RIO DE JANEIRO
ESTADO QUER INSTITUIR TARIFA SOCIAL PARA TRENS E METRÔ
A exemplo do que já ocorre com as barcas, o governo quer instituir a
chamada tarifa social para trens e metrô no estado. Este é o esboço do
projeto de lei 2.776/14, de autoria do próprio Executivo, que altera a
lei 2.869/97 e o autoriza a criar nova estrutura tarifária para o setor.
A proposição será votada na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta
quarta-feira (19/02), em discussão única. Hoje o benefício da tarifa
social das barcas é concedido para quem faz uso do bilhete único. Com
ele, o passageiro paga R$ 3,10, e não os R$ 4,50 cobrados de quem compra
a passagem em dinheiro – o molde será o mesmo para os dois modais
citados pelo projeto.
O texto cria duas modalidades de tarifa: de equilíbrio, fixada pela
Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transportes Concedidos
(Agetransp) e que garante o retorno dos investimentos e da manutenção
das concessionárias, e as sociais temporárias, que estabelece o
benefício aos usuários. Assim como as barcas, o governo também
subsidiará a tarifa social dos trens e metrô. “A alteração é necessária
pela necessidade de se adequar ao transporte ferroviário e metroviário o
novo conceito de modicidade tarifária”, diz o governador Sérgio Cabral
na justificativa do projeto.
FARMÁCIAS HOMEOPÁTICAS SERÃO ISENTAS DE ANUNCIAR SUBSTITUIÇÃO DE MEDICAMENTOS
A
Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) votará nesta quarta-feira
(19/02), em segunda discussão, o projeto de lei 2.041-A/09, de autoria
da deputada Graça Pereira (PRTB), que altera a lei 5.318/08, que obriga
farmácias a anunciarem, através de cartazes, a possibilidade de
substituição de medicamentos prescritos por genéricos. O projeto inclui
um parágrafo na lei excetuando as farmácias homeopáticas. “Trata-se de
uma pequena alteração em uma lei de minha autoria, pois farmácias
homeopáticas não vendem medicamentos genéricos e, consequentemente, esta
lei não se aplica e estes tipos de estabelecimentos”, explica a autora.
ESCOLAS TERÃO QUE DISPONIBILIZAR MOBILIÁRIO PARA DEFICIENTES
A
Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) votará nesta quarta-feira
(19/02), em segunda discussão, o projeto de lei 56-A/11, de autoria dos
deputados Luiz Martins (PDT) e Claise Maria (PSD), que torna obrigatória
a disponibilização de mobiliário adequado para alunos com deficiência
física ou mobilidade reduzida em estabelecimentos de ensino da rede
pública estadual e privada. O texto esclarece que as escolas que se
enquadram nessa obrigatoriedade são os de ensino fundamental, médio,
superior, e também os cursos de extensão.
O mobiliário, por sua vez, deverá se adequar aos padrões da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Instituto Nacional
de Metrologia (INMETRO), sendo ergonomicamente adequado às
características individuais do aluno, permitindo uma adequação da
postura sentada, que favoreça a estabilidade corporal, a distribuição
equilibrada da pressão na superfície da pele, o conforto e o suporte
postural necessário ao desempenho das atividades na sala de aula. “A
inclusão social deve ser uma política social comprometida com a
qualidade do processo de aprendizado do aluno com deficiência”, disse a
deputada Claise. O deputado Luiz Martins completa: “O projeto é um
esforço para que as escolas possam melhorar o atendimento aos a esses
alunos”.
TERMINAIS DE TRANSPORTE PODERÃO TER SINAL DE WI FI
A
Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) votará nesta quarta-feira (19/02),
em segunda discussão, o projeto de lei 1.388/12, de autoria do deputado
André Ceciliano (PT) e do deputado licenciado Gustavo Tutuca, que
dispõe sobre o programa estadual “Internet sem limite" nos terminais de
transportes do Estado do Rio. A medida visa a disponibilização de
equipamentos de internet sem fio e sinal gratuito nos terminais de trem,
metrô, ônibus intermunicipais e barcas. A instalação e manutenção
ficarão a cargo das concessionárias. “A internet é uma forma de
comunicação. No metrô, por exemplo, não tem sinal. Já falamos com o
Metrô e a Supervia”, disse o deputado André Ceciliano.
OFICIAIS CEDIDOS PARA O TCE PODERÃO SE MANTER NA ATIVA
A
Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) votará nesta quarta-feira (19/02),
em segunda discussão, o projeto de lei 2.174-A/13, de autoria do
deputado Domingos Brazão (PMDB), que dispõe sobre uma alteração na lei
5.793/10, que trata sobre o Estatuto da Polícia Militar. O projeto
inclui o Tribunal de Contas no Estado (TCE) no rol dos órgãos estaduais
em que o oficial cedido permaneça em atividade mesmo que já tenha tempo
para ser reformado. “Diversos órgãos do estado permitem que oficiais da
Polícia Militar permaneçam em atividade mesmo excedendo o tempo de
permanência no posto, inclusive a Alerj. Mas no caso do TCE isso não
ocorria, embora ele seja um órgão auxiliar do Poder Legislativo. A
passagem abrupta para inatividade de oficiais que exercem efetivamente
seus cargos ou funções no TCE poderia ocasionar prejuízos ao apoio da
atividade fim daquela Casa”, justifica o deputado.
