Mostrando postagens com marcador mosquito aedes aegypt. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mosquito aedes aegypt. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de junho de 2017

Dengue, Zika e Chikungunya: Prevenção é a palavra de ordem

A dengue, zika e chikungunya são três doenças transmitidas pelo mesmo vetor: o mosquito aedes aegypti. Faça do combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika uma atividade do dia a dia.

Qualquer sinal de lixo amontoado, garrafas, pratinhos e vasos de planta, ou outro objeto que possa acumular água, deve ser totalmente eliminado.

Outra atitude importante é redobrar os cuidados com a limpeza de caixas d’água, piscinas e calhas de telhado.

O ovo do mosquito transmissor das doenças pode ficar até um ano só esperando a água acumulada da chuva para se desenvolver.

Use a meteorologia contra o Mosquito e saiba se prevenir contra dengue, zika e chikungunya faça chuva ou faça sol
O calor, a umidade alta e os dias consecutivos de chuva, muito característicos do verão, são determinantes para a proliferação do mosquito Aedes aegypti e a incidência de casos de dengue, chikungunya e zika vírus. Qualquer recipiente, mesmo com pouca água, pode virar um criadouro do mosquito.

Sete dias por semana, 24 horas por dia. Prevenção contra a dengue é tarefa que deve ser realizada sem descanso, o ano todo. No verão, os cuidados devem ser redobrados, pois o clima quente é propício para a proliferação do Aedes aegypti. Mas isso não é motivo para se descuidar no inverno, pois o mosquito não tem dia e nem estação do ano para atacar. 

Por isso, a importância do clima para a dengue. Seja no calor, no frio, na chuva, não importa. O Aedes aegypti é uma ameaça e deve ser combatido sem piedade. Uma das ferramentas que podem auxiliá-lo nesse combate é a previsão do tempo.

Tempo aberto, sol e muito calor
Temperatura quente e seca são fatores que influenciam na proliferação do mosquito da dengue. É principalmente no calor que Aedes aegypti se desenvolve e coloca ovos. Por isso, se a previsão para sua cidade é de tempo quente, não perca tempo. Comece já a se prevenir. Lixo, materiais abandonados, depósitos de água não vedados, vasos de planta ou plantas que acumulam água, laje e calhas, ralos externos ou de passagem, ou seja, qualquer depósito de água parada. Um descuido pode causar danos ainda maiores.

Céu nublado e chuvas
Se a previsão para o seu município é de chuva, fique alerta. Assim que o tempo melhorar, verifique se ficou água acumulada em poças, vasilhas, piscinas, pratos de vasos, telhas, calhas etc. Água parada significa um foco em potencial do Aedes aegypti. Cabe a você evitar.

Clima seco e frio
Nada de se acomodar e pensar que o perigo da dengue existe somente em dias quentes ou após a chuva. Principalmente, porque o ovo depositado pelo Aedes aegypti pode sobreviver sem eclodir, no seco, por até um ano, atravessando todas as estações do ano. Motivo ainda maior para você tomar as precauções e cuidados também em dias frios. Cheque o lixo exposto, ralos entupidos e qualquer recipiente que possa acumular água servindo de criadouro para o mosquito.



sábado, 26 de abril de 2014

FEBRE CHIKUNGUNYA

Saiba tudo sobre o vírus CHIKUNGUNYA
A febre chikungunya é uma doença viral parecida com a dengue, transmitida por um mosquito comum em algumas regiões da África. Nos últimos anos, inúmeros casos da doença foram registrados em países da Ásia e da Europa. Recentemente, o vírus CHIKV foi identificado em ilhas do Caribe e na Guiana Francesa, país latino-americano que faz fronteira com o estado do Amapá.

No Brasil, a preocupação é que o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da dengue e da febre amarela, têm todas as condições de espalhar esse novo vírus pelo País. Seu ciclo de transmissão é mais rápido do que o da dengue. Em no máximo sete dias a contar do momento em que foi infectado, o mosquito começa a transmitir o CHIKV para uma população que não possui anticorpos contra ele. Por isso, o objetivo é estar atento para bloquear a transmissão tão logo apareçam os primeiros casos.

Sintomas
Embora os vírus da febre chikungunya e os da dengue tenham características distintas, os sintomas das duas doenças são semelhantes.

Na fase aguda da chikungunya, a febre é alta, aparece de repente e vem acompanhada de dor de cabeça, mialgia (dor muscular), exantema (erupção na pele), conjuntivite e dor nas articulações (poliartrite). Esse é o sintoma mais característico da enfermidade: dor forte nas articulações, tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora.

