quanto cidadã, seus regentes, e desafios.

Confira a entrevista com o Maestro Hercílio Neto da Banda Marcial Dom Vital da Cidade de Catolé do Rocha/Paraíba.

 

Hercílio de Sousa Neto, 48 anos, nasceu em Catolé do Rocha/Paraíba, casado. Além de regente da Banda Marcial Dom Vital da Cidade de Catolé do Rocha/Paraíba a cerca de 18 anos, é professor de Educação Musical nas turmas da Educação Infantil e Fundamental I e II.


 JORNAL CLARIM NATAL/RN - Como chegou a ser Regente?

MAESTRO HERCÍLIO NETO - Comecei na Banda como aluno aos 16 anos, logo após sai pra estudar e me formar em música. Retornei a Catolé pra assumir a Banda como Maestro e coordenador.

JORNAL CLARIM NATAL/RN - Qual a importância de estar à frente de uma Banda Marcial como Maestro?

MAESTRO HERCÍLIO NETO - A importância é de suma responsabilidade, pois trabalho com adolescentes e jovens no intuito de formar cidadãos através da música. A música tem essa importância, sendo assim cabe a qualquer maestro ter esse pensamento junto aos seus alunos.

JCN - A Banda Marcial Dom Vital possui coreógrafo?

MAESTRO HERCÍLIO NETO – Sim, a Banda Marcial Dom Vital possui um coreógrafo Reginaldo Pedro.

Coreógrafo Reginaldo Pedro

JCN - A Banda Marcial Dom Vital é composta por quantos membros? 

MAESTRO HERCÍLIO NETO - A Banda Marcial Dom Vital tem 65 anos e é composta por 4 membros: maestro, coreografo e gestão escolar, possui 50 componentes

JCN - Qual o diferencial da Banda Marcial Dom Vital?

MAESTRO HERCÍLIO NETO - Em toda a sua trajetória que chega aos 65 anos, em 2024, a Banda tem realizado inúmeras apresentações em várias cidades do Estado da Paraíba e do vizinho e amigo Estado do Rio Grande do Norte, sempre alegrando a todos por onde passa com os ecos de suas notas musicais e com a cadência de seus componentes, bem como com cada passo de suas balizas, solistas e estandartes

JCN - A Banda Marcial Dom Vital já ganhou premiações? Quais?

MAESTRO HERCÍLIO NETO – Sim, a Banda participou de campeonatos e foi agraciada com algumas premiações

 JCN - Qual é a sua grande vitória como regente? 

MAESTRO HERCÍLIO NETO - Uma das minhas maiores vitória foi me formar em música.

 

JCN - As Bandas Marciais e Bandas de Música são espaços de inclusão social? Por quê? 

MAESTRO HERCÍLIO NETO - Sim, as bandas marciais e as bandas de música podem ser espaços de inclusão social, pois promovem a interação entre pessoas e o desenvolvimento de habilidades. 

JCN - Na realidade, qual o papel social das Bandas, Fanfarras e Orquestras?

MAESTRO HERCÍLIO NETO - A música permite expressão emocional, fornece um prazer estético, diverte, comunica, obtém respostas físicas, conduz conformidade às normas sociais, valida instituições sociais e ritos religiosos; Ela também contribui para a continuidade e estabilidade da cultura.

 

JCN - Qual a atual situação das Bandas Marciais, de Música, Fanfarras e Filarmônicas com relação ao apoio do poder público?

MAESTRO HERCÍLIO NETO - A Banda é de escola particular, ultimamente fez alguns projetos como a LEI PAULO GUSTAVO e ALDIR BLANC, recebendo recursos para o melhoramento da nossa corporação.

 JCN - Você acha que onde existe o trabalho com jovens envolvidos com Bandas Marciais o cenário se transforma? Por que? 

MAESTRO HERCÍLIO NETO - Sim com certeza a música ela transforma e forma pessoas. A Banda hoje é de suma importância para nossos jovens.

JCN - Quais os principais desafios para colocar uma Banda na rua, através de desfiles cívicos? 

MAESTRO HERCÍLIO NETO - Os recursos porque pelo menos aqui na minha cidade Catolé do Rocha na Paraíba a procura dos jovens é muito grande para fazer parte de uma banda.

