sábado, 15 de junho de 2013

Cidadania sem esmolas.



Coluna Sociedade & Cidadania com Lima



Alguns dias atrás estava eu conversando com amigos acerca da situação atual de violência e falta de segurança em que vivemos.

Colocamos na balança todos os fatores que contribuem com a situação de insegurança e principalmente a epidemia crescente das drogas em todas as regiões do País.

E em contrapartida ao quadro desolador que pintamos com as conclusões que chegamos.

Elencamos os programas do Governo Federal que possivelmente estariam voltados para a diminuição da droga, do crime e da violência.

Dentre os programas governamentais que visam diminuição da violência estão os programas de erradicação da pobreza e da evasão escolar, ou seja, trata-se de programas, na realidade, de cunho do resgate da cidadania e em busca de benefícios sociais e igualdade.

Porém nada que possamos destacar como um combate efetivo à violência que a população está enfrentando cotidianamente.

Vale evidenciar que, um dos programas do Governo o que visa acabar com a evasão escolar tem sido vitima de pessoas inescrupulosas que se utilizam do programa e não estão nem aí para com a evasão escolar.

Essas pessoas são os próprios responsáveis pelos menores que se encontram longe dos bancos da escola. E a preocupação agora não é o destino do dinheiro do programa, mas o destino da criança, pois não tendo ocupação, para onde vai a criança?

Em muitos casos elas vão para as ruas das cidades, para os semáforos em busca de algumas moedas, e, essa prática geralmente resulta em droga, crime e violência, com raríssimas exceções.

Não sou contrário aos programas assistencialistas do governo, mas esses programas precisam alcançar resultados satisfatórios para a sociedade como um todo, não só na “família” beneficiada com o programa.

Vejamos, se o governo oferece o dinheiro e não cobra a contra partida dos responsáveis pelo menor, ou se simplesmente faz vista grossa para a realidade, está negligenciando a sua obrigação que é a de fiscalizar os recursos que destinou com um propósito especifico, ou seja, a permanência da criança na escola.

E se não toma precauções para evitar que os responsáveis pelas crianças deixem de os enviar para a escola, está, o Governo, fazendo o trabalho pela metade, pois não basta oferecer dinheiro, só o dinheiro não irá resolver.

Tem que haver políticas de conscientização e de cidadania, o grande risco dos programas assistencialistas do Governo é o de reduzir a questão social puramente na sobrevivência do indivíduo, não promovendo a sua inserção na sociedade, criando cada vez mais a subserviência, imaginar cidadania plena em uma sociedade pobre, em que o acesso aos bens e serviços é limitado, seria ilusório.

É necessário que a sociedade tenha conhecimento da verdadeira importância de ser cidadão, e que o governo não dê apenas o pão, pois esse é perecível, mas promova o desenvolvimento social em sua plenitude.

Pois só assim viveremos em um País justo, igual e sem violência.


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