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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Plano de Saneamento Básico de São Gonçalo é debatido em audiência pública

Fotos: Raphael Santos

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante realizou na manhã de hoje (8), no Teatro Municipal, uma audiência pública para debater a revisão e atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico, referente ao abastecimento de água e esgotamento sanitário. Legalmente, o plano tem que ser atualizado a cada quatro anos e tem projeção para os próximos 30 anos, estimando que São Gonçalo terá em 2046 uma população de 144 mil habitantes. 

No abastecimento de água existe a expectativa da inauguração da maior obra hídrica do município com a construção do Sistema Adutor Maxaranguape – São Gonçalo, novo sistema de abastecimento de água que está na fase de conclusão e terá capacidade de gerar até 571 litros por segundo. A obra está sendo construída em parceria com o governo federal com investimento da ordem de R$ 83 milhões. 

No esgotamento sanitário o município já conta com um projeto moderno e que está tramitando no Ministério das Cidades para liberação de recursos e prevê a ampliação da área atendida pelo serviço de coleta e tratamento do esgoto. Durante a audiência pública foi apresentada a projeção e um cronograma de metas para ser cumprido pelo Poder Público. Participaram da audiência pública secretários municipais, servidores públicos, estudantes e representantes de diversos setores da sociedade. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Pré-Conferência de Saneamento na Zona Norte elege 16 delegados

Fotos: Jornal e Blog Clarim Natal




A Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento Básico do Município de Natal (Arsban) realizou no dia 15 de Setembro passado, na Escola Municipal Iapissara Aguiar, a primeira pré-conferência para a escolha de delegados para a Zona Norte de Natal, onde foram eleitos 16 delegados.


Segundo o presidente da Arsban, Cláudio Porpino, a finalidade do evento foi unir os movimentos sociais e populares para a questão do saneamento. 




















quarta-feira, 21 de maio de 2014

XII SIBESA reúne especialistas do Brasil e da Itália em Natal/RN para debater desafios do saneamento

Fotos: ABES
Cerca de 850 profissionais e estudantes acompanharam, nesta segunda-feira, 19, a abertura dos trabalhos do XII SIBESA - Simpósio Ítalo-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, encontro promovido pela ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental e pela ANDIS - Associazione Nazionale di Ingegneria Sanitaria Ambientale, da Itália, reunindo especialistas brasileiros, italianos e espanhóis em Natal (NR), de 19 a 21 de maio. O encontro tem como tema “Gestão Integrada, Avanços Tecnológicos e Regulação”.

Na abertura, o presidente da ABES Nacional, Dante Ragazzi Pauli, e a presidente da ABES-RN, Maria Geny Formiga de Farias, receberam a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini. “Fico muito feliz em ver tantos jovens na plateia. Isso mostra que estamos no caminho certo da conscientização sobre como é importante termos um sistema de água e esgoto tratado, lixo bem tratado.  Não há desenvolvimento se não tivermos a estrutura de saneamento ambiental em condição de funcionar e atender aos cidadãos, assim como atender a Política Nacional de Resíduos Sólidos. É importante que haja crença nesse caminho, o que melhorará a vida da população, negócios e atividades como o turismo. Por ser médica tenho a perfeita noção do que isso significa pra saúde da população”, afirmou a governadora, que explicou ainda que a meta do estado: “Estamos trabalhando na expansão de 27% para 80% da população com saneamento básico, até 2015.”

Natal sediará, em 2019, o 30º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, que a ABES  promove a cada dois anos, após Belém/PA, em 2015, e São Paulo, em 2017. O presidente Dante Ragazzi abriu o Simpósio ressaltando  dois avanços do setor no Brasil: a Lei de Saneamento e a Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Devemos comemorar sim esses avanços, que tiveram participação ativa da ABES, e que deixam mais claros os desafios  da universalização e da regulação, por exemplo, como a  regulação. Temos metas estabelecidas difíceis de alcançar. Há  dificuldade dos municípios e estados brasileiros em avançar no saneamento. É muito importante o papel do Governo Federal, mas  estados e municípios têm que reconhecer seu papel fundamental no avanço do setor no Brasil.”