 

JCN - Algumas Bandas Marciais vêm desaparecendo. Você acredita que o motivo seria um reflexo da desvalorização da cultura local, bem como a ausência de atividades regulares de arte nas escolas, que inclui ensaios permanentes?

MAESTRO HERCÍLIO NETO - Vou falar pela minha região, aqui a cultura de Banda é muito frequente, exemplo aqui em Catolé do Rocha temos 5 bandas marciais. As dificuldades são grandes, mas temos que sempre lutar pelas bandas, pois é de suma importância para nossos jovens. Aqui na Paraíba somos muitos em Bandas Marciais. Existe até um programa do Governo do Estado para Bandas Marciais CEBE (Comissão Estadual de Bandas Escolares). São mais de 100 bandas nas escolas com maestros trabalhando.





 

domingo, 2 de março de 2025

No Ritmo das Bandas Marciais

Você irá conhecer as diversas Bandas, como espaços de inclusão social e aprendizagem da juventude, tanto musical quanto cidadã, seus regentes, e desafios.



Confira a entrevista com o Maestro da Banda Marcial Felipe Ferreira de Urucará/Arez/RN Kaio Richardson Ribeiro Costa.

Kaio Richardson Ribeiro Costa, 19 anos, nasceu em Natal/RN, solteiro. Além de regente da Banda Marcial Felipe Ferreira de Urucará/Arez/RN, trabalha com seus pais e estuda Medicina Veterinária na UNP (Universidade Potiguar). “Sou apaixonado por música, e, além da banda, estudo um pouco de violino, clarinete e teclado, instrumentos que gosto muito”, destacou o maestro ao revelar que seu hobby preferido é a vaquejada. E disse: “Estou começando nesta área, caminhando aos poucos, mas já amo demais essa prática”. 

JORNAL CLARIM NATAL/RN – Há quanto tempo você é regente da Banda Marcial Felipe Ferreira de Arez/RN?

MAESTRO KAIO RICHARDSON - Eu iniciei como Maestro da Banda Marcial Felipe Ferreira em 2023, então já são dois anos de dedicação e aprendizado à frente da banda.

JCN - Como chegou a ser maestro/regente?

MAESTRO KAIO RICHARDSON - Minha trajetória como regente começou com uma paixão antiga por Bandas Marciais. Durante o ensino médio, estudei na Escola Antônio de Souza, em Parnamirim, onde tive a oportunidade de tocar na Banda Marcial Antônio de Souza sob a maestria de Alcilene Costa.

Foi meu primeiro contato com esse mundo que eu já admirava há muito tempo, e tocar ali foi a realização de um grande desejo.

A experiência foi tão encantadora que só reforçou meu amor pela música e pelas bandas marciais. Depois que terminei o Ensino Médio, não tive como continuar na Banda, mas descobri que aqui, na Escola Felipe Ferreira, haviam chegado instrumentos para formar uma Banda Marcial.

No entanto, o projeto estava parado, pois não havia ninguém para liderá-lo. Foi então que decidi conversar com a diretora Sueli, que acolheu minha ideia de tirar os instrumentos das caixas e transformar o sonho em realidade.

Começamos com poucos recursos, cerca de 15 instrumentos, mas com muito esforço e dedicação, conseguimos fazer o projeto crescer. Hoje, a Banda Marcial Felipe Ferreira é uma realidade que representa nossa comunidade, e tenho orgulho de ser seu regente desde 2023, liderando e inspirando outros jovens a viverem essa experiência incrível.

JCN - Qual a importância de estar à frente de uma Banda Marcial como maestro?

MAESTRO KAIO RICHARDSON - Estar à frente de uma Banda Marcial como maestro é uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, uma realização pessoal. É gratificante poder guiar meus alunos a trabalhar em equipe e contribuir para o crescimento deles, tanto musical quanto pessoal. Além disso, é incrível ver como a banda unir a comunidade e levar cultura e alegria para as pessoas.

 JCN - A Banda é composta por quantos membros?

MAESTRO KAIO RICHARDSON - Banda Marcial Felipe Ferreira de Arez/RN é composta por 80 componentes.

JCN - Qual é a sua grande vitória como regente?