EMPRESAS TERÃO QUE DIRECIONAR LINK PARA SITE DO PROCON
A
Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) votará nesta quarta-feira (19/02),
em segunda discussão, o projeto de lei 961/11, de autoria do deputado
Wagner Montes (PSD), que obriga as empresas que comercializam bens e
serviços pela internet a exibirem a opção de redirecionamento automático
para sítios do Procon-RJ em suas respectivas páginas na internet. Pela
proposição, os dispositivos de redirecionamento automático ou “links”
deverão ser configurados no mesmo alinhamento vertical ou horizontal dos
principais anúncios ou tópicos comercializados pela empresa, na mesma
proporção gráfica utilizada na divulgação e venda de produtos.
Entres as penas previstas no caso do descumprimento, está a
suspensão temporária do sítio da empresa na internet, com a retirada das
propagandas e mecanismos de compra virtual. “Isso aumenta o grau de
segurança para o consumidor. A pessoa que fizer algum pedido, se tiver
algum problema, já pode entrar direto no site do Procon. Aqueles
empresários, aquelas empresas que usam seu site corretamente, não vão se
preocupar”, assegura o deputado.
MULHERES PODERÃO TER VAGÃO DE TREM EM TEMPO INTEGRAL
A
Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) votará nesta quarta-feira (19/02),
em primeira discussão, o projeto de lei 662/11, de autoria dos
deputados Samuquinha (PR) e Thiago Pampolha (PSD), que altera o artigo
1º da Lei 4.733/06, que obriga as empresas do sistema ferroviária e
metroviário a destinarem vagão exclusivo para mulheres. Pela nova
redação, as empresas teriam que oferecer a composição em horário
integral, e não mais nos pico matutino (6h às 9h) e vespertino (17h às
20h), como dizia o texto original. Na justificativa do projeto, os
deputados alegam que “diante da realidade dos sistemas ferroviário e
metroviário” é necessário “assegurar de maneira mais ampla e ostensiva a
dignidade e integridade física das mulheres”, uma vez que a demanda
pelo transporte aumentou.
MERCADOS PODEM TER QUE DISPONIBILIZAR CAIXA PARA SACOLAS RETORNÁVEIS
A
Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) votará nesta quarta-feira
(19/02), em primeira discussão, o projeto de lei 924/11, de autoria do
deputado Dr. José Luiz Nanci (PPS), que dispõe sobre o atendimento
preferencial em estabelecimentos comerciais às pessoas que utilizam
sacolas retornáveis. O texto determina que os mercados que possuam
quatro ou mais caixas serão obrigados a oferecer atendimento exclusivo
aos consumidores que fazem uso de sacolas ecológicas de uso retornável.
A proposição explica que os estabelecimentos deverão reservar um
mínimo de 10% dos seus caixas, que devem ser identificados, para esse
tipo de atendimento, sem prejuízo, no entanto, para idosos, gestantes,
pessoas com deficiência ou com crianças de colo. Os estabelecimentos
terão 180 dias para adaptação à nova regra. O descumprimento pode gerar
advertência na primeira autuação e multa de 100 Ufir na segunda, podendo
dobrar a cada reincidência. “Apesar do aumento da consciência
ecológica, a sacola plástica prejudica o meio ambiente. A proposição é
oportuna, pois incentiva a sacola retornável”, justifica o deputado.
PROJETO CANCELA MULTAS DE FIDELIDADE DE OPERADORAS
A
Assembleia Legislativa do Rio votará nesta quarta-feira (19/02), em
primeira discussão, o projeto de lei 1.888/12, de autoria do deputado
Alexandre Corrêa (PRB), que altera a lei 6.337/12, que obriga as
concessionárias dos serviços de internet, TV a cabo, telefonia fixa e
móvel a cancelarem a multa de fidelidade. A proposta determina que o
cancelamento se dê quando o usuário comprovar que perdeu o vínculo
empregatício após a adesão do contrato. “A finalidade do projeto é
ampliar os direitos e resguardar a dignidade do cidadão, que ficaria
devedor, mas sem intenção”, justifica o deputado.
ESTADO PODERÁ TER LEI DE DIRETRIZES PARA ACESSIBILIDADE
A
Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) votará nesta quarta-feira (19/02),
em primeira discussão, o projeto de lei 1.707/12, de autoria dos
deputados Paulo Melo (PMDB), Samuel Malafaia (PSD) e Dionísio Lins (PP),
que institui a Lei de Diretrizes para a promoção da acessibilidade das
pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Em conformidade como o
Programa Nacional de Direitos Humanos, o projeto revoga 30 leis
estaduais para consolidá-las numa só.
O projeto classifica a deficiência em quatro categorias: física,
auditiva, visual e mental. Entre seus objetivos estão a inclusão social;
a implantação dessa política no setor público e privado; a inclusão da
pessoa com deficiência em iniciativas governamentais relacionadas à
educação, à saúde, ao trabalho, ao transporte e serviços sociais em
geral; e a ampliação de alternativas que levem à qualificação
profissional e à inserção no mercado de trabalho.
O texto garante, ainda, o atendimento às necessidades da pessoa com
deficiência; a promoção do ingresso e permanência da pessoa com
deficiência nos serviços oferecidos à comunidade; a integração das ações
nas áreas de saúde, educação, trabalho, transporte, habitação, cultura,
desporto e lazer, visando a prevenção e eliminando as causas da
deficiência; e a formação de recursos humanos para o atendimento das
pessoas com deficiência.
“A proposição tem como escopo a preocupação em colocar numa só lei
toda a matéria referente à acessibilidade e suas questões pertinentes.
De acordo com o IBGE, algo em torno de 14,5% da população tem algum tipo
de deficiência. Por isso é importante consolidar as leis consideradas
acessíveis”, explica a justificativa do projeto.
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