quarta-feira, 13 de julho de 2022

Vamos à luta, representação comunitária não se parcela!

 



Estamos vivendo uma fase não muito boa para as comunidades de Natal, o antigo movimento comunitário não é mais o mesmo, mudou e não foi para melhor, senão para pior.

Os que se dizem, atualmente, líderes comunitários alegam que defendem a população, mas, nunca ouvem os populares para tomarem suas decisões. 

Sempre que podem decidem pelo seu próprio bolso, há exceções, é claro! 

Em um momento como o que estamos passando (campanha política) é muito comum ouvir, da boca dos ditos líderes comunitários, defesas fervorosas dos políticos que detém mandato, principalmente, do Prefeito, dos vereadores e do Governador(a). 

É comum em época de campanha política aparecerem várias dessas “lideranças” dizendo que representam as comunidades que moram.

Porém, é necessário conhecer o histórico desse pseudo representante comunitário, pois na sua maioria foram rejeitados em suas comunidades, através do voto popular, e ressurgindo com uma nova roupagem de “Movimento Comunitário de Natal” fato que se comprova facilmente, basta perguntar para os próprios.

E todo esse aparato doloso tem apenas um intuito, granjear recursos financeiros para o próprio bolso, como é o caso de muitos que se venderam e venderam as suas comunidades fraudulentamente, iludindo alguns candidatos neófitos e os desavisados, alegando ser “líder na comunidade que reside”.

Essa é uma prática que vem sendo usada desde a campanha de 2018. 

É bom lembrar do "Pró-Natal" um movimento formado por agentes fraudulentos e enganadores, os quais tinham como alvo, engodar ou engrupir os candidatos menos avisados. 

Esse extinto movimento, na ocasião, enganou até os mais experientes. 

Assim, na política tanto comunitária, quanto partidária, há fluxos e refluxos um exemplo disso é o atual (pseudo) “Movimento Comunitário de Natal” um herdeiro daquele “pró-Natal” e que também está fadado a extinção, basta passar outubro/2022. 

Contudo, resta aos verdadeiros representantes das comunidades de Natal e do RN, tomarem as rédeas da política comunitária não permitindo a usurpação por parte dos falsos líderes mercenários que tentam manchar a luta voluntária comunitária que sempre pautou o verdadeiro Movimento Comunitário em todo o país. 

Vamos à luta, representação comunitária não se parcela!

 


quarta-feira, 6 de julho de 2022

A Vaquinha


 

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita. Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira. Os moradores: um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas... Então se aproximou do senhor aparentemente, o pai daquela família e perguntou: - Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho; como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?

E o senhor calmamente respondeu:

- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos: queijo, coalhada, etc..., para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo.

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo. O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos, e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.

Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim.

Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sitio para sobreviver, "apertou" o passo e chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:

- Continuam morando aqui.

Espantado ele entrou correndo na casa; e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):

-Como o senhor melhorou este sítio e está muito bem de vida?

E o senhor entusiasmado, respondeu: - Nos tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora ...

 

Reflexão:

Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina. Descubra qual é a sua. E pense no que fazer com ela.

 

 

 

 

A FÉ


 

Uma menina subiu ao segundo andar de um prédio. Seu pai ficou na praça. De repente, irrompeu um incêndio. A fumaça escureceu tudo.

Da janela a menina gritou: "Papai socorro! " O pai se pôs embaixo da janela e gritou: "Filha, salte! Eu pego você!"

A menina respondeu: "Papai, eu não estou vendo você!

E o pai respondeu: "Mas eu estou vendo você!" Então a menina saltou e foi salva.

 

A fé é um salto nos braços do Pai. Nós não o vemos, mas ele nos vê. O importante é confiarmos na sua palavra e colocarmos nossa vida em suas mãos.

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Abertura do Projeto Patrulha Verde Comunitária




No dia 08 de junho foi realizada a abertura do projeto Patrulha Verde Comunitária, cujo objetivo é formar cidadãos comprometidos com o meio ambiente. “Eles serão os nossos Agentes Verdes”, frisou o vereador Milklei Leite.

O projeto contou com o apoio da Fundação Verde Herbert Daniel, uma organização nacional que visa apoiar projetos que desenvolvam consciência ambiental. A primeira turma foram alunos do nono ano da Escola Municipal Waldson Pinheiro, localizada no Vale Dourado, Bairro Nossa Senhora da Apresentação.