MAESTRO KAIO RICHARDSON - Minha maior vitória como regente é ver um projeto como esse se desenvolvendo na minha comunidade, um lugar onde ninguém nunca imaginou que algo assim poderia acontecer. É muito mais do que uma banda; é um espaço de acolhimento para jovens e crianças, onde um sonho que um dia foi meu e também de alguns pais desses alunos se tornou realidade. A maior recompensa é perceber a alegria de cada um, seja nos ensaios, nos desfiles, nas brincadeiras ou até nos momentos mais emocionantes. É sobre o amor, os laços criados e a transformação que esse projeto trouxe para a vida de todos nós. Isso, para mim, é a maior vitória.

 

JCN - As Bandas Marciais e Bandas de Música são espaços de inclusão social? Por quê?

MAESTRO KAIO RICHARDSON - Sim, as Bandas Marciais e as Bandas de Música são espaços de inclusão social, pois oferecem acesso à cultura e à educação para jovens de diferentes realidades. Elas promovem o desenvolvimento pessoal, a colaboração e o pertencimento, criando um ambiente de respeito e oportunidades para todos.

JCN - Na realidade, qual o papel social das Bandas, Fanfarras e Orquestras?

MAESTRO KAIO RICHARDSON - O papel social das Bandas, Fanfarras e Orquestras é promover a inclusão, o desenvolvimento pessoal e a integração comunitária. Elas oferecem oportunidades culturais, estimulam o trabalho em equipe e a disciplina, e ajudam na formação de cidadãos mais conscientes e engajados.


JCN - Qual a atual situação das Bandas Marciais, de Música, Fanfarras e Filarmônicas com relação ao apoio do poder público?

MAESTRO KAIO RICHARDSON - A realidade do apoio do poder público às Bandas Marciais varia consideravelmente. Enquanto algumas cidades investem significativamente nessa área, outras tendem a se lembrar delas apenas em datas comemorativas, como o 7 de setembro. Infelizmente, não podemos afirmar que recebemos 100% de apoio do poder público; essa não é a realidade atual. No entanto, conseguimos conquistar algumas vitórias com a prefeitura local, embora tenha sido uma luta constante. Tivemos que persistir, insistir e correr atrás, já que a banda é um projeto educacional municipal acredito que o poder público deveria nos procurar, considerando que se trata de um projeto pertencente a eles.

Enfrentamos dificuldades em relação a materiais e fardamentos. Embora recebamos algum apoio, a luta é tão grande que, se não ficarmos em constante busca, nada chega.

JCN - Você acha que onde existe o trabalho com jovens envolvidos com Bandas Marciais o cenário se transforma? Por que? 

MAESTRO KAIO RICHARDSON - Sim, eu acredito que o cenário realmente se transforma quando os jovens estão envolvidos em projetos como as Bandas Marciais. Hoje, esses jovens se ocupam com o projeto, se doam e deixam de estar nas ruas para estar nos ensaios. Aqui, eles aprendem a trabalhar em equipe, a respeitar uns aos outros e a cultivar carinho e amizade. Pessoalmente, não conhecia muitos dos jovens que são meus alunos hoje, mas a relação que criamos é de um amor e carinho imensos, principalmente quando nos encontramos pelas ruas. Eles têm um respeito enorme uns pelos outros e pelos colegas da banda. Além disso, o projeto fortalece o vínculo com a comunidade e também afasta os jovens de influências negativas, proporcionando um ambiente positivo e construtivo para seu crescimento.

JCN - Quais os principais desafios para colocar uma Banda na rua, através de desfiles cívicos?
MAESTRO KAIO RICHARDSON - A falta de recursos, desde materiais até logística de transportes.

JCN - Algumas Bandas Marciais vêm desaparecendo. Você acredita que o motivo seria um reflexo da desvalorização da cultura local, bem como a ausência de atividades regulares de arte nas escolas, que inclui ensaios permanentes?

MAESTRO KAIO RICHARDSON - Acredito que o desaparecimento de algumas Bandas Marciais seja o reflexo da desvalorização da cultura local e da falta de investimentos. Além disso, é importante ressaltar a desvalorização do responsável que fica à frente da banda. Ser regente de uma banda marcial não é apenas uma questão de amor; é um trabalho que exige dedicação, noites sem dormir, esforço para fazer fardamentos, correr atrás de materiais e participar de reuniões. No meu caso, por exemplo, é um trabalho realizado sem nenhum tipo de remuneração ou valorização. Muitas vezes, essa falta de apoio financeiro faz com que muitos não consigam continuar à frente da banda, pois precisam trabalhar para se manter. Isso é uma realidade em várias bandas que acabo conhecendo.