Dante parabenizou também o trabalho da Caern – Companhia de Águas e Esgoto do Rio Grande do Norte e a cooperação dos parceiros italianos. “É fundamental para nós a experiência dos países que já passaram por esses desafios. A ANDIS é parceira de longa data e essa troca de experiências nos ajuda a buscar caminhos e melhorar o saneamento em nosso país.”

Para o presidente da ANDIS, Renato Gavasci, o Brasil está no caminho certo e tem avançado cada vez mais nas questões de saneamento. “Além da colaboração entre a ABES e a ANDIS, Brasil e Itália têm uma tradição de negócios e cooperação acadêmica. Temos muito trabalho para desenvolvermos juntos.”

Maria Geny Formiga de Farias, presidente da ABES-RN, ressaltou a atuação da ABES em todo o país, através de suas seções estaduais, na promoção de iniciativas relacionadas com o saneamento e meio ambiente, incentivando a consciência social sobre questões de preservação do meio ambiente e ações dirigidas à melhoria da qualidade dos serviços de saneamento. “Esperamos que o XII Simpósio Ítalo- Brasileiro estimule ao máximo as discussões e que possa contribuir para efetivas ações que transcendam governos e que façam parte da agenda da sociedade brasileira, com compromisso definitivo para o bem estar da população, o crescimento econômico e a condição de habitabilidade do país.” 

Representando o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Nunes Alves, o diretor de Planejamento e Gestão Ambiental da Companhia de Serviços Urbanos do Natal e vice-presidente da ABES Rio Grande do Norte,  Josivan Cardoso Moreno, discorreu sobre a retomada das obras estruturantes, em parceria com o Governo do Estado e a Prefeitura de Natal. “Estamos trabalhando, especialmente em esgotamento sanitário e abastecimento de água, buscando dinamizar a questão da regulação, e  nas obras de drenagem urbana, o túnel de drenagem, que minimizará o impacto das inundações.”

Josivan também explicou o que tem sido feito em relação à Política Nacional de Resíduos Sólidos, como a implantação oficial da coleta seletiva, e as iniciativas do Simpósio, como o uso de copos não descartáveis distribuídos a todos os integrantes e a compensação de carbono de todo o evento.

Experiência espanhola


Além da participação de italianos e brasileiros, esta edição do Simpósio apresentou o painel “Gestão integrada de infraestrutura urbana”, com o especialista espanhol Xavier Torret Requena, Engenheiro de Estradas, Canais e Portos e Mestre em Engenharia e Gestão Ambiental (MEM), com formação em PNL pelo Instituto Gestalt de Barcelona, que apresentou exemplos de integração de sistemas públicos de saneamento (água, esgoto e drenagem) e informações físicas da cidade como rotas de coleta de lixo, controle de anomalias em pavimentos das vias, controle de manutenção de áreas verdes e identificação de focos de doenças. Serão apresentados exemplos reais em municípios da Espanha, enfatizando a importância da gestão municipal através dos softwares livres de GIS e Banco de Dados integrados com os softwares de cálculo no saneamento (EPANET e EPASWMM). “Agradeço a ABES pelo convite para participar do encontro. Gostei muito das discussões sobre mudanças climáticas porque este é um problema enfrentado por muitos países do mundo. Na Espanha, enfrentamos muitos problemas de seca e de inundações, como aqui no Brasil. Acho que o país está no caminho certo quanto aos investimentos e o nível dos profissionais, mas ainda tem que avançar no planejamento.”
  

Um desafio histórico no Nordeste:  escassez de água ou de soluções


Um dos painéis realizados na tarde desta segunda-feira 19, abordou aspectos relacionados aos desafios da escassez de água no Nordeste, com coordenação do diretor da ABES-RN, Josemá de Azevedo. Nesta mesa, o professor Cícero Onofre de Andrade Neto, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, discutiu a importância da água da chuva como alternativa para conviver com a seca. De acordo com ele, o semiárido brasileiro é muito próprio para o uso de cisternas para captação e armazenamento de água da chuva, como alternativa social e economicamente viável, mas que são mal aproveitadas pelo Estado.