“Queremos agradecer desde já o empenho e a dedicação na pessoa diretora Ziane Araújo, assim como todos os professores que apoiaram na condução dos alunos”, agradeceu parlamentar.

Se fizeram presentes no evento o vice governador Antenor Roberto, Ivanilson Gomes presidente da Fundação, assim como o sanitarista Sérgio Pinheiro, o ex-vereador Maurício Gurgel,    o deputado estadual Hemano Morais, representantes do Movimento Comunitário, e o pré-candidato a deputado estadual Carlos Faustino.

 

“Com orgulho, temos um mandato bem popular e que chega com respostas efetivas para as coisas mais simples ou mais complexas que afetam as vidas das pessoas”, destacou o Pré-candidato à reeleição Deputado Ubaldo Fernandes


 

Nosso entrevistado desta edição é o Deputado Estadual e pré-candidato à reeleição para um segundo mandato Ubaldo Fernandes, que conversou sobre sua bandeira nestas eleições de 2022, e seu principal projeto. O parlamentar fez também uma análise sobre seu mandato até o presente momento na Assembleia Legislativa do RN, outros assuntos.

Confira a entrevista na íntegra.

 

Ubaldo Fernandes da Silva, casado, natural de Tangará, região Trairi/RN. Possui o Superior Incompleto (Gestão Pública).

 

JORNAL CLARIM NATAL - Qual o seu partido? 

UBALDO FERNANDES - Mudei recentemente para o PSDB (Partido Social Democrático Brasileiro) 

 

JCN – Você é pré-candidato à reeleição para um segundo mandato de deputado estadual, o que o levou a colocar seu nome à disposição de uma pré-candidatura nestas eleições? 

UBALDO FERNANDES - A necessidade de continuar esse trabalho em prol da população mais humilde, buscando melhorias das comunidades mais esquecidas pelo poder público, sejam elas da zona urbana ou rural.  Tanto que nosso mandato vai além do tradicional legislador. Fazemos um trabalho muito forte junto aos órgãos públicos para solucionar as demandas que o povo nos traz diariamente. 

 

JCN – Qual sua bandeira nesta pré-campanha? 

UBALDO FERNANDES - Nossa bandeira é social, sempre batalhando por acesso à água, regularização fundiária, saúde, e efetivação dos direitos trabalhistas e das minorias.  

 

JCN – Qual seu principal projeto? 

UBALDO FERNANDES - Nossa principal Lei foi a que obriga os bancos a fazerem visitas domiciliares para a prova de vida aos beneficiários da Previdência que tenham saúde debilitada e dificuldade de locomoção. Uma iniciativa que dá dignidade a quem precisa. 

 

JCN – Como você avalia o processo eleitoral deste ano?

UBALDO FERNANDES - Um processo atípico ainda em plena pandemia e com mudanças nas leis eleitorais, portanto, difícil, mas ao mesmo tempo desafiador, visto que os cidadãos também estão mais conscientes e críticos. Então nosso maior desafio é que nosso trabalho seja visto e conhecido por mais pessoas. Temos a tranquilidade de saber que temos realizado um dos mandatos mais atuantes da Assembleia e só queremos que o cidadão que porventura não acompanhe de perto possa ver o muito que estamos realizando. Então, estamos focando muito nas redes sociais com expectativa de que esse eleitor internauta aprove nosso mandato e se identifique com nosso trabalho

 

JCN – Qual a análise que você faz sobre seu mandato até o presente momento na Assembleia Legislativa do RN?

UBALDO FERNANDES - Diferenciado, pois ele foca muito nas pessoas. Então, com orgulho, temos um mandato bem popular e que chega com respostas efetivas para as coisas mais simples ou mais complexas que afetam as vidas das pessoas. Temos lutado ao lado das pessoas por melhorias de qualidade de vida, reconhecimento profissional, dignidade.

 

JCN – Caso seja reeleito, o que você gostaria de concretizar, que não foi possível realizar neste mandato?

UBALDO FERNANDES - Levar nossa atuação para mais municípios. Infelizmente nossas emendas são limitadas. Mas temos essa meta que com certeza vamos alcançar com mais 4 anos de mandato.

