Coluna
Sociedade & Cidadania com Lima
Alguns dias atrás estava eu conversando com amigos acerca da situação atual de violência e falta de segurança em que vivemos.
Colocamos na balança todos os fatores
que contribuem com a situação de insegurança e principalmente a epidemia
crescente das drogas em todas as regiões do País.
E em contrapartida ao quadro
desolador que pintamos com as conclusões que chegamos.
Elencamos os programas do Governo Federal
que possivelmente estariam voltados para a diminuição da droga, do crime e da
violência.
Dentre os programas governamentais
que visam diminuição da violência estão os programas de erradicação da pobreza
e da evasão escolar, ou seja, trata-se de programas, na realidade, de cunho do
resgate da cidadania e em busca de benefícios sociais e igualdade.
Porém nada que possamos destacar como
um combate efetivo à violência que a população está enfrentando cotidianamente.
Vale evidenciar que, um dos programas
do Governo o que visa acabar com a evasão escolar tem sido vitima de pessoas
inescrupulosas que se utilizam do programa e não estão nem aí para com a evasão
escolar.
Essas pessoas são os próprios
responsáveis pelos menores que se encontram longe dos bancos da escola. E a
preocupação agora não é o destino do dinheiro do programa, mas o destino da
criança, pois não tendo ocupação, para onde vai a criança?
Em muitos casos elas vão para as ruas
das cidades, para os semáforos em busca de algumas moedas, e, essa prática
geralmente resulta em droga, crime e violência, com raríssimas exceções.
Não sou contrário aos programas
assistencialistas do governo, mas esses programas precisam alcançar resultados
satisfatórios para a sociedade como um todo, não só na “família” beneficiada
com o programa.
Vejamos, se o governo oferece o
dinheiro e não cobra a contra partida dos responsáveis pelo menor, ou se
simplesmente faz vista grossa para a realidade, está negligenciando a sua
obrigação que é a de fiscalizar os recursos que destinou com um propósito
especifico, ou seja, a permanência da criança na escola.
E se não toma precauções para evitar
que os responsáveis pelas crianças deixem de os enviar para a escola, está, o Governo,
fazendo o trabalho pela metade, pois não basta oferecer dinheiro, só o dinheiro
não irá resolver.
Tem que haver políticas de
conscientização e de cidadania, o grande risco dos programas assistencialistas
do Governo é o de reduzir a questão social puramente na sobrevivência do
indivíduo, não promovendo a sua inserção na sociedade, criando cada vez mais a
subserviência, imaginar cidadania plena em uma sociedade pobre, em que o acesso
aos bens e serviços é limitado, seria ilusório.
É necessário que a sociedade tenha
conhecimento da verdadeira importância de ser cidadão, e que o governo não dê
apenas o pão, pois esse é perecível, mas promova o desenvolvimento social em
sua plenitude.
Pois só assim viveremos em um País
justo, igual e sem violência.
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