“O Rio Grande do Norte é muito modesto em termos de construção de cisternas, sem um plano bem estruturado e com pouco entusiasmo”, aponta.  Ainda segundo ele, o grande desafio é promover a padronização e acompanhamento sanitário dos equipamentos, pois os atuais programas não têm dado a devida importância à questão.

Na sequência, o engenheiro Marco Antônio Calazans Duarte, da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte, apresentou um resumo dos estudos realizados sobre o processo de eutrofização dos mananciais do Estado. Com o tema “Mananciais eutrofizados e água potável: algumas respostas tecnológicas para os desafios”, o engenheiro apontou algumas alternativas viáveis para lidar com a eutrofização, processo que consiste na concentração de nutrientes (compostos químicos ricos em fósforo ou nitrogênio) na água e que, por sua vez, contribui para o aumento excessivo de algas. No Rio Grande do Norte, ele explica que há uma tendência a essa concentração nos mananciais superficiais. “O desafio, a longo prazo, é promover estudos e diagnosticar o uso e ocupação do solo no Estado, pois as principais causas desse processo de eutrofização é a drenagem inadequada da água para práticas agrícolas, bem como a falta de saneamento em alguns pontos”, apontou o engenheiro, que ainda apresentou sugestões e provocações sobre a problemática.

Gestão de Recursos Hídricos


A coordenadora de gestão de recursos hídricos da SEMARH-RN, Joana D’arc Freire de Medeiros, explicou como a secretaria tem atuado no período de grande escassez de chuva. No início da apresentação, Joana explicou as características naturais do Estado, bem como expôs a infraestrutura de açudes. “Conhecer melhor as disponibilidades, uso e regulações, assim como integrar a construção, operação e gestão da infraestrutura hídrica são algumas das lições que precisamos discutir para lidar com o período de escassez de chuva no nosso Estado”, apontou.

Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 4 mil açudes e mais de  mil quilômetros de adutoras que beneficiam cerca de 600 mil habitantes em 72  municípios. Com as chuvas abaixo da média esperada, mais de 50% dos reservatórios do Estado estão com menos de 20% de sua capacidade. Nesse sentido, o desafio da gestão de recursos hídrico, segundo ela, é garantir água para a população sem prejudicar o fornecimento do produto também para o setor produtivo,

“As ações de emergência se dão basicamente na suspensão de usos não prioritários, como a irrigação no setor produtivo, para garantir o abastecimento da população; a redução das vazões dos açudes; bem como a construção de adutoras emergenciais”, concluiu.


Tratamento de esgotos


Do painel 3, “Operação de Estações de Tratamento de Esgotos”, participaram Cícero Onofre Neto (UFRN), Jorge Medeiros (CEGECE), Anibal Oliveira Freire (COPASA) e Renato Gavasci (ANDIS).
Em sua apresentação, Cícero Onofre Neto ressaltou que as condições operacionais são muito importantes para a eficiência das estações de tratamento de esgotos e que muitos problemas operacionais decorrem de erros de projeto e/ou construção ou sobrecarga e anecessidade de que se dê mais apoio e atenção à operação das ETEs no Brasil.

É preciso reconhecer, ressaltou o especialista, que há um programa de saneamento estruturante, que prevê apoio dos serviços visando à sustentabilidade para o adequado atendimento populacional e com o olhar para o território municipal e para a integralidade das ações de saneamento básico, com recursos previstos de R$ 62 bilhões. São ações estruturantes de apoio à gestão, à prestação de serviços, à capacitação e assistência técnica e ao desenvolvimento científico e tecnológico. “Mas ainda é insuficiente, a situação operação das estações, principalmente as menores, é grave.”