 

“Hoje, me sinto mais do que pronta a dar uma contribuição ao Rio Grande do Norte numa outra esfera, agora em âmbito federal”, afirmou a Pré-Candidata a Deputada Federal Márcia Maia


Nossa entrevistada da série de entrevistas 2022 é Márcia Maia, ex-deputada estadual, a primeira mulher a ocupar a presidência da Assembleia Legislativa do RN e diretora-presidente da Agência de Fomento do Rio Grande do Norte (AGN) que conversou sobre visão de política, sua trajetória política, sua bandeira de destaque que vai ser espelho do seu mandato, caso seja eleita, entre outros assuntos.

 

Confira a entrevista na íntegra.

 

Márcia Faria Maia, Divorciada é natural de Natal/RN. Cursou o Nível Superior com formação em Ciências Sociais e pós-graduada em Gestão Pública e Políticas Públicas. É Socióloga.

JORNAL CLARIM NATAL – Qual seu partido?

MÁRCIA MAIA – Republicanos

 

JCN – Qual sua função no partido? 

MÁRCIA MAIA – Secretária Geral do Republicanos-RN

 

JCN – Você é Pré-candidata a algum cargo nas eleições de 2022?  Qual? 

MÁRCIA MAIA – Sim, sou pré-candidata a deputada federal.

 

JCN – O que a levou a colocar seu nome à disposição de uma pré-candidatura nestas eleições? 

MÁRCIA MAIA – Tenho uma história construída na construção e execução de políticas públicas. Foram 20 anos no parlamento estadual e praticamente uma década no Executivo em passagens por pastas da Assistência Social, Trabalho e Habitação, além da Agência de Fomento o RN. Hoje, me sinto mais do que pronta a dar uma contribuição ao Rio Grande do Norte numa outra esfera, agora em âmbito federal. Levar para a Câmara dos Deputados o debate sobre políticas públicas que impactem na vida das pessoas, debater orçamento que inclua as pessoas mais carentes, emprego, empreendedorismo e crescimento econômico sustentável.

 

JCN – Qual é a sua visão de política?

MÁRCIA MAIA – Vejo a política como uma ferramenta de transformação da vida das pessoas. É a prática constante do diálogo, do equilíbrio entre visões distintas, sempre com o objetivo de oferecer a sociedade pontes para o desenvolvimento humano, social e econômico. É através da política que podemos combater a violência, a desigualdade social, fortalecer os investimentos em educação, saúde e segurança, além da promoção do emprego e geração de renda. É através dela que transformamos a vida em sociedade, e principalmente, damos voz e representatividade a quem não tem.

 

JCN – Qual sua bandeira de destaque que vai ser espelho do seu mandato, caso seja eleita? 

MÁRCIA MAIA – A ideia é que possamos lutar contra a desigualdade social em frentes distintas e que se complementam. Precisamos lutar contra o desemprego que assola o país, e claro, o Rio Grande do Norte.

Por isso, precisamos criar ferramentas que estimulem a criação de empregos de qualidade e isso passa pela inovação na legislação, mas com um olhar para a preservação de direitos dos trabalhadores. É preciso ainda observar e atacar também a tributação das empresas e dos cidadãos, garantir que os impostos sejam cobrados de maneira justa e eficiente. Precisamos simplificar o caminho do empreendedor para que ele possa se formalizar, alcançar crédito e investir para crescer.

É fundamental, ainda, incluir as pessoas mais carentes no orçamento para que as políticas públicas não só as alcancem, mas sejam eficientes em impactar positivamente suas vidas. E, claro, defender o investimento sustentável em educação, saúde e segurança, tripé básico para nossa sociedade avançar.

 

JCN – Como você avalia o processo eleitoral deste ano?

MÁRCIA MAIA – A disputa eleitoral este ano vai ser importante e decisiva para o que a sociedade norte-riograndense deseja para seu futuro, especialmente em nível de representatividade parlamentar. Acredito que o debate precisa ser qualificado em nível federal para que a voz do cidadão possa, de fato, ser representada na Câmara Federal com aquilo que vai impactar positivamente sobre suas vidas, não discussões estéreis, debates que não trarão quaisquer benefícios à população

E, inclusive, a garantia de que o Rio Grande do Norte tenha representantes que preservarão e defenderão o direito à universidade pública gratuita, direito à moradia, à saúde e educação, direitos que vêm sendo ameaçados por iniciativas que favorecem quem tem muito e tiram de quem tem pouco ou nada. Por isso, o cidadão precisa ficar atento, fugir de fakenews e buscar representantes que defendam, de fato, seus direitos.


JCN – A participação de mulheres na política ainda é pequena. A que você atribui essa cota pequena?

