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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Miguel Arraes também morreu no dia 13 de agosto

O aniversário de nove anos da morte do avô de Campos é hoje


Governador Miguel Arraes de Alencar com seu neto Eduardo Campos. Foto: Heitor Cunha/DP/D.A Press/Arquivo  


O dia 13 de agosto vai ficar marcado para sempre na história da família Arraes. O ex-governador de Pernambuco e, até então, cadidato à presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, morreu em um acidente aéreo no dia do aniversário de nove anos da morte do avô, o também ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, que à data do falecimento também era presidente nacional do partido socialista.

Arraes morreu em 13 de agosto de 2005, aos 88 anos, após 59 dias de internamento na UTI do Hospital Esperança. Ele estava com uma infecção pulmonar e respirava com a ajuda de aparelhos. O avião que transportava Eduardo Campos caiu há pouco em Santos.

Fonte: Diário de Pernambuco

Morre o ex-governador e candidato à Presidência Eduardo Campos



Acidente que vitimou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos aconteceu em Santos, São paulo. Foto: Futura Press/Estadão Conteúdo

O ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) morreu na manhã desta quarta-feira (13) em virtude de um acidente aéreo na cidade de Santos, no litoral de São Paulo. O acidente matou todos os sete ocupantes do avião, entre integrantes da equipe de campanha dele e dois tripulantes da aeronave. Morreram também Pedro Valadares, assessor direto de Campos, Carlos Percol, assessor de imprensa, Marcelo Lira, cinegrafista da campanha e Alexandre Severo, seu fotógrafo oficial, além dos pilotos Geraldo Cunha e Marcos Martins.

A aeronave caiu, por volta das 10h, sobre uma casa na Rua Vahia de Abreu, na esquina com a Rua Alexandre Herculano, no bairro do Boqueirão, área residencial de Santos, deixando feridos por estilhaços do avião, todos sem gravidade. De acordo com o Comando da Aeronáutica, a aeronave era um Cessna Citation 560XL, prefixo PR-AFA, que decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao Aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave.No final da manhã, havia a informação de que Renata Campos, esposa de Eduardo, e o filho mais novo do casal, Miguel, estariam entre os tripulantes, mas a hipótese foi descartada antes mesmo da divulgação da lista oficial.

O acidente não matou pessoas no solo, mas 10 prédios vizinhos foram atingidos e, até agora, 12 pessoas deram entrada no pronto-socorro da região com ferimentos e queimaduras leves.

As investigações sobre as causas do acidente já foram foram iniciadas, mas ainda são incipientes. No local da tragédia, testemunhas garantem que viram o avião em chamas antes mesmo da queda. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava com o certificado de aeronavegabilidade e inspeção anual de manutenção em dia.

Todos os outros candidatos à Presidência cancelaram suas agendas. A presidente Dilma Rousseff (PT), que decretou luto oficial de três dias, se mostrou muito abalada em seu pronunciamento após a repercussão do ocorrido. Em Pernambuco, o governador João Lyra Neto (PSB) oficializou sete dias de luto pelo falecimento de seu correligionário.

O único irmão de Eduardo, Antônio Campos, afirmou que o corpo do ex-governador deve ser velado no Cemitério de Santo Amaro, na zona central do Recife, mas ainda não há previsão de data para o funeral, uma vez que os corpos passarão por exames de DNA para que seja feita a identificação.

A viúva de Eduardo, os cinco filhos do casal, a mãe dele e os demais familiares de Campos estão reunidos na casa da família, no bairro de Dois Irmãos. Eles optaram por não se dirigirem a São Paulo para providenciar o traslado do corpo por estarem muito abalados.

Fonte: Diário de Pernambuco