SIBESA

 

O simpósio é realizado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária (Abes) e da Associazione Nazionale di Ingegneria Sanitaria Ambientale (Andis), da Itália. Realizado no Centro de Convenções até quarta-feira (21), na Via Costeira, o evento tem a participação de estudiosos e especialistas do Brasil e internacionais. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) participa do Sibesa é patrocinadora e coanfitriã do evento, ao lado da Caixa Econômica Federal (CEF), Fundação Nacional de Saúde, Governo do Estado, Ministério da Saúde, Prefeitura do Natal e Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). O SiBESA é realizado alternadamente no Brasil e na Itália, reunindo especialistas e estudantes para discutir questões ligadas ao saneamento e meio ambiente.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Loteamento Brasil Novo e Novo Horizonte são contemplados com recursos do PAC 2





Situação precária do Brasil Novo





O Governo Federal irá contemplar os projetos de saneamento básico e abastecimento de água do Rio Grande do Norte com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Os recursos serão aplicados nos bairros de Lagoa Azul, Nossa Senhora da Apresentação e nas comunidades de Brasil Novo e Novo Horizonte. 


Os recursos anunciados para o Estado serão liberados para projetos de engenharia e execução de serviços de abastecimento de água, saneamento básico e saneamento integrado. 


O prefeito Carlos Eduardo participou da solenidade de anúncio das novas obras do PAC 2, no Palácio do Planalto,  no dia 24 de outubro do ano passado e enalteceu o trabalho desenvolvido pelos técnicos da Prefeitura na elaboração dos projetos. “Valeu a pena o sonho, o trabalho, a insistência e a persistência”, disse o prefeito, agora com a certeza de que os recursos para essas obras entram nas prioridades de investimentos do governo.
                                  Situação precária do Brasil Novo

Os dois projetos (saneamento básico e abastecimento de água do RN) somam cerca de R$ 165 milhões.


Essas obras do PAC2 foi uma luta da deputada federal Fátima Bezerra, do prefeito de Natal, Carlos Eduardo, da secretária municipal de Planejamento, Fazenda, e Tecnologia da Informação (SEMPLA), Virginia Ferreira, do vice-presidente do Conselho Comunitário dos loteamentos Jardim Brasil e Alto da Colina, Jeferson Andrade, e dos  presidentes Sidão do Brasil Novo e Telma do Jardim Brasil.


As Comunidades do Conjunto Brasil Novo e Loteamentos Jardim Brasil e Alto da Colina localizados no bairro Pajuçara, Zona Norte de Natal, vem sofrendo diariamente, com suas ruas em situação precária, pois nesta área não existe drenagem nem saneamento básico, e por isso a situação se agrava ainda mais em período de chuvas.


As obras de drenagem das águas pluviais desta comunidade iniciaram em 1999, mas foram embargadas no ano seguinte (2000), pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e meio Ambiente do RN (Idema) e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). Até hoje não foram recomeçadas.


Carlos Eduardo lembrou que desde junho foi várias vezes a Brasília com os projetos e os técnicos para que fossem feitas as adaptações necessárias para que esses projetos de urbanização integrada fossem aprovados. Os serviços a serem executados seguem os mesmos moldes do que foi feito no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, entre os anos de 2007 e 2008. 

Telma, presidente e Jeferson, vice-presidente do Conselho Comunitário do Jardim Brasil e Alto da Colina.

Serão cerca de 700 ruas beneficiadas com obras de drenagem e pavimentação, além de ações de urbanização, incluindo a construção de Centros Integrados de Atendimento ao Trabalhador, Ecoponto, quadra poliesportiva, urbanização de praças, construção da nova sede do Centro de Controle de Zoonoses, Núcleo de Saúde da Família, Escola Municipal de Ensino Fundamental, reassentamento de comunidades, trabalho sócio ambiental e a criação do Parque Ecológico de Lagoa Azul, bem como obras de ampliação e melhorias da rede de abastecimento d'água.


Os projetos do loteamento Novo Horizonte e no conjunto Brasil Novo estão orçados em cerca de R$ 12 milhões e preveem basicamente obras de drenagem e pavimentação. “Vamos dar um salto de qualidade na infraestrutura da Zona Norte de nossa cidade que ainda é a mais carente em termos de estrutura urbana”, apontou o prefeito.