MÁRCIA MAIA – Até 90 anos atrás, mulher não podia votar ou ser votada. Até 1983, a mulher era proibida de jogar futebol. Na década de 70, as mulheres eram proibidas de ter cartão de crédito. Durante muitos anos, bancos negavam cartões de créditos ou abertura de contas para mulheres que fossem solteiras ou divorciadas. Cenários assim limitavam a mulher em questões básicas, atacavam a autoestima e o potencial para realizar. 

E isso, claro, se reflete na representatividade política e no senso de pertencimento a uma série de debates, inclusive na política. As mulheres são apenas 15% dos integrantes na Câmara Federal. E o Brasil perde para quase todos os países da América Latina em percentuais de participação política de mulheres. Até neste momento difícil do Afeganistão, principalmente para as mulheres e crianças, o Parlamento tem 27% de mulheres. 

Avançamos muito nos últimos anos, mas ainda precisamos avançar mais. Quando a mulher é bem representada no parlamento, debates relativos à vivência feminina é representado, mas também a própria sociedade passa a ser representada com mais exatidão nas suas mais diversas nuances.

 

JCN – Quais os desafios e barreiras da mulher no poder? 

MÁRCIA MAIA – Os desafios se colocam desde o momento em que se colocam as crenças limitantes de que mulher não pode fazer isso ou aquilo. É preciso, antes de tudo, que nossas meninas possam ser criadas com a percepção de que são capazes de fazer tudo aquilo que desejam.

E, claro, criar garotos que respeitem a liberdade das mulheres e permitam que elas trilhem seus caminhos sem lhes impor obstáculos apenas por elas serem mulheres. Digo isso, porque essas barreiras representadas na infância e adolescência se reproduzem na fase adulta.

A mulher precisa se provar duas vezes mais, encarar preconceitos, superar uma cultura machista que afasta as mulheres das posições de poder e decisão. É preciso muita determinação, coragem e o apoio de outras mulheres para que essas posições possam ser ocupadas com mais frequência.

 

JCN – Fale um pouco sobre sua trajetória política? 

MÁRCIA MAIA – Fui deputada estadual por cinco mandatos, a primeira mulher a ocupar a presidência da Assembleia Legislativa do RN e presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) em 2015 e 2017. Nas duas oportunidades, conduzi a comissão a desempenhos recordes. Em 2017, criei o movimento Frente nas Cidades, em defesa da instalação de Frentes da Criança e do Adolescente nas Câmaras Municipais do RN.

Como parlamentar, dentre as mais de 100 leis aprovadas, destacaria a Implantação da Escola de Tempo Integral; Bolsa-Atleta; Parlamento Jovem; Política Estadual de Combate à Dengue; Programa de Geração de Trabalho, Emprego e Renda, Reserva de Vagas em Terceirizadas para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, dentre outros. Foram ainda mais de 2 mil requerimentos aprovados, centenas de audiências públicas e pronunciamentos em defesa do cidadão potiguar.

Minha atuação sempre foi fortemente ligada às causas sociais, e destacaria nesta atuação, a implantação do maior programa de qualificação profissional e geração de emprego e renda já realizado no estado quando fui titular da Sethas, no governo Wilma de Faria.  E mais recentemente, como diretora-presidente da AGN tive a oportunidade junto a um grupo excepcional de servidores promover uma reestruturação da instituição financeira de desenvolvimento que levou a realização de um investimento nos últimos três anos de cerca de R$ 85 milhões na economia potiguar no governo da professora Fátima Bezerra.

Enfim, carrego nas veias a dedicação e o espírito público de Wilma de Faria e Lavoisier Maia, dois ex-governadores que deram uma grande contribuição ao estado do Rio Grande do Norte e cujo legado pretendo defender e dar continuidade através do meu trabalho, onde quer que eu esteja.

 

 

 

Um Galho no meio da Via


A cidade do Natal está toda enfeitada para o São João. Ou será que é para a campanha política? 

Não se pode ainda afirmar que os enfeites sejam para uma coisa ou para a outra, o fato é que a cidade está cheia de galhos e arbustos por quase todas as vias, ruas, avenidas e vielas. 

Não importa em qual das quatro regiões, vocês irão sempre encontrar no meio das vias um enorme galho, tronco de árvore ou arbusto demarcando que ali tem mais um buraco fruto do descaso da indi-gestão do prefeito Álvaro Dias. 