Febre
Ao contrário do que acontece com a dengue (que provoca dor no corpo todo), não existe uma forma hemorrágica da doença e é raro surgirem complicações graves, embora a artrite possa continuar ativa por muito tempo.

Diagnóstico
O diagnóstico depende de uma avaliação clínica cuidadosa e do resultado de alguns exames laboratoriais. As amostras de sangue para análise devem ser enviadas para os laboratórios de referência nacional.

Casos suspeitos de infecção pelo CHIKV devem ser notificados em até 24 horas para os órgãos oficiais dos serviços de saúde.

Tratamento
Na fase aguda, o tratamento contra a febre chikungunya é sintomático. Analgésicos e antitérmicos são indicados para aliviar os sintomas. Manter o doente bem hidratado é medida essencial para a recuperação.

Quando a febre desaparece, mas a dor nas articulações persiste, podem ser introduzidos medicamentos anti-inflamatórios e fisioterapia.

Prevenção
Não existe vacina contra febre chikungunya. Na verdade, a prevenção consiste em adotar medidas simples no próprio domicílio e arredores que ajudem a combater a proliferação do mosquito transmissor da doença

Observação importante:
No Brasil, até o momento, só foram registrados três casos importados da febre chikungunya. Os pacientes foram infectados no exterior, num dos 40 países por onde o vírus circula faz tempo. Os episódios foram controlados, sem que houvesse nenhum sinal de transmissão do CHIKV em território nacional.

No entanto, o risco de transmissão local existe. A proximidade da Copa do Mundo e de outros eventos no País favorece a vinda de turistas provenientes de áreas infectadas pelo CHIKV. Mesmo assim, não há motivo para alarme. Segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, nossos serviços de saúde e de vigilância sanitária estão atentos. 

Os casos confirmados no Brasil foram notificados para a Organização Mundial da Saúde (OMS). Na mesma linha de conduta, médicos, laboratórios e as secretarias municipais e estaduais de saúde estão recebendo orientação sob a melhor forma de agir diante da nova doença.

Brasil ficará vulnerável durante a Copa do Mundo, com risco de entrada do vírus Chikungunya

Transmissor da febre chikungunya é o mosquito aedes aegypt, o mesmo da dengue. Brasil vai estar mais vulnerável durante a Copa do Mundo

Foto: Instituto Pasteur
Aedes albopictus se alimentando. Uma refeição como esta pode transmitir a febre Chikungunya, doença severa que pode estar prestes a se tornar epidêmica no continente americano. 

Pesquisadores alertam para entrada de novo vírus no Brasil

O vírus tem um nome difícil de pronunciar: chikungunya. E é transmitido pelo mosquito aedes aegypt.

Os sintomas mais comuns são parecidos com os da dengue, apesar de não haver parentesco entre os vírus. A única diferença é a dor intensa nas articulações, que pode durar meses.

“É uma dor que pode ser incapacitante, ou seja, que impeça a pessoa de se locomover adequadamente, e que pode permanecer durante um bom tempo depois do desaparecimento da febre”, explica o infectologista Celso Ramos.

O chikungunya não tem a forma hemorrágica. E não tem vacina. Para tratar, é preciso cuidar dos sintomas.

Por enquanto o Brasil só registrou casos importados de chikungunya, ou seja, pessoas que foram infectadas fora do país. Mas o surgimento de casos em algumas ilhas do Caribe, e também na Guiana Francesa, que faz fronteira com o Amapá, deixou os pesquisadores brasileiros em alerta. Para eles, o risco de transmissão da doença aqui é real.

O pesquisador Ricardo Lourenço, do Instituto Osvaldo Cruz, no Rio, coordenou o estudo sobre a nova doença com o Instituto Pasteur, de Paris. Segundo ele, a prevenção é igual à da dengue: evitar água parada onde os mosquitos se reproduzem.

Ricardo Lourenço afirma que o Brasil vai estar mais vulnerável à chegada do chikungunya durante a Copa do Mundo.

“Quando tem viajantes chegando de áreas endêmicas e epidêmicas, estando muito próximo do Brasil, e havendo eventos como Copa do Mundo, faz um fluxo muito grande e aumenta a vulnerabilidade, portanto, as chances de transmissão local”, declara Ricardo Lourenço, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz.

O Ministério da Saúde declarou que tem treinado médicos e laboratórios e orientado secretarias municipais e estaduais.

Fonte: Jornal Nacional de 11 de abril de 2014