E é esse mesmo que quer fazer descer “a goela abaixo” o seu rebento (filhote) e emplacar como deputado estadual mais um parasita para ser sustentado pelo dinheiro do povo do RN. 

Imaginem que uma campanha dessa não se ganha fácil, principalmente, um desconhecido herdeiro, secundário, da política interiorana e ultrapassada dos coronéis.

Perguntamos: de onde vem a grana para essa campanha do “toma lá, dá cá” do tutelado filho do prefeito? 

Pensem muito sobre isso, e não esqueçam que estamos todos os natalenses sem transportes, talvez seja por isso que ninguém resolve esse problema.

Para falar a verdade, já fazem algumas datas que não há investimento algum na cidade, só propaganda de TV.

Infraestrutura que é bom, não sai do papel. 

E não fica a ver buracos e mais buracos, sem resolução e sem atitude de governante, a cidade está entregue ao destino.

Natal não merece tamanho descaso e se o problema é grande nas vias centrais, imaginem como deve estar a Zona Norte da capital, um verdadeiro horror. 

E se você é morador da capital potiguar, não esqueça de no ato de exercer a sua cidadania e votar, você é um cidadão e a sua cidade está um caos. 

Portanto, não ajude a perpetuar parasitas e usurpadores do povo no poder, vote com liberdade e consciência, é do seu ato a decisão em ter uma cidade/estado melhor ou pior.

Você terá, em outubro, a oportunidade de eleger um Presidente, um Governador, um Senador, um Deputado Federal e um Deputado Estadual, portanto, você vai eleger uma grande fatia de poder da nação e do estado, a sua responsabilidade é grande.

Não podemos errar mais uma vez, sejamos conscientes, analisemos a vida pública e recente dos candidatos, vejamos sempre o que fizeram pelo povo, mas sem levar em conta o que eles mesmos dizem que fizeram.

 

 

O Aldeão


 (Baseado em uma história de natal atribuída a León Tolstoi)

Um aldeão russo, muito devoto, constantemente pedia em suas orações que Jesus viesse visitá-lo em sua humilde choupana.

Na véspera do Natal sonhou que o Senhor iria aparecer-lhe. Teve tanta certeza da visita que, mal acordou, levantou-se imediatamente e começou a pôr a casa em ordem para receber o hóspede tão esperado.

Uma violenta tempestade de granizo e neve acontecia lá fora. E o aldeão continuava com os afazeres domésticos, cuidando também da sopa de repolho, que era o seu prato predileto.

De vez em quando ele observava a estrada, sempre à espera...

Decorrido algum tempo, o aldeão viu que alguém se aproximava caminhando com dificuldade em meio a borrasca de neve. Era um pobre vendedor ambulante, que conduzia às costas um fardo bastante pesado.

Compadecido, saiu de casa e foi ao encontro do vendedor. Levou-o para a choupana, pôs sua roupa a secar ao calor da lareira e repartiu com ele a sopa de repolho. Só o deixou ir embora depois de ver que ele já tinha forças para continuar a jornada.

Olhando de novo através da vidraça, avistou uma mulher na estrada coberta de neve. Foi buscá-la, e abrigou-a na choupana. Fez com que sentasse próximo à lareira, deu-lhe de comer, embrulhou-a em sua própria capa...

A noite começava a cair... Não a deixou partir enquanto não readquiriu forças suficientes para a caminhada. E nada de Jesus!

Já quase sem esperanças, o aldeão novamente foi até a janela e examinou a estrada coberta de neve. Distinguiu uma criança e percebeu que ela se encontrava perdida e quase congelada pelo frio...

Saiu mais uma vez, pegou a criança e levou-a para a cabana. Deu-lhe de comer, e não demorou muito para que a visse adormecida ao calor da lareira.

Cansado e desolado, o aldeão sentou-se e acabou por adormecer junto ao fogo. Mas, de repente, uma luz radiosa, que não provinha da lareira, iluminou tudo!

Diante do pobre aldeão, surgiu risonho o Senhor, envolto em uma túnica branca! - Ah! Senhor! Esperei-O o dia todo e não aparecestes, lamentou-se o aldeão...

E Jesus lhe respondeu: "Já por três vezes, hoje, visitei tua choupana: O vendedor ambulante que socorrestes, aquecestes e deste de comer... era Eu! A pobre mulher, a quem deste a capa... era Eu! E essa criança que salvaste da tempestade, também era Eu..."

"O Bem que a cada um deles fizeste, a mim mesmo o fizeste!"